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O aumento da relevância dos dispositivos móveis impulsiona novas plataformas que, por sua vez, viram alvo de ameaças. Observando a mudança de cenário, a Eset quer posicionar-se como provedora de segurança para esse ambiente em ascensão. A fabricante vem observando o contexto global de retração nas vendas de computadores tradicionais, que perdem espaço para classes de produtos embarcados com novos sistemas operacionais.
?Precisamos ser parte disso?, sintetiza Richard Marko, CEO da Eset, em passagem pelo Brasil. O advento de aparelhos recheados com iOSs e Androids traz novo fôlego a disputa na arena da segurança. ?Nessas novas plataformas a situação está aberta (em comparação com Windows, que já vive um cenário consolidado)?.
Na visão do executivo, o mercado para provedores de soluções de segurança vive um momento interessante e com desafios relativamente novos. Fornecedores ainda coletam informações e experiências para posicionar-se. E é nesse contexto de momentânea incerteza que a empresa de Marko quer tirar proveito. A estratégia mais importante é ser flexível para reagir rapidamente.
?Há coisas novas no comportamento dos usuários com advento de smartphones e tablets que, agora chegam a uma massificação no uso. Pelo lado comercial, a plataforma Windows ainda é a mais importante, mas, aos poucos, novas plataformas entram em cena?, comenta o CEO, dizendo que essas tecnologias ainda não têm grande peso nos resultados da provedora, mas tendem a ganhar importância no futuro.
O Brasil PME
A companhia, que viu sua operação crescer 200% em 2010, espera chegar a dezembro com receitas 60% superiores às registradas no ano passado. ?Os negócios, em geral, vão bem?, diz o executivo, que acrescenta: ?Somos relativamente novos no mercado local e temos ganhado participação. A competição é feroz como todo mundo. Todos querem sucesso e não é fácil. A abordagem é por meio da qualidade dos produtos e é uma estratégia de longo prazo?.
Os negócios na América Latina respondem por 6% das receitas globais da Eset. O Brasil, por sua vez, significa 25% dos resultados regionais. No País, cerca de 25% do faturamento da fabricante vem de consumidores finais, 55% de negócios junto a pequenas e médias empresas (PME) e o restante é do corporativo.
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