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Entre no jogo da inovação para ganhar!

Não é raro ouvirmos executivos e profissionais de TI discutindo sobre inovação, como essas questões são relacionadas à sorte e como para vencer uma vez é preciso perder, no mínimo, nas dez tentativas anteriores. No entanto, essa percepção está completamente equivocada. Qualquer pessoa que “entre no jogo da inovação” com a perspectiva de perder será um fracassado.

Primeiramente, ninguém começa um projeto com a ideia de perder e com os CIOs não deve ser diferente. Eles precisam acreditar e criar métricas e processos para alcançar os objetivos do programa de inovação, de modo a conseguirem comunicar-se corretamente com o CEO e o CFO para obterem a liberação do budget necessário para a iniciativa. Da mesma maneira, não há como um líder motivar sua equipe para um novo projeto quando o encara apenas como o primeiro passo para o sucesso futuro.

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Inovar é mais mais importante do que cortar custos
Tanto os gestores de TI como os CIO precisam se concentrar menos na redução de custos e muito mais sobre a inovação, quando gerem contratos com os fornecedores. CIOs têm a tendência de se concentrarem implacavelmente na redução de custos em cada ciclo de renovação de contratos. Isso sufoca a inovação. É preciso colocar de lado os custos e pensar mais sobre a forma como as tecnologias permitem fazer negócios de uma nova maneira.

A grande mudança de percepção em torno da inovação deve acontecer no sentido de que profissionais e companhias não podem encará-la como uma questão sorte. Há disciplinas que podem ser aprendidas quando o objetivo é a criação de produtos, processos ou serviços inovadores.

Assim como em outras áreas, as melhores práticas são o caminho mais certo para o sucesso na inovação e, para isso, os executivos de TI devem passar a olhar o mercado de maneira diferente, de modo a procurar e identificar oportunidades. Além disso, há diversos cursos e metodologias já definidas para mover uma ideia do papel para o desenvolvimento de um produto.

Inovação é um processo, não um projeto
Um jogo de xadrez tem muito mais em comum com as iniciativas de inovação do que se pode imaginar à primeira vista. Em ambos os casos, é preciso ter consciência da importância do planejamento estratégico e da capacidade de avaliar e apostar em ideias que trarão resultados práticos. No entanto, as similaridades não param por aí. Seguem quatro dicas de atuação que podem ser adotadas tanto no jogo quanto na liderança de projetos corporativos:

1 – Seja flexível para mudar os planos sempre que necessário
Há inúmeros fatores que influenciam a realidade de uma companhia e ninguém é capaz de visualizar todos eles. Nesse contexto, os gestores devem entender que mudanças podem acontecer a todo momento e, por isso, as lideranças precisam ser flexíveis o suficiente para mudar o direcionamento do negócio sempre que necessário.

No xadrez, para vencer a partida, o jogador deve contar com estratégia própria e, ao mesmo tempo, estar atento aos movimentos do adversário – que determinarão se a tática utilizada deverá ser mantida ou não. No caso da inovação, os gestores devem avaliar constantemente o mercado e a realidade socioeconômica nas quais a companhia está inserida para checar se o plano adotado previamente deve ser mantido.

2 – Dê atenção à teoria e à pratica
Uma estratégia executada de maneira ruim é a mesma coisa que nada. Muitas pessoas fracassam em iniciativas de inovação e jogos de xadrez porque direcionam pouca atenção à fase de execução de projetos – ou jogadas. Se a parte prática de uma ação não tem sucesso, todo o seu planejamento se torna nulo, como se não tivesse acontecido.

3 – Faça direito ou não faça
Sabe aquele ditado “dinheiro não aguenta desaforo”? Pois é, com o xadrez e os projetos de inovação acontece a mesma coisa. Gestores e jogadores precisam estar comprometidos com o que se propuseram a fazer.

No caso das ações inovadoras, seus líderes devem contar com o apoio do alto comando corporativo para estruturar uma área voltada especificamente à avaliação de ideias e sugestões dos colaboradores. Deve-se ainda investir na criação de mecanismos para transformar as propostas em novas fontes de receita para a empresa.

4 – A prática leva à perfeição
Quando alguém joga bastante, melhora seu jogo. Quando fica muito tempo distante dos tabuleiros, sente-se enferrujado e não atinge os objetivos esperados. O mesmo acontece no ambiente corporativo de inovação: não se pode abandonar as práticas de estímulo a atividades inovadoras e, de uma hora para a outra, exigir que as equipes inovem.

Esse cenário, absolutamente improdutivo, é muito comum atualmente. As empresas deixaram os projetos de inovação de lado durante o boom da economia mundial e, quando a crise apareceu, passaram a exigir que seus gestores inovassem – como forma de tentar salvar a companhia da instabilidade financeira.

Assim, é preciso criar e manter culturas favoráveis à inovação nas companhias, para estimular os colaboradores a buscar novas soluções para o negócio.

(*) James Todhunter é vice-presidente e CTO da Invention Machine Corporation
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cristina.deluca
10 anos ago

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