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Dia das Mães: promoções falsas e e-commerces piratas lotam a internet em uma das datas mais importantes do varejo

Imagem: Shutterstock

Uma das datas mais importantes do varejo se aproxima. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), este ano o Dia das Mães deve movimentar R$ 14,37 bilhões, com alta de 1,9% em relação ao ano anterior. O aumento das vendas traz também o crescimento do risco de fraudes digitais, com cibercriminosos se aproveitando do alto volume de buscas por ofertas e promoções para aplicar golpes sofisticados.

Diante da ameaça, Daniel Barbosa, pesquisador de Segurança da Eset, multinacional especializada em detecção proativa de ameaças, alerta para mensagens falsas sobre promoções imperdíveis, fretes grátis ou prazos mágicos de entrega.

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“Se antes os golpes virtuais eram facilmente detectáveis pelos erros grosseiros, hoje os criminosos reproduzem com perfeição a identidade visual de grandes marcas, inclusive com sites e domínios muito similares aos originais. Há, inclusive, o uso de inteligência artificial para imitar a comunicação das empresas e enganar o consumidor com mais sofisticação”, explica o especialista.

Leia mais: Mães em tempo integral: os dilemas de altas executivas na era da adolescência digital

Esses ataques, conhecidos como phishing, são os mais comuns no Brasil e consistem no envio de páginas falsas com nomes de lojas famosas ou no uso de malwares que, uma vez instalados no dispositivo, roubam dados bancários e informações pessoais da vítima.

“A época do Dia das Mães é ideal para esse tipo de fraude porque há um senso de urgência emocional envolvido: ninguém quer deixar de presentear ou parecer insensível. Os criminosos se aproveitam disso, oferecendo ‘últimas unidades’, ‘frete expresso grátis’ ou ‘50% de desconto só hoje’ para convencer o consumidor a agir por impulso”, reforça Barbosa.

Para ajudar os consumidores a evitarem fraudes durante o Dia das Mães, a Eset destacou algumas orientações essenciais de cibersegurança. A primeira delas é desconfiar de promoções que parecem “boas demais para ser verdade”: preços muito abaixo da média do mercado são um forte sinal de alerta.

Outro cuidado importante é evitar clicar em links recebidos por e-mail, SMS ou redes sociais. O ideal, segundo a empresa, é acessar o site oficial da loja digitando o endereço diretamente no navegador. Também é interessante verificar se o site conta com conexão segura, identificada pelo “https” no início da URL e pelo ícone de cadeado ao lado do endereço.

Além disso, antes de efetuar qualquer compra, recomenda-se pesquisar a reputação da loja em plataformas como Reclame Aqui, Procon-SP e consumidor.gov.br. Caso o e-commerce aceite apenas Pix ou boleto bancário, redobre a atenção, essas formas de pagamento costumam ser as preferidas dos criminosos pela forma como o dinheiro é transferido e podem ser indícios de golpe.

Os cibercriminosos também têm se passados por falsos atendentes, que, após uma suposta falha no cartão, orientam o pagamento via boleto como “alternativa”. Além disso, promoções divulgadas por influenciadores que não são conhecidos devem ser analisadas com cuidado: vale checar os comentários, procurar o nome da pessoa em buscadores e redes sociais e observar se há indícios de perfis falsos.

Golpes também afetam o nome das lojas

Além de enganar os consumidores, os golpes podem manchar a reputação de marcas legítimas, que são copiadas em detalhes para dar veracidade à fraude. Por isso, Barbosa sugere que os varejistas também se engajem na prevenção. “Campanhas de conscientização no próprio site, com alertas sobre os principais golpes e dicas de verificação de segurança, ajudam os consumidores a identificar fraudes e evitam danos à marca”, sugere.

Nestes casos, ações simples podem fazer diferença: destacar selos de segurança reais, divulgar os canais oficiais de atendimento e alertar sobre perfis falsos nas redes sociais, orientando o consumidor sobre como reconhecer a página verdadeira, checar o endereço eletrônico completo e desconfiar de mudanças de domínio.

Além disso, os varejistas pode atuar de forma mais estratégica na proteção da sua marca, monitorando o uso indevido do nome em páginas falsas, acionando serviços especializados em remoção de conteúdo fraudulento e mantendo uma comunicação ativa com seus clientes, sobretudo em datas de alto volume de vendas.

“Prevenir golpes não é apenas uma questão de segurança digital, é também uma forma de preservar o relacionamento com o consumidor e reforçar o compromisso da marca com a experiência segura de compra”, completa Barbosa.

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Isabella Winckler
Tags: cibercrimescibersegurançaDia das Mãese-commerceEsetfraudespishingvarejo
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