Especialista da IEEE antecipa principais tecnologias que podem contribuir para segurança das eleições

Blockchain é uma das soluções potencialmente seguras

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Com a chegada das Eleições de 2018 no Brasil, em outubro, André Gradvohl, professor de tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro sênior da maior organização mundial técnico-profissional dedicada a avanços tecnológicos para benefício da humanidade, defende a adoção da criptografia – conjunto de técnicas pensadas para proteger uma informação – para um sistema de votação eletrônica mais segura do ponto de vista da tecnologia.

“Existem hoje várias tecnologias que podem melhorar a segurança das votações. A criptografia é a mais utilizada hoje porque garante as propriedades quanto ao sigilo, e a integridade dos dados” . No entanto, segundo ele, há outros detalhes que precisam ser reforçados com tecnologias mais atuais. “O blockchain – um banco de dados criptografado – tem o potencial de ser uma das tecnologias usadas para garantir as propriedades necessárias para o voto eletrônico. No entanto, para um país do tamanho do Brasil, mais estudos e adaptações são necessários antes que a tecnologia blockchain seja colocada em prática”, diz.

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Gradvhol alerta ainda ao fato de que há poucas equipes com acesso aos detalhes do software e da urna em si, o que limita a quantidade de pessoas que podem pesquisar o código-fonte. Para ele, deveria haver um “fórum permanente” para avaliar o sistema de forma contínua e mais ampla, a fim de encontrar falhas. “Fazendo diversos testes, eventualmente você vai encontrando brechas que vão levando a outras brechas e assim reduz as chances de falhas”, conclui Gradvhol.

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