Enquanto os CIOs têm um mandato para ajudar a conduzir esta inovação, responsabilidades diárias de executar TI e recursos limitados podem estar prejudicando sua capacidade de fazer isso. De acordo com os entrevistados, enquanto 57% acreditam que o CIO deve impulsionar a inovação e estratégia, apenas 12% dizem que seu CIO realmente faz isso.
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Um estudo conduzido pela Harvard Business Review Analytic Services a pedido da Red Hat mapeou onde essas companhias estão investindo e qual sua estratégia na pesquisa “Transformação de Negócios e o Papel do CIO”. Foram ouvidos 420 líderes globais de negócios.
Entre as empresas, aproximadamente 32% são consideradas “aceleradores de inovação”, por impulsionar a transformação nos negócios com base em novas tecnologias. E elas demonstram também a mudança do papel do líder de TI: entre os aceleradores de inovação, os CIOs conseguem desempenhar funções mais estratégicas, desenvolvendo e refinando a estratégia de negócios (26%), conduzindo a inovação empresarial (30%), e identificando oportunidades de diferenciação competitiva (26%).
De acordo com o trabalho, os aceleradores de inovação irão antecipar uma mudança significativa nos próximos três anos, em particular na maneira com a qual eles se envolvem e aprendem sobre clientes e seus modelos de negócio. Especificamente, eles são duas vezes mais propensos a investir na criação de novas aplicações em comparação com as empresas onde a inovação não é uma prioridade (72% versus 34%). Além disso, os aceleradores são mais propensos a se concentrar em oportunidades de geração de receita com novas estratégias de experiência do cliente (71%), modelo de negócios de inovação (69%) e inovação de serviços (68%).
Por outro lado, nas companhias em que a inovação não é uma prioridade se concentrarão mais internamente na automação de processos de negócios (70%).
De todos os entrevistados, 55% afirmam que a maneira com a qual se envolvem para entender seus clientes lidera a lista das áreas mudadas pela inovação orientada à TI. Outros 20% dizem que essa relação será “completamente transformada”. Para os Aceleradores de Inovação, os números são significativamente mais elevados: 70% dizem que sua abordagem para o envolvimento do cliente e percepção será alterado de maneira significativa.
Estas alterações traduzem-se em uma série de projetos específicos que os entrevistados esperam envolver ao longo dos próximos três anos. Mais da metade dos entrevistados está planejando automatizar processos de negócios (67%); executar estratégias da experiência do cliente (66%), criar novas aplicações (60%) e inovar os seus serviços (57%) e os modelos de negócio (56%).
Inteligência e Liderança
Os resultados apontam ainda que inteligência de negócio (66%), analytics e tecnologias móveis (53%) estão no topo das tecnologias sobre as quais os consultados esperam impulsionar a inovação nos negócios nos próximos três anos. Na sequência estão automação (44%), ferramentas de colaboração (29%), computação em nuvem (28%) e mídias sociais (24%).
Os CIOs levam esse tipo de inovação em 41% das companhias, sendo 25% sozinhos e um adicional de 16% em conjunto a outro executivo. Já para 16% das companhias, é o CEO o responsável por trazer essa inovação. Já entre os aceleradores de inovação, o percentual da interação do CIO e outros executivos de C-level compartilhando a liderança é bem maior, chegando a quase metade das organizações (48%).