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Já faz algum tempo que líderes da indústria nacional batem na tecla de que existe um gap entre a formação acadêmica dos cursos de informática e as demandas do mercado de tecnologia da informação. A Exin Brasil colocou entre suas estratégias para os próximos anos uma ação que pode, talvez, diminuir essa lacuna.
Milena Andrade, gerente regional da empresa que desenvolve e oferecem programas de qualificação profissional, revela um esforço da subsidiária nacional para aproximar-se de faculdades no País. No passado recente, a Exin firmou uma parceria com a Estácio, do Rio de Janeiro, para um projeto piloto de treinamento para especialização que começou com Itil e agora deve seguir para outras modalidades.
A ideia é trazer mais duas ou três alianças com instituições desse tipo para que sigam basicamente o mesmo modelo implantado em solo carioca, começando pela pós-graduação. Questionada se isso poderia chegar no nível de graduação em informática, Milena acredita que não é algo impossível ?mas talvez demore um pouco?, uma vez que mexer com as grades curriculares é algo mais demorado.
Os benefícios poderiam gerar alguns ganhos para a indústria nacional de tecnologia, pois traria um conhecimento além do tecnológico mais cedo para a vida dos alunos que, mais cedo ou mais tarde, tendem a passar por esse tipo de aperfeiçoamento. Além disso, instituições de ensino trazem consigo a habilidade de quem tem a arte de cursos de formação em seu core business.
Mudança de perfil
Se até 2006, as companhias correriam atrás da biblioteca Itil, agora, há uma busca para mesclar conceitos que ajudem a resolver problemas. ?O ferramental deixou de ser o ponto de contratação de consultoria. Agora a busca é pela solução?, comenta. ?O mercado mudou?, sintetiza.
Milena observa uma movimentação positiva no mercado de certificação em melhores práticas de TI impulsionada por um amadurecimento de mercado e retomada de projetos que haviam reareado em um passado recente devido a crise global que diminuiu o ritmo dos investimentos. ?O Brasil está em um momento bom e deveria aproveitar melhor isso?, julga.
A demanda por uma oferta de metodologias integradas pede que fornecedores de TI evoluam seus recursos, uma vez que a capacitação vira um ponto que pode definir o sucesso de um projeto. ?Sem que as coisas estejam organizadas e treinadas dentro de casa, o conhecimento costuma durar apenas o tempo do projeto?, define. Mas a executiva cita que há um desafio de tirar a visão exclusivamente técnica de um profissional de tecnologia, de quem as empresas exigem uma visão cada vez mais orientada ao mercado.
A observação expõe uma faceta interessante de que os ciclos de mudança tecnológica se encurtam. A orientação ao negócio, por outro lado, ajuda com que o profissional pegue sua bagagem de conhecimento técnico e aplique-a no negócio.
Em dois anos e meio, a Exin dobrou a carteira de parceiros de certificação. Atualmente, são 22 consultorias como Path e Kalendae que ajudam a companhia no processo. Esse número, diz Milena, deve crescer entre 15 e 20% no próximo ano, com foco para algumas regiões, como o Sul, por exemplo.
Além disso, a companhia segue em um esforço para trazer e adaptar ao mercado nacional cerca de dois produtos por ano. Nesse contexto, há previsão de lançamento de um curso de fundamentos em computação em nuvem que acabou de ser lançado internacionalmente para o primeiro trimestre de 2012.
Redação
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