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Desempenho x consumo de energia: nova geração de chips é desafiada a equilibrar equação

Imagem: Shutterstock

As exigências por dispositivos que ofereçam alto desempenho e eficiência energética se intensificam. À medida que consumidores e empresas demandam maior potência computacional para tarefas que vão desde a edição de vídeos até aplicações de inteligência artificial (IA) locais, surge um desafio para as fabricantes de chips: como continuar aumentando a performance dos processadores sem comprometer a eficiência energética? O equilíbrio dessa equação se tornou crucial para a inovação na área.

Durante o lançamento do Intel Core Ultra Série 2, em Berlim*, na Alemanha, Dennis Lou, diretor sênior e gerente-geral de Relações Mundiais com Desenvolvedores e Inovação na Intel, destacou as novidades que a empresa tem implementado em seus novos processadores em linha com essa temática.

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Ele ressaltou que a otimização dos componentes internos, como CPU, unidade de processamento gráfico (GPU) e unidade de processamento neural (NPU), tem sido fundamental para manter a Intel competitiva no mercado, especialmente à medida que a demanda por dispositivos mais poderosos e energeticamente eficientes salta.

Segundo o executivo, a Intel tem conseguido otimizar o desempenho por watt, o que se traduz em dispositivos que oferecem alto desempenho sem sacrificar a vida útil da bateria. “Nossa concorrência também tem feito um bom trabalho, mas acreditamos que a Intel foi além, e isso é algo que os usuários finais vão sentir”, afirmou.

Lou também comentou sobre como a arquitetura dos novos chips está sendo pensada para facilitar o trabalho dos desenvolvedores de software. Ele explicou que a parceria da Intel com grandes empresas de software, como Microsoft e Adobe, tem sido essencial para garantir que as novas tecnologias sejam facilmente integradas aos aplicativos sem que os desenvolvedores precisem fazer grandes adaptações. “Se conseguimos simplificar para que os desenvolvedores não precisem se preocupar com a complexidade dos novos aceleradores, então fizemos nosso trabalho”, disse Lou.

Chips e a questão de energia

Com a inteligência artificial ganhando fôlego, cresce a preocupação com a eficiência energética. Lou explicou que, antes da introdução do NPU nos chips, as cargas de trabalho de IA eram realizadas principalmente pela CPU ou GPU, o que resultava em um consumo de energia muito alto.

Ele citou como exemplo as videochamadas em que a função de desfocar o fundo ou suprimir ruídos, que antes exigia muito da GPU, agora pode ser realizada de maneira mais eficiente pela NPU, economizando energia e prolongando a vida útil da bateria dos dispositivos. Hoje, esse desafio já foi resolvido.

Quando questionado sobre o futuro das aplicações de IA, Lou foi otimista, afirmando que estamos apenas começando a explorar as possibilidades. Ele mencionou projetos inovadores, como o uso de IA para interpretar a linguagem de sinais por meio de câmeras, o que poderia revolucionar a comunicação. “Agora que o hardware está disponível, esperamos ver um boom de inovações por parte de estudantes universitários, pesquisadores e startups”, previu Lou.

Lou também vislumbrou um futuro em que a interação com dispositivos será cada vez mais intuitiva e menos dependente de interfaces tradicionais, como teclado e mouse. Ele sugeriu que, em breve, poderemos simplesmente dar comandos de voz para realizar tarefas complexas, como editar vídeos, sem a necessidade de aprender interfaces complicadas. “A oportunidade está em como podemos dar esse próximo passo e simplesmente instruir o computador com nossa voz”, concluiu.

*A jornalista viajou a convite da Intel

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Déborah Oliveira
Tags: chipsdesempenhoenergiaIntel
2 anos ago

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