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Dólar alto impulsiona internacionalização de startups brasileiras B2B

Imagem: Shutterstock

O aumento do valor do dólar registrado nos últimos meses – com pico de R$ 6,26 em dezembro e girando em torno de R$ 5,70 e R$ 5,80 na última semana – a competitividade dos produtos e serviços brasileiros no exterior aumentou. Isso traz oportunidades para empresas, inclusive startups, que desejam expandir operações e ofertas internacionalmente.

O momento vem a calhar para startups brasileiras que atuam no segmento B2B – ou seja, cujas ofertas são direcionadas principalmente às empresas –, e elas vêm direcionando esforços para ampliar e consolidar presença global. Quem chama atenção para o movimento é Guilherme Ferreira, fundador e CEO da Atomsix.

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A empresa, que se define como um “estúdio global de design e tecnologia”, iniciou atividades no Vale do Silício, nos EUA, e hoje atua em 23 países. Apesar do cenário favorável, salienta o executivo, é preciso cautela e planejamento para superar desafios, incluindo barreiras culturais, regulamentações locais e a dependência de insumos dolarizados.

“A internacionalização é mais que uma oportunidade. É quase uma necessidade para startups que querem crescer de forma sustentável. O segredo está em equilibrar ambição com preparação, construindo um produto que fala a língua do mundo sem esquecer suas raízes brasileiras”, diz Ferreira.

Os setores considerados mais promissores incluem inteligência artificial aplicada, fintechs voltadas para inclusão financeira, saúde digital e telemedicina, soluções de sustentabilidade e energia renovável, além de softwares de produtividade e colaboração remota.

Oportunidades e desafios

Com escritórios em Dubai, Portugal, Uruguai, Peru, México, Estados Unidos e Canadá, a WTM atua com empresas de tecnologia que desejam internacionalizar os negócios. Rodrigo Martins, CEO da International Tech Hub, frente de internacionalização da WTM, diz que as políticas econômicas esperadas para o segundo mandato de Donald Trump nos Estados Unidos devem favorecer o chamado “nearshore” [terceirização para países próximos ao de origem da empresa].

“O Brasil, que conta com um segmento de fintechs bastante consolidado, pode encontrar nos Estados Unidos um mercado atrativo, apesar das altas barreiras de entrada. Outros mercados, como Canadá e México, despontam como promissores para as empresas de tecnologia brasileiras”, diz Martins, que também inclui a Argentina na lista.

Empresas brasileiras que se internacionalizam precisam ainda enfrentar competição por profissionais locais, muitas vezes atraídos por propostas de outros países com ganho em dólar. Há ainda outros dificultadores, lembra Lisandro Vieira, CEO da WTM: se a alta da moeda americana traz bons resultados para quem exporta, também aumenta os preços dos softwares e serviços cobrados em dólar, como nuvem, segurança, CRM e outros.

“Existe uma crença geral de que o dólar alto é bom para as empresas brasileiras exportadoras. Isso pode ser verdade dependendo da estratégia das empresas, no entanto são muitos insumos que as empresas de tecnologia consomem que também são precificados em dólares. Então a melhor estratégia é ter uma conta no exterior, uma empresa no exterior, ou ter alguma forma de manter parte da sua renda em moeda estrangeira no exterior”, aconselha Vieira.

Sustentabilidade

A transição verde e a digitalização se destacam como não apenas para reduzir custos, mas também para agregar valor em mercados estrangeiros, dizem os especialistas. De acordo com Cristina Mieko, head de startups do Sebrae Startups, a integração de novas tecnologias pode desempenhar papel importante ao ampliar possibilidades para startups e empresas que querem escalar globalmente.

“Alavancar tendências tecnológicas e integrar soluções sustentáveis são caminhos promissores para conquistar mercados globais e atender às demandas de consumidores e empresas por inovação e responsabilidade socioambiental”, diz Cristina.

A Hub4pay, fintech que desenvolve soluções de pagamento para campanhas de incentivo e que planeja expandir atuação internacional em 2025, é uma das empresas que olha para esse movimento. “Vamos iniciar um projeto de descarbonização porque queremos não apenas facilitar pagamentos de campanhas de incentivo, mas também contribuir ativamente para um futuro mais sustentável”, diz Daniel Moreira, CEO da empresa.

A Hub4pay é dona de uma plataforma que possibilita colaboradores brasileiros e estrangeiros a receberem prêmios em moeda local, diretamente na conta bancária do país em que estão. O início da operação será em 2025 e busca alcançar mercados em todo o globo.

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Redação
Tags: AtomsixHub4payinternacioalizaçãoInternational Tech HubstartupsWTM
1 ano ago

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