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Customização e manutenções são maiores dificuldades de empresas brasileiras com ERPs

Imagem: Shutterstock

Implementações e migrações de ERPs podem ser um verdadeiro pesadelo para as companhias. São projetos caros, complexos, de longo prazo e que, se mal planejados, podem acabar em verdadeiros desastres e prejuízos imensos. Para medir o cenário nacional de implementações desses sistemas, a consultoria multinacional Kearney, com apoio da Rimini Street, deve divulgar nessa terça (11) um estudo, adiantado em primeira mão ao IT Forum, chamado Benchmark Nacional de ERPs 2024.

Foram ouvidas 60 empresas de diferentes setores e tamanhos – a maioria (52%) foi classificada como média, 28% como grandes e 20% como pequenas. Os resultados têm a pretensão de servir de guia para o que CEOs e outros executivos podem enfrentar na hora de implementar um sistema de gestão corporativa.

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Entre as descobertas, está a de que 64% das empresas têm como maior dificuldade relacionada ao ERP as customizações e manutenções decorrentes, seguidas por excesso de sistemas satélites conectados (43%), versões desatualizadas e sem suporte (30%), módulos básicos demais (26%) e dificuldade de gestão de integrações (também 26%). Essas “dores” são relevantes na medida em que quase metade dos ouvidos (47%) consideram o software de gestão crítico e estratégico – 22% consideram apenas estratégico e 31% apenas crítico.

Entre os obstáculos enfrentados na última implementação, a maioria indicou que os usuários chaves do sistema estavam pouco preparados (46%) e a mudança organizacional decorrente trouxe problemas (40%).

ERP estratégico

Apesar das dificuldades, a maioria dos ouvidos diz que o nível de estabilidade dos ERPs usados é alto (80%) ou médio (18%). Entre as grandes empresas, 64% usam suporte terceirizado, índice que cai conforme o tamanho da companhia – 58% para médias e pequenas. Equipes próprias são 7% e 8% para grandes e médias empresas, respectivamente.

No que diz respeito à hospedagem, 63% usam infraestrutura própria para rodar o ERP, enquanto 27% estão em nuvem privada e 10% em SaaS. Entre as empresas que ainda estão fora da nuvem, 42% se dizem totalmente inclinadas a migrar, enquanto 31% dizem haver mais de 50% de chance de o fazer – e apenas 8% rejeitam completamente a ideia.

Leia também: De IA à migração para cloud: os cases de clientes da SAP

A maioria absoluta dos ouvidos (72%) executou a última implementação de ERP antes de 2017, ou seja, cerca de sete anos atrás, e 12% entre 2017 e 2019. Apenas 10% o fizeram entre o ano passado e 2024. Talvez justamente pela idade das implementações, 65% dizem que pretendem migrar ou implementar um novo ERP no prazo de cinco anos, enquanto somente 13% pretendem apenas fazer manutenções com alguma modernização.

Os projetos já feitos costumam durar entre 12 e 18 meses e custar menos de R$ 25 milhões, em média, e ter um índice de padronização (standardização) entre 50 e 75%.

Perfil da amostra da pesquisa de ERP

O estudo considera uma amostra bem específica: 79% das empresas ouvidas usam SAP, com a marca alemã dominando a pesquisa. A Oracle aparece, nesse universo, muito atrás, com 2%. Outros 15% disseram que usam mais de uma marca de ERP ao mesmo tempo, enquanto outras marcas aparecem com 4% sozinhas.

A maioria absoluta (83%) segue rodando a versão antiga do software da SAP, o ECC, enquanto a versão em nuvem – a S/4 HANA – aparece com 32%. O Oracle EBS, on premise, está em 6% dos entrevistados, enquanto o Oracle Fusion Cloud está em 2% das empresas ouvidas. Esses números consideram um universo em que 77% possui um ERP contratado e em produção.

Nessa amostra, a Accenture aparece como principal implementadora, com 48% das respostas, seguida pela Deloitte (33%), KPMG (25%), Capgemini, EY e Seidor (com 23% cada).

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Redação
Tags: erpEstudoKearneypesquisaRimini
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