Entrevista: a CIO que cuidou da primeira cirurgia robótica do País | Pág. 2

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Entrevista: a CIO que cuidou da primeira cirurgia robótica do País | Pág. 2

IWB ? Não… Quais foram as diretrizes do projeto?

Maggie ? Começou com a mudança de administração do hospital há

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três anos. Entrou na presidência o dr. Maurício Ceschin, que sabia da

importância em dar um salto tecnológico, porque no momento em que

aquela diretoria se formou fizeram um diagnóstico da situação e

decidiram que não haveria outro caminho a não ser reestruturar tudo.

Isto ocorreu três anos atrás e é um projeto de investimentos em TI de

R$ 10 milhões entre 2006 e 2008.

IWB ? O que marcou cada período?

Maggie ? Podemos dizer que 2006 foi um ano de preparação, quando

o projeto foi desenhado, com a escolha do ERP voltado para saúde, do

fornecedor Tasy Wheb, criação do projeto de infra-estrutura. Não é

fácil, é um projeto no qual você coloca em uma planta baixa a

instituição inteira. Já 2007, foi a execução do projeto, a parte de

infra-estrutura, do data center.

IWB ? Como era antes?

Maggie ? Nós tínhamos servidores separados, mas com

funcionalidades separadas. Por exemplo, em um rodava um programa de

agendamento de paciente, em outro, um programa que fazia prescrição

médica. Às vezes, você precisava cadastrar o mesmo paciente em

diferentes sistemas dependendo do que ele ia fazer. O médico não

recebia nenhuma informação unificada. Hoje, é totalmente integrado e

trabalhamos com alta disponibilidade e redundância.

IWB ? Você falou na adoção de ERP. Quando ocorreu e o que usavam antes?

Maggie ? Em 1° de junho de 2007, nós viramos o sistema. Antes,

usávamos alguns pacotes de mercado, que estavam bastante superados, com

alguns desenvolvimentos internos. Trocamos tudo pelo Tasy e agora está

tudo integrado. Você cadastra o paciente na entrada e o vê como único

no sistema.

IWB ? Como está estruturado o departamento de TI?

Maggie ? Não somos fábrica de software, o que precisamos

desenvolver fazemos por meio de parceiros. A equipe tem 30 pessoas,

entre analistas de negócio, de administração de dados, de banco de

dados e de suporte. Além de mais 30 pessoas terceirizadas no help desk.

IWB ? Seu entendimento sobre TI na saúde é de longa data?

Maggie ? Trabalhei 15 anos no Hospital das Clínicas da Unicamp,

na administração de dados, onde aprendi o que é uma informação médica.

Depois, passei pelo Núcleo de Informática Biomédica da Unicamp, que foi

uma parte mais acadêmica, quando estava fazendo mestrado. Recebi um

convite para trabalhar no Hospital das Clínicas da USP, no Instituto

Central. Assumi como gerente. Tenho mais de vinte anos de experiência

nesta área. Do HC fui para a Secretária da Saúde da cidade de São Paulo

implantar o Siga, um projeto maravilhoso que renderia uma entrevista

enorme (risos)!

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