Empresas brasileiras de TI precisam ampliar internacionalização para exportar mais

Publicado:

Leitura 3 minutos

Empresas brasileiras de TI precisam ampliar internacionalização para exportar mais
Empresas brasileiras de TI precisam ampliar internacionalização para exportar mais

Empresas de tecnologia da América Latina, especialmente do Brasil, precisam aumentar o nível de internacionalização por meio de exportação de produtos. A afirmação é de Roberto Mayer, fundador e CEO da MBI desde 1990, colunista do IT Forum 365 desde 1999, vice-presidente da ALETI e vice-presidente de relações públicas da Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro Nacional). Mayer apresentou os resultados do Censo do Setor de TI, durante o IT Forum Expo, evento realizado pela IT Mídia nesta semana em São Paulo. De acordo com o estudo, apenas 40% das companhias na região exportam. No Brasil, o número mostra um cenário ainda mais desafiador, já que somente 20% das empresas realizam esse tipo de processo.

“O Brasil tem um enorme desafio de conseguir se internacionalizar, pelo menos no mesmo nível de outros países e regiões. Esse é um processo extremamente importante para poder exportar e alavancar os negócios”, declara Mayer.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Na Europa, por exemplo, cerca de 80% das companhias realizam exportações, enquanto na África o número é um pouco menor, mas também muito à frente da América Latina – 75%.

O censo do setor de TI, realizado desde 2010, ouviu 945 empresa em 30 países- 87,6%  delas da América Latina e 55% do Brasil. “Começamos esse trabalho porque identificamos que havia uma lacuna de informação de como funcionam as empresas do setor de TI, e, desde o começo, queríamos comparar como somos em relação aos demais países”, explica. O estudo traz outros cenários como perfil das empresas, aspectos financeiros, recursos humanos e inovação.

Em termos de receitas concorrentes, a América Latina se destaca. Mayer aponta que metades das empresas consegue mais de 50% de seu faturamento por meio de receitas recorrentes.

Outro ponto que a América Latina deixa a desejar é nos investimentos em P&D: 25% das empresas dizem que sequer investem nessa estratégia, ante 15% dos países da Europa, por exemplo. No entanto, no velho continente, cerca de 25% diz que investe mais de 15% do seu faturamento em P&D, enquanto na América Latina o número é de 8%.

“Observamos um nível de investimento bastante baixo. Na América Latina, 50% das empresas dizem que investem menos de 1% de seu faturamento em P&D. Menos do que na atualização dos profissionais, por exemplo, por isso que o resultado acaba sendo baixo”, completa.                      

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita