Facebook pode ser multado em US$ 1,63 bilhão por vazamento de dados de usuários

Segundo Wall Street Journal, o órgão regulador irlandês Data Protection Comission exigiu informações sobre a falha de segurança da rede social

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O Facebook pode ser multado em até 1,63 bilhão de dólares por conta do vazamento massivo revelado na última sexta-feira, 28/9, que comprometeu os dados de mais de 50 milhões de usuários da rede social. As informações são do Wall Street Journal.

De acordo com a publicação, a multa poderá ser aplicada caso os órgãos reguladores da União Europeia decidam que a empresa americana violou o novo regulamento de proteção de dados do continente, o GPDR (General Data Protection Regulation), que entrou em vigor no final de maio.

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Conforme o WSJ destaca, o GPDR prevê que as empresas podem ser multadas em até 4% do valor da sua receita anual do último ano caso não faça o bastante para proteger os dados dos seus usuários. Com base nos balanços do Facebook, essa multa seria de 1,63 bilhão de dólares.

A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda, um dos órgãos reguladores principais sobre privacidade do Facebook na Europa, solicitou recentemente que a rede social forneça mais informações sobre o vazamento em questão, como o tamanho real do problema e quantos moradores da EU foram afetados.

Vale notar que, além das cerca de 50 milhões de contas que já se sabe que foram afetadas pelo vazamento, o Facebook também afirmou que outras 40 milhões podem ter sido vítimas do mesmo ataque – por conta disso, um total de 90 milhões de usuários foram “deslogados” na sexta, 28/9.

Entenda o caso

Conforme um post feito pelo Facebook há alguns dias, a vulnerabilidade já foi corrigida. Segundo a empresa, os invasores em questão exploraram uma vulnerabilidade no código da plataforma que impactou o recurso View As (Visualizar Como), que permite que os usuários vejam como os seus perfis aparecem para outras pessoas – a funcionalidade foi desabilitada temporariamente pela plataforma como medida preventiva.

“Isso permitiu que eles roubassem tokens de acesso do Facebook que eles poderiam usar para assumir as contas das pessoas. Os tokens de acesso são equivalentes a chaves digitais que mantém as pessoas logadas no Facebook de forma que elas não precisem redigitar suas senhas sempre que usam o aplicativo”, explica a companhia em seu blog.

“Ainda não sabemos se essas contas foram mal utilizadas, mas continuamos investigando o assunto e vamos trazer atualizações assim que soubermos mais”, afirmou o CEO da empresa Mark Zuckerberg em um post sobre o assunto em seu perfil no Facebook.

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