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DocuSign cresce mais de 50% e tem planos para o Brasil

Gustavo Brant, GVP da DocuSign para a América Latina

Há oito anos, quando a DocuSign ainda era uma startup unicórnio nos Estados Unidos e estudava outros mercados – a primeira empresa a ser adquirida foi no Brasil. A negociação, mais estratégica do que mercadológica, marcou a entrada da companhia na América Latina para aprender como assinar com o certificado digital na região.

“Nós fomos buscar no mundo uma máxima que é: assinar documentos. Esse era um problema global, pois as multinacionais, por exemplo, que precisavam de assinaturas no mundo inteiro, tinham que responder também às regras locais”, explica Gustavo Brant, GVP da DocuSign para a América Latina.

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E, se no início dessa jornada no Brasil, houve um ceticismo sobre a assinatura eletrônica, a barreira foi vencida. As empresas passaram a enxergar que o risco tomado por adotar uma plataforma diferente do papel era infinitamente menor do que os ganhos em fazer a transição.

“Esses ganhos estavam em todo e qualquer custo direto, indireto e de negócios. Nos custos diretos, ajudávamos o cliente a fazer o cálculo de quanto ele gastava com transporte, a impressão e armazenagem, porque há documentos que precisavam ser guardados por até 10 anos”, exemplifica Gustavo.

A pandemia, inclusive, teve bastante influência nesse processo. Apesar do momento difícil socialmente, a DocuSign chegou a US$ 430,9 milhões de receita total em seu ano fiscal de 2021, um crescimento de 57% ano a ano. A receita de assinaturas chegou a US$ 410,2 milhões, aumento de 59% no período.

“Esse momento revelou um quarto pilar que se sobressaia a todos os outros: a necessidade de continuar operando. E esse é um caminho sem volta. Nós aceleramos um processo que, para mim, é fundamental para qualquer nação: ter um país moderno. Transacionar de forma eletrônica tem um ganho do ponto de vista de segurança, efetividade e custo”, comenta Gustavo.

Ao ser questionado sobre a possível estagnação ou diminuição de mercado com a volta do trabalho presencial, o executivo afirma que, na verdade, vê novas demandas crescendo. “As empresas estão precisando se desenvolver no formato híbrido e entender como lidar com todos os documentos de colaboradores. Por isso, a área de RH tem crescimento constantemente.”

É o caso da Riachuelo, que possui mais de 40 mil colaboradores em todo o Brasil. Antes da pandemia, uma média de 400 a 500 documentos eram assinados por mês com papel e caneta. Em maio de 2020, todo o departamento jurídico já usava a assinatura eletrônica e, ao expandir para o RH, a matriz pôde trabalhar totalmente em regime home office, por meio de 1.800 aditivos de contratos.

Antes de usar a DocuSign, o setor jurídico demorava cerca de 20 a 45 dias para finalizar um contrato. Com a implementação da assinatura eletrônica, 75% dos documentos são assinados em até sete dias.

Ainda na pandemia, a empresa fez um investimento para inaugurar seu novo escritório em São Paulo. O espaço físico, diz Gustavo, simboliza o quanto a região tem importância na DocuSign no mundo. “Nós começamos por uma aquisição estratégica e, hoje, entendemos que a área internacional é o grande impulsionador da DocuSign e a América Latina faz parte dessa estratégia.”

O executivo não abre números regionais, mas explica que há um ano também investiram em um escritório no México, que cuidará de todos os países de língua espanhola. De acordo com ele, hoje o Brasil tem uma proporção maior de mercado, mas o conglomerado dos outros países agora têm a tendência de ser tão grande ou maior do que o Brasil.

“Nós estamos caminhando para trazer para a América Latina a nossa plataforma de acordo – que engloba muito mais do que assinatura. Hoje, ela ajuda o cliente em toda a dor do acordo: desde a preparação do documento, até a assinatura e a gestão e inteligência por trás disso. O Brasil e Latam já conta com um produto que faz toda a gestão do ciclo de vida do contrato, desde o desenvolvimento do documento, discussões de cláusulas até a gestão do documento”, adianta Gustavo.

Recentemente, a DocuSign comprou uma empresa de Inteligência Artificial fora do Brasil e pretende também trazer uma camada de IA para todos os dados assinados eletronicamente por aqui. Ao colocar inteligência, as empresas terão muitas informações para a decisão de negócios.

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Published by
Laura Martins
Tags: América Latinaassinatura eletrônicaDocuSignPandemia
4 anos ago

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