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Databricks busca setor público e novas parcerias para crescer na América Latina

Imagem: Divulgação/Databricks

A Databricks está otimista com o potencial do setor público e de novas parcerias para seus negócios no Brasil e na América Latina. Na manhã desta quarta-feira (26), a empresa realizou, em São Paulo, o Data Intelligence Day, evento voltado a parceiros e clientes que discutiu a estratégia da companhia com suas soluções de inteligência de dados.

Marcos Grilanda, vice-presidente e gerente geral da Databricks para a América Latina, abriu o encontro compartilhando alguns resultados positivos da organização na região: em 2024, o crescimento na América Latina foi de 82%. A empresa já soma 66 mil usuários diários e mais de mil clientes ativos nos mercados latino-americanos, incluindo nomes como iFood, Santander, Nubank, Bradesco e Casas Bahia.

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Globalmente, o sucesso da companhia é impulsionado pelos avanços dos projetos de inteligência artificial (IA). No ano passado, a empresa registrou um crescimento anual superior a 60% e já alcançou US$ 3 bilhões em receita. Sua avaliação de mercado é de US$ 62 bilhões.

“As empresas vencedoras serão aquelas focadas em dados e inteligência artificial”, afirma Grilanda. “Os dados têm feito muita diferença na tomada de decisões, melhoria de processos e ganho de competitividade. As organizações que investirem nesse campo sairão na frente.”

O executivo está há 16 meses à frente da operação latino-americana da Databricks. Antes disso, construiu uma carreira de quase dez anos na AWS, onde chegou ao cargo de managing director para a região. A Databricks iniciou sua operação na América Latina em 2020 – três anos depois, inaugurou um escritório em São Paulo. Atualmente, conta também com uma unidade de back-office na Costa Rica e um terceiro escritório no México, que tem inauguração prevista para breve.

Leia também: A neutralidade da Wiz chegou ao fim? O que muda com a aquisição pelo Google

O Brasil lidera os negócios da companhia na região. O país está entre os 10 principais mercados da Databricks no mundo. Ao longo do ano, a expectativa é ampliar o quadro de funcionários em 40%, incluindo equipes de suporte técnico para atender clientes em novos projetos de inteligência artificial.

“Os clientes têm solicitado mais. Apesar de um cenário não tão positivo, demonstramos uma capacidade de retorno indiscutível”, avalia o executivo. “Ainda há um mercado corporativo enorme a ser explorado. Mas pequenas e médias empresas também demonstram interesse em competir.”

Finanças e varejo são as duas verticais mais relevantes para o negócio da empresa na região. Para sustentar o crescimento acelerado, uma nova janela de oportunidade que se abre para este ano é o setor público. A proposta, segundo o executivo, é atingir segmentos específicos dentro da administração pública – a exemplo do que a empresa já realiza com organizações como a Petrobras, no setor de óleo e gás, e com o Banco do Brasil e a Caixa, na área financeira.

“Temos muito a contribuir para que entidades do setor público se tornem mais eficientes. Veja o caso do Diário Oficial – são mais de 100 anos de informações digitalizadas. Imagine extrair valor de tudo isso”, exemplifica. A empresa já conta com colaboradores em Brasília atuando junto ao setor e tem se estruturado para atender às demandas.

Parcerias estratégicas

Outro vetor de crescimento para a Databricks vem de novas parcerias estratégicas que a companhia está firmando com outros players de tecnologia. Em fevereiro, uma colaboração com a gigante alemã de software e soluções em nuvem SAP foi anunciada. Com o acordo, clientes da Databricks e da SAP passaram a poder utilizar dados de ambas as plataformas sem custo de transferência.

De acordo com Grilanda, a integração, que já está disponível para clientes latino-americanos, permite que a Databricks alcance tanto novos usuários que já utilizam SAP e buscam uma solução de dados quanto avance lateralmente, com clientes atuais que podem adotar novas soluções Databricks por conta da conexão com a SAP. “É um ganha-ganha para as duas empresas”, destaca.

Nesta quarta-feira, a Databricks também revelou uma nova parceria estratégica de cinco anos para oferecer modelos e serviços da Anthropic nativamente por meio da sua Data Intelligence Platform. O acordo permitirá que os mais de 10 mil clientes da companhia acessem os modelos Claude, juntamente com seus próprios dados. Isso possibilitará a criação de agentes de IA personalizados.

Além das alianças, o know-how técnico da Databricks também é parte essencial da sua aposta para garantir sucesso na atual onda da IA. A empresa, vale lembrar, foi fundada dentro do laboratório de dados e analytics AMPLab, da Universidade da Califórnia, Berkeley, em 2013. Entre os fundadores estão os criadores do Apache Spark, linguagem de código aberto para processamento de dados em larga escala. Um de seus desenvolvimento mais importantes foi o conceito de Lakehouse, que combina a noção de um data warehouse com um data lake.

“Nós somos uma empresa especializada. Especialistas em dados e em inteligência artificial. Não somos uma companhia que faz muitas coisas e, entre elas, IA. Temos um corpo técnico dedicado exclusivamente à IA. São 300 pessoas na América Latina focadas nisso”, conclui Grilanda.

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Published by
Rafael Romer
Tags: dadosDatabricksIA generativainteligência artificialMarcos Grilanda
1 ano ago

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