Escassez de talentos é um dos principais motivadores do trabalho remoto, diz KPMG

Para empresas, modalidade é um estímulo para contratar talentos globais. Mas requer atenção para se estar em conformidade legal

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Demandas dos funcionários e a escassez de talentos estão entre os principais fatores para implementar acordos de trabalho remoto, apontou a pesquisa “Tendências atuais no trabalho remoto: trabalhe de qualquer lugar”, conduzida pela KPMG. Na análise da consultoria, essa realidade sugere, portanto, que há mais poder nas mãos dos empregados.

Como reflexo, é possível observar uma ascensão das políticas de trabalho remoto. A maioria (quase 90%) das empresas entrevistadas pelo estudo estão considerando introduzir uma política de atuação remota ou já introduziram uma.

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Em contrapartida, ao estabelecer políticas de trabalho à distância, as organizações também podem acessar talentos de outros países e regiões. Ao mesmo tempo, empresas podem se beneficiar de reduções de custos com viagens e emissões de carbono.

Leia mais – KPMG: 10 tendências que irão pautar a contratação global de talentos

“As empresas estão descobrindo como será o futuro do trabalho, mas um aspecto é claro: ele será mais flexível e virtual para colaboradores e empregadores. Enquanto colaboradores podem ter mais equilíbrio em aspirações profissionais e pessoais, os empregadores podem ter um conjunto maior de talentos, onde quer que eles estejam”, afirma Janine Goulart, sócia-líder de Mobilidade Global e Trabalho da KPMG no Brasil.

Entretanto, o estudo da KMPG lembra que implementar o trabalho remoto é complexo e envolve muitos stakeholders de uma organização. As áreas que lideram este tema tendem a ser as de recursos humanos, tributária ou de mobilidade global.

Apesar de as empresas de todos os setores e regiões terem sido rápidas em apoiar o trabalho remoto, os desafios fiscais e legais são as principais preocupações para a atuação remota além das fronteiras. “Para reduzir riscos e demais custos, as empresas devem definir políticas claras de trabalho remoto e se atentar para as legislações aplicáveis nos países envolvidos”, aconselha a consultoria.

A pesquisa da KPMG destacou ainda que, como este é o início da jornada rumo ao futuro do trabalho, o tema está longe de ser totalmente explorado. Para superar incertezas, como a evolução do compliance e as expectativas dos colaboradores, as empresas precisarão aprender ao longo do tempo e adaptar programas conforme evoluem. Isso exige permanecer no caminho certo e se alinhar com stakeholders para antecipar mudanças.

 

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