O ano de 2006 foi mais desafiador do que a Ericsson imaginava, nas palavras de Edmilson Toledo, vice-presidente de serviços globais para o Brasil. “As operadoras realizaram menos investimentos do que no ano anterior”, afirma o executivo.Na avaliação de Anders Runevad, presidente da companhia para o Brasil, o primeiro semestre foi fraco e houve uma recuperação na segunda metade do ano. Isso signfica que a empresa, que ainda está fechando os números de 2006, deve ver um “leve declínio” em seus resultados em relação ao ano passado.Embora não tenha divulgado números, o contrato que a Ericsson fechou para construir a rede de GSM para a Vivo certamente foi um dos fatores que contribuiram para a recuperação no segundo semestre. A fornecedora será responsável pela rede core para voz e dados e como boa parte da rede de rádio, cobrindo os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins.Runevad falou hoje em sua última apresentação para jornalistas no Brasil em seu cargo atual. O executivo vai assumir a vice-presidência mundial e será substituido por Johan Wibergh, que atualmente responde pelas unidades nórdica e báltica da corporação.Para recuperar o fôlego, a Ericsson mostra que acredita fortemente na rede 3G, que ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Trata-se uma tecnologia com um nível de padronização maior do que o WiMAX, por exemplo”, afirma Toledo. O executivo diz ainda que a rede pode trazer novas fontes de renda, com possibilidade de exploração de oferta de conteúdo e dados.A companhia também aposta na crescente demanda por banda larga, soluções de mensageria instantânea, TV móvel e, na parte corporativa, a migração de muitas companhias para PBX IP. Outra oportunidade, segundo Toledo, seria a terceirização dos sistemas da Claro, que ainda mantém o boa parte do gerenciamento internamente.
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