Em busca de flexibilidade, Dell anuncia novas parcerias para sua linha on-premise

Palantir, OpenAI e Google Cloud estão entre as empresas que farão parte do ecossistema da Dell

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Pessoa em pé sobre um palco durante uma apresentação, enquadrada de corpo inteiro, usando blazer escuro sobre camisa clara e microfone de lapela. A pessoa gesticula com uma das mãos enquanto fala. Ao fundo, há uma grande tela exibindo um ambiente com poltronas e uma mesa redonda, além de um grande cubo gráfico suspenso com símbolos e números coloridos. Na parte inferior da imagem, aparecem silhuetas desfocadas da plateia. A iluminação é direcionada ao palco, com fundo levemente azulado, sugerindo um evento corporativo ou conferência. (Dell)
Michael Dell, chairman e CEO da Dell Technologies (Imagem: divulgação)

A Dell anunciou nesta terça-feira (19) uma série de parcerias para integrar a camada de software de suas soluções. Entre as mais destacadas pela empresa estavam: Google Cloud, OpenAI e Palantir, além de novas integrações de recursos com a SpaceXAI e a ServiceNow. O movimento faz parte da estratégia da Dell de promover mais flexibilidade aos seus clientes. Segundo Caitlin Gordon, vice-presidente de Gestão de Produtos para Nuvem Privada e Soluções de IA da Dell, a proposta da companhia é ajudar as empresas a reduzir a dependência de qualquer provedor de ecossistema específico, não só das nuvens públicas.

“Hoje em dia é preciso que se tenha flexibilidade para conseguir se adaptar, e isso envolve ter um data center e uma infraestrutura capazes de suportar múltiplos provedores de ecossistemas distintos, porque na era da IA, as coisas evoluem rapidamente, mas também são imprevisíveis. Algo que funciona muito bem hoje pode não ser a solução adequada amanhã”, comenta.

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A executiva chefia a construção da infraestrutura que dá suporte a todas estas parceiras. Segundo ela, o maior desafio para tornar possível este tipo de integração é construir um ecossistema capaz de sustentar diversas possibilidades, desde a GPU até a CPU, passando pela infraestrutura de rede e chegando, então, aos sistemas operacionais e às plataformas de contêineres. “Tudo isso já representa um volume intenso, mas além disso, precisamos suportar essas diferentes pilhas tecnológicas da maneira que os nossos clientes necessitam. Assim, adotamos agora o que chamamos de estratégia modular para a nossa AI Factory.”

O sistema, considerado novo por Caitlin, envolve uma arquitetura que proporciona ao cliente um mecanismo de tomada de decisão contextual sobre qual tipo de Fábrica de IA é o mais adequado. A escolha é feita a partir das necessidades dos clientes, mas também direcionada a partir de um cardápio de soluções configuradas para determinados casos de uso. O próximo passo estaria em programar o imprevisível.

“Se algo é previsível, podemos automatizá-lo, como a implantação de uma AI Factory, abrangendo desde a configuração inicial até o ambiente de execução. A parte mais complexa, que não possui padrão previsível, diz respeito a como simplificar a gestão de tudo isso no dia a dia. Essa, portanto, é a próxima fronteira que precisamos desbravar”, afirma a vice-presidente.

No caso da Google, a partir de agora, os modelos Gemini 3 Flash no Google Distributed Cloud estarão disponíveis nos servidores Dell PowerEdge XE9780. A colaboração suporta as mais recentes versões Gemini, permitindo que os clientes tenham acesso a modelos avançados de IA generativa mesmo em ambientes de nuvem privada. A mesma lógica acontece para a OpenAI, que na nova parceria, conecta o Codex à Dell AI Data Platform. O objetivo seria ajudar os clientes a aproximar o Codex do contexto empresarial interno que torna os agentes úteis.

Já no caso da Palantir, a Dell anunciou a chegada da plataforma Foundry e AIP aos seus on-premises e ao Dell AI Factory, onde a camada Ontology da companhia será implantada em Dell ObjectScale e PowerFlex para ingerir dados de fontes empresariais e automatizar workflows de negócios. Com essa união de serviços, a estratégia da empresa é se aproximar ainda mais de setores altamente regulados e governos, que pedem por um controle maior de seus dados.

Além disso, a companhia também revelou que dará acesso on-premise a uma gama de modelos open source, incluindo MiniMax-M2.7, DeepSeek Pro, DeepSeek-V4, GLM 5.1 e Kimi K2.6, todos otimizados para infraestrutura Dell AI Factory.

Leia mais: Dell quer diminuir dependência da nuvem para solucionar problemas de execução da IA

Apesar de não ser original, o plano, segundo Drew Shuckle, vice-presidente de Gestão de Produtos de Suporte ao Armazenamento Primário da Dell, reflete um diferencial da companhia frente ao mercado. Em meio à nova onda de organizações se posicionando como integradores e orquestradores, para o executivo a Dell se destaca em três pontos: execução e previsibilidade, a partir de testes e experiência; parcerias constantes que refletem a flexibilidade; e, por fim, uma eficiência de gestão e acesso à cadeia de suprimentos para grandes implementações.

“A estratégia de cadeia de suprimentos da empresa sempre foi focar em contratos de longo prazo que proporcionam continuidade. Essa filosofia tem sido mantida por 30 anos e, no momento, ela está trazendo resultados positivos para a empresa”, declara.

*A jornalista viajou a Las Vegas a convite da Dell Technologies.

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Sobre o Autor

Bella Winckler Matrone é repórter do IT Forum. Formada em jornalismo pela PUC-Campinas, desde 2018 se dedica a pautas ligadas à temas ESG, com forte ênfase ambiental. Possui passagens pela TV Record e assessorias de imprensa de instituições como a CUFA (Central Única das Favelas) e a Garena, com o jogo Free Fire. Atua no IT Forum, cobrindo tecnologia e inovação, desde 2024.

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