Imagem: Shutterstock
A companhia aérea Delta Air Lines recebeu autorização para abrir um processo contra a Crowdstrike nos Estados Unidos. A Delta alega ter sofrido grandes prejuízos financeiros causados pelo “apagão cibernético” de 2024, resultado de uma falha da Crowdstrike que afetou sistemas de diversas indústrias ao redor do mundo.
A empresa afirma que a Crowdstrike agiu com negligência ao não testar adequadamente uma atualização que acabou sendo desastrosa para seus clientes. Um tribunal do estado da Geórgia aceitou os argumentos apresentados pela Delta.
A companhia aérea alega no processo que sofreu prejuízos significativos com a paralisação de seus sistemas. A empresa estimou perdas relacionadas ao impacto no transporte de 1,4 milhão de passageiros, ao cancelamento de 7 mil voos e a um prejuízo total de aproximadamente US$ 550 milhões.
A acusação destacou ainda que o problema poderia ter sido evitado se a Crowdstrike tivesse testado a atualização “em uma única máquina” antes de distribuí-la.
A Delta também utilizou a declaração do presidente da Crowdstrike, George Kurtz, que admitiu que a empresa cometeu um “erro gravíssimo”, como parte dos argumentos do processo.
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