Prisão de hackers no Brasil: empresa de segurança está entre suspeitos

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Prisão de hackers no Brasil: empresa de segurança está entre suspeitos

A Operação Orion, que culminou na prisão de hackers acusados de praticar fraudes bancárias online contra clientes do Banco do Brasil em Cuiabá, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Ceará, na terça-feira (14/02), também envolveu três empresas e a prisão de seus representantes. A Polícia Civil não informou o nome de todas, citando, apenas, a Winco, uma companhia de tecnologia e soluções de segurança da informação representante da AVG no Brasil. Procurada peloIT Web, a suposta envolvida garantiu não ter qualquer ligação com as acusações.

Conforme comunicado da Polícia Civil, sócios-proprietários da Winco foram presos no Rio de Janeiro. O IT Webquestionou quantos executivos estavam envolvidos, mas o órgão público explicou ainda não ter detalhes sobre isso. Além da detenção preventiva, a equipe comandada pelas delegadas Maria Alice Amorim e Alessandra Saturnino também realizaram buscas em dois endereços e apreenderam mais de dez hard disks, computadores, CDs, disquetes entre outros documentos com informações que serão analisadas pela investigação.

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A polícia explicou que, para obter os acessos bancários de clientes, os comandos eram executados a partir de um servidor de subdomínio, este, por sua vez, contido dentro do domínio da Winco. A empresa, em comunicado, explicou “que oferece soluções de segurança de informação, dentre eles o DDNS, termo técnico usado para manter a atualização em tempo real da Internet Domain Name System (DNS). O DDNS é um serviço bastante usado, existindo dezenas de empresas que fazem este processo no mundo.”

A assessoria de imprensa da Winco afirmou que o caso já está sendo esclarecido e que seus representantes já prestam depoimento para a polícia. A comunicação informou ainda que porta-vozes, possivelmente, concederão uma entrevista ao IT Web na próxima quinta-feira (16/02) para fornecer informações.

O comunicado divulgado pela empresa ainda afirmava que “a companhia possui parceria de oito anos com os principais grupos de repressão a crimes na internet, inclusive com o Banco do Brasil, colaborando ativamente no rastreamento de Malwares e Tentativas de Phishing Scam que prejudiquem os usuários de internet banking”.

Entenda o caso

No total, dez pessoas foram presas  na Operação Orion, comandada pela Polícia Civil do Mato Grosso, acusadas de fraudes contra correntistas do Banco do Brasil. A ordem inicial era para deter nove suspeitos, mas durante a execução outra pessoa foi presa em flagrante. De acordo com comunicado do órgão,foram 13 ordens de busca e apreensão em cinco Estados.

Pelas informações, os  crimes foram praticados por meio do internet banking e afetaram clientes de cinco regiões.  Os presos estão envolvidos em crimes de furto qualificado mediante fraude, formação de quadrilha, interceptação telemática ilegal (Artigo 10, Lei 9.296/96), violação de sigilo bancário (LC 105/2001).

 

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