Alerta é de especialista, que enfatiza necessidade de atenção a fim de se evitar problemas com milhões de ameaças que circulam na rede
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O Mês Internacional da Internet Segura, celebrado em fevereiro, busca conscientizar a população ao redor do globo sobre a utilização responsável, ética e cautelosa da rede mundial de computadores e tudo o que a engloba, como as redes sociais, e-commerces e serviços de e-mail, por exemplo. Para Ricardo Becker, especialista em Continuidade de Negócios e Recuperação de Desastres e CEO do Grupo Becker, é importante se criar uma cultura por uma internet mais segura.
“Conscientização por uma cultura da segurança da informação é sempre a melhor estratégia. É preciso ter preocupação e atenção com as ameaças que estão sempre presentes e evoluem antes das soluções. Dar maior importância ao acesso e ao armazenamento seguro das informações a todo o momento, principalmente antes da perda, é o que vai fazer diferença”, alerta Ricardo Becker, empresário da área de tecnologia, especialista em Continuidade de Negócios e Recuperação de Desastres e CEO do Grupo Becker.
Em relatório atualizado, a G Data estima que mais de 7,5 milhões de ameaças circulem hoje na web. A cada quatro segundos, de acordo com o mesmo levantamento, um malware (ou variante) é criado. Tais informações reforçam o impacto direto que o mau uso da internet pode causar tanto no contexto cotidiano individual e particular, quanto em ambientes profissionais. Daí a importância de não se negligenciar a segurança online.
Segundo Becker, para evitar qualquer tipo de ataque, é preciso estar em dia com sistemas antivírus, ter backups de informações importantes e evitar clicar em links com alto risco de fake news, e-mails de desconhecidos, com assuntos genéricos ou erros de grafia em português, e ter parcimônia na cessão de dados pessoais e profissionais, principalmente com relação a compras e cadastros.
A abrangência da internet nos coloca à mercê dos mais variados perfis de pessoas, incluindo os cibercriminosos, que atacam três instituições básicas da sociedade: o próprio indivíduo, entidades públicas e organizações privadas. Segundo o último relatório Digital in 2018, divulgado em parceria pela Hootsuite e We Are Social, já passamos dos 4,1 bilhões de pessoas conectadas à rede mundial de computadores (sendo, segundo o IBGE, 116 milhões de brasileiros), total de 53% da população global (7,6 bilhões).
Já as redes sociais abrangem cerca de 3,2 bilhões de pessoas (42% de todo o mundo). Outra forma passível de vulnerabilidade vem da utilização móvel da World Wide Web. O uso de smartphones bateu a marca de 5,1 bilhões de indivíduos (68% da população mundial).
“O acesso é um conjunto de métodos e boas práticas. Se o usuário não tem certeza da segurança do site, do e-mail, do link que está sendo mostrado, não deve clicar de forma alguma. Mas é importante salientar que a responsabilidade não está totalmente nas mãos do internauta. Existem várias camadas de segurança que a gente pode utilizar. E o que pode nos deixar mais tranquilos é a soma desses métodos, dessas estratégias: o uso consciente aliado a bons sistemas de firewall, bons antivírus, bons sistemas de backup, sistemas de controles de conteúdo. Sempre reduzindo os riscos”, conclui Becker.
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