Dilma visita obras em polo de alta tecnologia em Campinas

Publicado:

Leitura 2 minutos

Dilma visita obras em polo de alta tecnologia em Campinas
Dilma visita obras em polo de alta tecnologia em Campinas

A presidenta afastada Dilma Rousseff fez hoje (9/6) a primeira viagem ao estado de São Paulo desde seu afastamento pelo processo de impeachment. Ela foi a Campinas (SP) visitar o canteiro de obras do projeto Sirius, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, onde está sendo construído o acelerador de partículas com o maior brilho do mundo.

Dilma chegou por volta do meio dia e deixou o local às 13h, sem falar com a imprensa. Durante a visita, a presidenta afastada, acompanhada do ex-ministro Aloízio Mercadante, recebeu rosas vermelhas de funcionários do centro. No centro de pesquisa, além dos funcionários, também receberam Dilma representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT, e do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que a aplaudiram e levantaram bandeiras com frases de apoio. Na entrada da instituição, a presidenta afastada conversou com um grupo de universitários que seguravam cartazes em favor de cotas raciais.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Dilma viajou de Brasília a Campinas em um avião particular, já que o Planalto restringiu o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para seus deslocamentos. Após a visita, ela seguiu para almoço na casa do físico Rogério Cerqueira Leite, professor emérito da Universidade de Campinas (Unicamp).

Acelerador de partículas
O acelerador de elétrons em construção desde dezembro de 2014 têm grande importância no cenário científico mundial. De acordo com Antônio José Roque da Silva, diretor do projeto, o acelerador funciona como uma ponteira de laser, que cobre ultravioleta e, principalmente, Raio X. Isso gera radiação, com uma luz de altíssimo brilho.

“O acelerador pode penetrar materiais e investigar na escala dos átomos e das moléculas. Então, é um enorme microscópio que pode ajudar a investigar remédios, estrutura do cérebro, de tecidos, Zika, novas sementes e absorção de qualquer elemento por raízes”, explicou.

O projeto é financiado pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, com recurso de R$ 1,3 bilhão empenhado, o equivalente a um terço do necessário para a conclusão das obras. O orçamento é renovado anualmente. A previsão é que o acelerador comece a operar em 2019.

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita