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Dropbox: exemplo de que armazenar dados na nuvem requer cuidados

Mês a mês, impulsionado pela consumerização, cresce o uso do Dropbox,
aplicativo que permite a partilha e o armazenamento virtuais de conteúdo entre
PCs rodando o Windows, MACs, sistemas Linux, toda a sorte de tablets e uma
miríade de smartphones. Ao instalar o programa, os usuários têm a possibilidade
de manter um diretório local em constante sincronização com o disco virtual e
outros diretórios Dropbox sediados em máquinas de conhecidos.

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A solução é, e fato, rápida, de simples utilização. Ainda assim,
um fato sobre esse aplicativo simplesmente rouba-me o sono.

A informação foi divulgada pelo blogueiro de segurança Derek
Newton,
esse final de semana. Para entender a dimensão do problema revelado por
Newton, vamos analisar de que forma funciona o Dropbox.

Cada vez que um usuário instala o programa, deve definir um
diretório e sua respectiva senha de acesso. A partir daí, o conteúdo
desse diretório será exibido na pasta virtual. Dentro da pasta, os arquivos
são criptografados, as cópias locais, porém, permanecem no formato original.

Para ilustrar o que acontece, é necessário que um segundo
usuário instale o Dropbox em seu PC, seguindo o mesmo processo: definição de
diretório local e criação de senha.

Cada vez que o PC é ligado, ocorre uma verificação entre os
contingentes de arquivos locais e os armazenados na pasta virtual. Caso haja
alteração, é executada uma nova sincronização de conteúdos.

Alterar a senha é bastante descomplicado. Basta acessar o
link da conta, exibido no canto superior direito. Mas é aí que tudo toma um
rumo bastante estranho.

Se o usuário alterar a senha de acesso, não precisa executar
essa alteração na máquina local, e, sim, e somente,  quando instalar o Dropbox
em outro PC e pretender acessar os mesmos arquivos localizados na pasta
virtual.

Ao ligar o computador, o Dropbox não pede nenhuma senha
ou confere se o arquivo config.db (na verdade, uma mini base de dados SQL) foi
gerado nessa máquina. Simplesmente lê uma chave chave de host_id e inicia a sincronização.

Assim que uma instalação do Dropbox, em outra máquina,
informa a senha correta, o aplicativo adiciona essa máquina à lista de
computadores autorizados a acessar a pasta virtual correspondente. Ocorre que
tal relação não é atualizada quando o PC entra na pasta armazenada na nuvem.

Ou seja: para acessar a pasta virtual de outra pessoa, basta
obter uma cópia do arquivo config.db e inlcuí-lo na pasta de instalação do
Dropbox local para fazer-se passar por outro usuário.

Pode não ser um caso horripilante de falta de segurança. Ainda
assim, ilustra a leviandade com que são desenvolvidos aplicativos para
a nuvem – nesse caso, a sincronização de dados sem requerer senhas. Tal comportamento,
faz dos produtos disponíveis uma porta de entrada para cibercriminosos de toda
sorte.

Os defensores da Dropbox afirmam que, se alguém for se dar
ao trabalho de invadir uma máquina alheia, não será para roubar-lhe o arquivo
config.db, e, sim, para operações mais sérias.

Por parte dos críticos de tal falta de segurança do Dropbox,
os argumentos da ausência de recursos que comprovem o pedigree do arquivo
config.db e da não solicitação de senhas ao acessar as pastas, são os mais
ouvidos.

E eles estão certos nisso. É óbvio que o Dropbox deveria
proteger seus consumidores.

Percebemos dois pontos fundamentais nessa questão:

Primeiramente, cabe aos desenvolvedores compor para plataformas de cloud computing os mesmos
mecanismos de segurança  habitualmente
desenvolvidos para sistemas tradicionais. Isso fará das operações em ambiente
de computação em nuvem um trabalho menos conveniente, mas é um remédio.

Em segundo lugar, é necessário erradicar o costume de
armazenar dados não criptografados na nuvem. Não interessa de que maneira sejam
fragmentados.

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Published by
Redação
Tags: segurança
15 anos ago

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