Estudo: 72% das seguradoras migraram para a distribuição digital devido à pandemia

Segundo análise da NTT Data, 99% dos executivos de seguros de vida e renda vitalícia acreditam na necessidade da transformação digital

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Sompo-Seguros.jpg — Foto: Adobe Stock

A NTT Data anunciou nesta terça (1) um estudo global sobre os impactos da transformação digital no setor de seguros. E descobriu que 72% das empresas estão migrando para modelos que considerem a distribuição digital de produtos e serviços para melhorar a experiência do cliente, movidas principalmente pelos impactos da pandemia.

Segundo o relatório, o setor avançou o equivalente a um ano durante os primeiros 90 dias da pandemia. Os líderes ouvidos disseram que aceleraram os planos com a pandemia, sendo que 99% dos executivos de seguros de vida e renda vitalícia (L&A) acreditam na necessidade de uma mudança digital transformadora.

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Com as necessidades dos clientes em evolução, os executivos de seguros estão aderindo à inovação por meio de plataformas de negócios digitais e ecossistemas. Se antes de 2019 muitas dessas iniciativas se concentravam em atualizações tecnológicas, agora os líderes estão percebendo que tecnologias digitais podem acelerar o crescimento de novos negócios – análise em tempo real, inteligência artificial (IA) e aprendizagem de máquina são algumas delas.

Segundo o levantamento, 42% das seguradoras criaram plataformas de negócios digitais, parciais ou completas, e 56% delas estão no processo de planejamento e desenvolvimento destas capacidades.

Já 38% estão incorporando tecnologias emergentes (Internet das Coisas, blockchain, IA e robótica), e 38% estão utilizando big data e analytics para alcançar os clientes.

Estratégias de negócio

O estudo da NTT também analisou tendências que podem impactar estratégias de negócios nos setores de seguros e serviços financeiros nos próximos três anos. Entre as respostas obtidas estão um ambiente competitivo em constante mudança (47%), mais investimento em tecnologias digitais (46%) e crescente instabilidade política e socioeconômica (37%).

Também apareceram uma mudança de demanda e comportamento do cliente (35%), aumento das multas regulamentares (33%) e maior foco na sustentabilidade (22%).

Como muitas seguradoras ainda estão nos estágios iniciais da maturidade digital, há também desafios em relação à transformação – incluindo arquitetura tecnológica, desenvolvimento de casos de negócios atraente e questões organizacionais. 35% dos entrevistados disseram ter feito investimentos em digital, mas sem qualquer estratégia abrangente ou roteiro, e a apenas 12% possuem um ecossistema de plataforma de negócios digital em funcionamento.

O download do estudo (em inglês) pode ser feito nesse endereço.

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