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Evolução das memórias para notebooks

Pouco se comenta sobre a memória RAM dos notebooks, em linhas gerais sabemos que ela utiliza um formato diferente daquele utilizado nos PCs desktops, e que são geralmente mais caras. Aliás, é senso comum que tudo para notebooks é mais caro, um típico caso de “lenda” que se formou no passado, quando eles eram realmente muito caros, e que se persiste até hoje.

Um módulo de memória de 512 MB, os mais comuns hoje em dia, custa no mercado americano cerca de 35 dólares para um desktop (DDR400) ou 44 dólares para notebooks (DDR333, porque não é comum DDR400 para notebooks). Uma diferença de 9 dólares que é perfeitamente explicável pela diferença de oferta entre os dois produtos, já que a concorrência entre os fabricantes de memórias para desktops é muito maior.

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Quando falamos em módulos DDR2, a diferença sobe um pouquinho, em média para 10 dólares, mas o preço absoluto do módulo é menor. Não é de agora que venho dizendo que o DDR2 533 ficaria mais barato do que o DDR 400, você encontra esses módulos de 512 MB em torno de 32 dólares no formato DIMM (Desktops) ou 42 dólares no formato SO-DIMM, utilizados nos notebooks.

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Acima o módulo “Value Select” DDR333 SO-DIMM da Corsair, de 1 GB, abaixo um detalhe da montagem dos chips

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Já se vende no mercado americano mais notebooks do que desktops, e as explicações são várias, desde a mobilidade, facilidade de uso até questões de design e suporte do fabricante. O preço baixo também é um desses surpreendentes motivos pois hoje um notebook custa quase o mesmo que um desktop de configuração similar. Na DELL, por exemplo, o modelo Dimension E510 com Pentium 4 2.8 GHz e monitor LCD 17 polegadas custa cerca de 750 dólares, a mesma faixa de preços de um Inspiron 6000 com tela de 15.4 e um Celeron M. Por mais que existam diferenças especificas entre os dois modelos, um usuário comum tende a optar pelo notebook por causa da versatilidade.

Os defensores dos desktops se agarram na possibilidade de aumentar a memória do PC a um custo relativamente baixo comparado a um notebook. Isso mais uma vez não é tão verdadeiro assim. Um PC doméstico com 4 slots de memória livre podem receber até 2 GB de forma muito econômica, sejam 4 módulos DDR2 de 512 MB (130 dólares no total) ou 2 módulos de 1 GB (150 dólares no total). O mesmo pode ser obtido com um notebook que tenha 2 slots de memória, pois módulos DDR2 de 1 GB SO-DIMM estão custando 92 dólares cada (184 no total). Estamos falando de uma diferença entre 50 e 30 dólares de vantagem no preço desse conjunto de 2 GB para um desktop, convenhamos, não é muito.

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As memórias DDR2 consomem menos que as DDR tradicionais, por isso a sua grande aceitação nos notebooks da série Centrino, a plataforma da Intel para esse segmento e que é a base para quase a totalidade dos notebooks vendidos no mundo nos últimos 12 meses. Segundo a Infineon, fabricante de chips de memória, os avanços no desenvolvimento dos seus chips para DDR2 permitiram uma redução no consumo elétrico de 30% em relação a seus concorrentes com módulos de 1 GB, em configuração similar.

Não custa lembrar que alguns modelos de notebooks, especialmente os menores, já vem com 512 MB de memória onboard (chips gravados na placa mãe) e só tem um slot livre para expansão. Nesses casos não será possível utilizar 2 GB, mas os demais modelos com 2 slots, é perfeitamente possível atingir tal capacidade a um custo competitivo, o que coloca o notebook como um equipamento de vida útil longa, tão longa quanto um PC tradicional. Em 2006 teremos o Windows Vista sucedendo o Windows XP, e provavelmente 512 MB será pouco para operar confortavelmente, o que tornará comum os notebooks com 1 GB de memória, tanto quanto são comuns hoje os desktops com 1 GB.

Se você acha 1 GB pouco, é bom saber que seu notebook pode atingir até 2 GB com um custo competitivo.

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A tecnologia não para, acima temos um protótipo da Hynix DDR2 533 de 2 GB, exposto no Showcase do IDF, em São Franscisco.

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Editorial IT Forum 365
16 anos ago

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