Disal dispensa infraestrutura própria e ganha em disponibilidade

Publicado:

Leitura 5 minutos

Disal dispensa infraestrutura própria e ganha em disponibilidade

O amadurecimento do conceito de computação em nuvem tem produzido como resultado um movimento cada vez mais intenso de companhias interessadas em migrar algum tipo de aplicação para este modelo. O mais comum tem sido serviço de email, como é o caso da Disal Tecnologia, mas já se vê projetos envolvendo ambiente de teste de aplicativo, ERP, CRM, entre outros. E essa migração tende a crescer. O estudo Antes da TI, a Estratégia, produzido pela IT Mídia, por exemplo, aponta, na edição que envolve CIOs das 500 maiores companhias do Brasil, que mais de 38% dos executivos ouvidos citaram cloud computing como tendência alvo do investimento de TI para este ano.

Na Disal Tecnologia, empresa do Grupo Disal focada em prestar serviços de TI para o setor automotivo, a ideia de usar cloud computing surgiu há três anos, num momento em que a companhia estudava a atualização de sua infraestrutura tecnológica, pensando, sobretudo, na possibilidade de expandir o número de contas de email gerenciadas. ?Passamos meses pensando em segurança e disponibilidade, levamos para o pool de diretores e o conselho aprovou. Se hoje nuvem ainda é incipiente, em 2009, era mais. Mas hoje vejo que a decisão foi acertada?, comenta Gilberto Mendes, gerente de serviços de TI da empresa.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

O fato é que, na ocasião, o cálculo estimado para manter a infraestrutura própria e projetar certa expansão do serviço de email, a companhia precisaria investir mais de R$ 800 mil, entre hardware, licenças de software e contratação de pessoal. Em algumas simulações, que não refletem os valores negociados atualmente com o provedor de nuvem, a economia, na época, esteva na ordem de R$ 400 mil.

?Montamos um projeto interno de renovação e ampliação, porque havia uma visão de que o número de contas de email gerenciadas iria dobrar. Queríamos abrir a plataforma e a capacidade de crescimento fazia parte do projeto?, relembra Mendes. Com o projeto finalizado, eles fizeram um comparativo de investimento em infraestrutura própria com a proposta do UOL Diveo e de outros dois fornecedores. Até a Microsoft foi acionada nos EUA, mas a fabricante não conseguia atender totalmente a demanda, especialmente, no que tange a automação do processo de envio de mensagens, algo muito crítico para a Disal Tecnologia.

Ao final, eles optaram por fechar um acordo com o UOL Diveo, mas o preço não foi o principal motivador. Como explicou Mendes durante a entrevista, o modelo de negócio pesou bastante, além da disponibilidade do fornecedor em garantir que algumas necessidades fossem atendidas. ?Eles abriram um web service para integrar com nossos sistemas internos de automação de mensagem e ninguém conseguia fazer a isso. O UOL Diveo foi a única que se prontificou a isso. Era necessária uma integração entre o Exchange e nosso sistema interno?, ressalta o gerente.

Outro ponto importante foi a criação de painéis de controle tanto para os clientes gerenciarem suas próprias contas quanto para a própria Disal ter uma visão do todo. O processo de migração completo ocorreu em quatro meses e com um esquema dividido em fases. A primeira e mais importante serviu para sentir o funcionamento do ambiente e, também, acertar alguns detalhes.

?Criamos um bom know how, até porque trabalhamos a partir de um cliente bastante exigente. Depois disso, o processo foi transparente, migramos três mil contas de uma única empresa em um final de semana. Comunicamos a janela de indisponibilidade e seguimos um cronograma. Não tivemos perda de mensagem ou indisponibilidade pós-migração. Isso porque optamos por colocar um caminho paralelo para que as mensagens antigas pudessem ser acessadas por meio do ambiente antigo?, descreve.

Em três anos, o número de contas de email gerenciadas pela Disal Tecnologia saltou de quatro mil para nove mil e eles ganharam qualidade na comunicação. Antes, mesmo com redundância, a empresa sofria com degradação dos links e paradas do provedor de telecom.

Discussões em torno da segurança e disponibilidade aconteceram, mas Mendes acredita ter feito um bom negócio. Em segurança, ele entende que o ambiente do provedor é mais seguro e se for necessário algo mais parrudo, ele conta com a possibilidade de criptografar as mensagens. Ao longo de três anos, o tempo de paradas soma dois dias, o que, na visão do executivo, é um cenário muito melhor que o anterior. Mas dentro de todos os desafios, o mais complexo foi convencer a diretoria. ?Só que eles entenderam que essa foi a melhor saída e não tínhamos melhor segurança. Hoje estou seguro de que nuvem foi a melhor decisão.?

 

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita