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Dynatrace leva IA agêntica ao centro de sua estratégia de observabilidade

Rick McConnell, CEO da Dynatrace, e Bernd Greifeneder, CTO e fundador da companhia. (Imagens: Divulgação/Dynatrace)

A Dynatrace apresentou no Perform 2026, sua conferência anual, uma reestruturação estratégica de sua plataforma que reposiciona a observabilidade como um sistema de controle ativo. A proposta é responder ao avanço da complexidade nos ambientes digitais, impulsionada pela expansão acelerada da inteligência artificial, com uma abordagem baseada na convergência entre IA determinística e IA agêntica.

O movimento ocorre em um contexto de forte crescimento dos investimentos globais em IA, que podem alcançar US$ 2 trilhões até 2026. Diante desse cenário, a empresa passa a defender a observabilidade como um elemento central de governança, capaz de unificar dados do front-end ao back-end e permitir operações mais preventivas em ambientes multicloud e nativos em nuvem.

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O principal anúncio do evento é o Dynatrace Intelligence, sistema que combina inteligência baseada em causalidade, operando em tempo real, com capacidades de raciocínio e ação da IA agêntica. A solução se apoia no data lakehouse Grail, que centraliza os dados de observabilidade, e na topologia do Smartscape, responsável por mapear automaticamente as dependências entre aplicações, infraestrutura e serviços.

Para Rick McConnell, CEO da Dynatrace, a mudança é essencial para manter o controle corporativo em ambientes cada vez mais automatizados. “O Dynatrace Intelligence representa a próxima fase na evolução da plataforma Dynatrace, ajudando as maiores empresas do mundo a passar de reativas para preventivas e avançando as em direção a operações autônomas, ao mesmo tempo em que garante que as equipes permaneçam firmemente no controle”, afirma o executivo.

A evolução da plataforma inclui a introdução dos Dynatrace Intelligence Agents, desenvolvidos para transformar insights em ações imediatas. Diferentemente das ferramentas tradicionais de automação, esses agentes operam em fluxos de trabalho com governança integrada, permitindo resultados autônomos em circuito fechado tanto em operações de TI quanto em processos de negócio.

Esse modelo é sustentado por uma infraestrutura multicloud ampliada, com integrações nativas expandidas para Amazon Web Services, Microsoft Azure e Google Cloud Platform. A proposta é oferecer uma visão unificada dos ambientes híbridos, capaz de identificar e corrigir falhas antes que elas afetem o usuário final, utilizando o grafo de dependências do Smartscape como base para navegar pela complexidade operacional.

Leia também: Por que 90% das transformações digitais falham, segundo CEO do Cesar

No pilar de experiência do desenvolvedor, a Dynatrace apresentou avanços que elevam a observabilidade ao papel de sistema de controle do fornecimento de software. Com a aceleração do desenvolvimento assistido por IA, a plataforma passa a unificar a telemetria de front-end, back-end, banco de dados e nuvem em uma única experiência, oferecendo visibilidade contínua ao longo de todo o ciclo de entrega.

Bernd Greifeneder, CTO e fundador da Dynatrace, afirma que a mudança responde diretamente à nova dinâmica de produção de software. “As atualizações hoje levam a observabilidade além dos insights, transformando a em uma camada inteligente de controle que orienta, otimiza e protege o fornecimento de software. Isso é essencial à medida que as organizações avançam para sistemas agênticos e nativos em nuvem, onde a velocidade e a complexidade exigem um nível mais alto de automação e controle com padrão de produção”, explica Greifeneder.

Outro destaque do Perform 2026 é a nova geração do Monitoramento de Usuários Reais. A solução foi desenvolvida para eliminar pontos cegos em aplicações modernas ao combinar telemetria de front-end com contexto de back-end e logs. A abordagem permite analisar comportamentos críticos em aplicações de página única e serviços baseados em grandes modelos de linguagem, que frequentemente não são capturados por ferramentas legadas.

O impacto prático da estratégia já aparece em clientes como a operadora canadense TELUS. Ao adotar a observabilidade baseada em IA da Dynatrace como plano de controle, a empresa reduziu em 30% o tempo de integração de novas equipes e automatizou a implementação de sistemas de monitoramento, mantendo escalabilidade e eficiência de custos em suas iniciativas de inteligência artificial.

Com os anúncios do Perform 2026, a Dynatrace reforça seu posicionamento como fornecedora de uma plataforma voltada à governança e ao desempenho em larga escala. A observabilidade deixa de ser apresentada apenas como uma ferramenta de análise e passa a ocupar o papel de base operacional para empresas que buscam avançar na adoção de sistemas agênticos e na próxima fase da transformação digital.

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Pamela Sousa
Tags: DynatraceIAobservabilidade
4 meses ago

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