Custos operacionais ainda desafiam automação da TI

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Custos operacionais ainda desafiam automação da TI

A TI está presa em um ponto entre pedidos por novos aplicativos, serviços, suporte a dispositivos e demanda por gerenciamento para manter níveis de orçamento e equipes estáticos. Mas os custos operacionais consomem quase todos os recursos do departamento, como aponta a pesquisa Automação de TI, da InformationWeek Analytics.

Entre os 388 entrevistados, 73% utilizam menos de 25% do orçamento em desenvolvimento de novos serviços – uma situação que não deve mudar tão cedo, já que 82% deles disseram que o orçamento para novos serviços, em 2012, deve permanecer igual ou diminuir.

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Ainda assim, 57% veem o volume de pedidos por serviços novos e melhores crescer em 2012; outros 5% esperam que a quantidade seja reduzida.

Virar o jogo em favor da grande inovação que valoriza o negócio requer trabalho em quatro áreas: automação, mudança no portfólio de serviços de TI, governança mais rigorosa utilizando as melhores práticas da indústria, com definições claras de serviços e processos, e a reavaliação de quais serviços têm sentido internamente. A automação, em especial, pode ajudar a reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência, enquanto minimiza erros humanos, transformando tarefas administrativas manuais em processos sistemáticos e repetitivos. Os processos automatizados deixam, também, um rastro eletrônico de auditoria, que pode ser usado para diagnosticar problemas e documentar políticas de compliance e qualidade de serviço.

Porém, o conceito de automação sempre causou alguma discordância cognitiva. Gostamos da teoria, mas nossas ações contam outra história. Na pesquisa, esmagadores 89% dos executivos disseram que automação é crítica ou muito importante para o futuro da TI. Mas nem metade deles realmente usa automação de forma significativa, e apenas 10% alega uso extenso de ferramentas de automação.

Por exemplo, a definição de ?automação de runbook? depende de quem responde. Para os que têm automatizado, 46% o fizeram usando software nativo, produtos não-comercializados, lançando dúvidas sobre quão extensas e completas essas capacidades de automação realmente são. E é certo que alguns deles criaram, meticulosamente, aplicativos sofisticados, sintonizados com seus ambientes. Mas muitos estão sendo generosos utilizando o termo ?software de automação?, classificando scripts nativos ou pacotes de código aberto Perl na mesma categoria de suítes corporativas de processos de automação de TI, de fabricantes como BMC, HP, IBM Tivoli ou Microsoft Opalis. Gerando ainda mais dúvida sobre a sofisticação de implantações de automação, apenas 14% têm um único console de gerenciamento de infraestrutura abrangendo um conjunto heterogêneo de servidores, sistemas de armazenamento e equipamento de rede.

Então por que a TI não é mais formal? Basicamente, porque essas suítes são caras e exigem cuidados significativos. E os fornecedores de software de automação ainda não conseguiram convencer possíveis clientes que um sistema abrangente e de console único oferece valor suficiente para justificar o preço alto e o demorado esforço de implantação.

Depois de implantado, o sistema ainda exige treinamento de equipe ou reconfiguração de ferramentas para o uso eficaz do software de automação. Muitos entrevistados não acreditam que seus conjuntos de habilidades internas estejam preparados para rodar suítes de automação sofisticadas. Outros culpam as ferramentas.

?Cada nova interação de software de gerenciamento parece exigir treinamento mais extensivo do que o último, e a crescente complexidade causa problemas mais difíceis de diagnosticar – barreiras que não existiriam se não tivéssemos software de gerenciamento?, disse um dos entrevistados. ?Quando temos problemas com o software de gestão, o suporte culpa as mudanças que fizemos, isentando o produto do fato de que ele não foi criado para antecipar mudança de servidor ou instalação de aplicativo.?

Pergunta aos fornecedores: Onde estão os produtos mais simples e mais fáceis de gerenciar que não exigem um engenheiro de TI sênior dedicado para compreender? Não gosto de colocar lenha na fogueira, mas implantação, integração e problemas de treinamento ainda podem piorar antes de melhorarem, conforme incorporamos serviços de nuvem em arquiteturas híbridas local/online.

Então, onde é o melhor local para impor automação? Depende da arquitetura, mas deixe que as cinco principais respostas de nossos entrevistados, que estão adotando esses projetos, te guiem.

Empatados em primeiro estão aumento da produtividade e aprimoramento do desempenho. Isso quer dizer, reduzir o tempo de implantação de novos aplicativos e servidores de provisionamento, ou aumentar a disponibilidade (tempo de atividade) e a confiabilidade (minimizando inatividade não-planejada) dos serviços. Redução de custo ficou em terceiro lugar, seguido por segurança aprimorada e cumprimento de SLAs.

As áreas que a TI mais gostaria de automatizar compartilham o mesmo tema: a grande quantidade de esforços manuais. Pense em gerenciamento de mudanças e configurações; provisionamento de sistemas ou aplicativos; manutenção de rotina, como atualizações de sistemas operacionais; e gerenciamento de identidades ou acesso. Faz sentido, mas essas tarefas ainda são as menos automatizadas entre nossos entrevistados. No topo da lista de automatização completa estão: backup, monitoramento de nível de resfriamento e gerenciamento de energia. Quando se trata de servidor e provisionamento de rede ou manutenção de sistemas, menos de 10% partiram para o piloto-automático. E esse é exatamente o objetivo do software de orquestração de processos de TI – não apenas empurrar, simultaneamente, um pacote de serviços para 100 servidores, mas unir diferentes tarefas automatizadas em uma carga de trabalho de ponta a ponta que possa, por exemplo, gerar uma nova instância virtualizada de um servidor de aplicação em SharePoint apenas apertando um botão.

Uma área que te dará retorno é a automação de servidores físicos e virtuais. Menos da metade de nossos entrevistados automatizaram essa área, mas existem muitos produtos, incluindo o CloudBurst, da IBM; o PAN Manager, da Egenera; e o vSphere, da VMware. Melhor ainda, esses produtos estão, cada vez mais, sendo embutidos ou pré-integrados às suítes de gerenciamento de hardware, como as da EMC, HP e IBM, para entregar sistemas que possam provisionar servidores virtuais, armazenamento, links de rede e imagens de aplicativos.

*Kurk Marko é veterano na indústria de TI.

(Tradução: Rheni Victorio)

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