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CSPs estão otimistas sobre uso de IA em telecomunicações

Imagem: Shutterstock

Os provedores de serviços de comunicações (CSPs) estão otimistas com relação à inteligência artificial. Mais da metade dos engenheiros de telecomunicações e TI ouvidos acreditam que a IA vai melhorar a eficiência operacional da rede em 40% ou mais, e 85% expressam confiança na capacidade dos CSPs de monetizar o tráfego de IA nas redes.

Os dados são de um estudo conduzido pela Ciena em colaboração com a Censuswide. Foram ouvidos mais de 1.500 engenheiros e gerentes de telecomunicações e TI de CSPs com mais de 18 anos de experiência em 17 países: EUA, Brasil, México, Reino Unido, Alemanha, Noruega, Suécia, Oriente Médio (Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Egipto), Austrália, Japão, Índia, Filipinas, Indonésia, Coreia e Singapura. Os dados foram coletados de 18 a 28 de março de 2024.

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Segundo os ouvidos, a IA vai aprimorar o desempenho das redes por conta de novas soluções de infraestrutura e operações de rede de fibra. Acredita-se que as estratégias mais populares para melhorar o desempenho incluem atualização novos softwares de análise de tráfego e rede (para 49% dos entrevistados), além de atualizações de switches e roteadores (43%) e investimento em tecnologia 800G (40%).

Quase todos (99%) os entrevistados acreditam que precisarão atualizar redes de fibra óptica para suportar mais tráfego de IA.

“Compreender as tecnologias emergentes como a IA é um passo essencial para se manter competitivo no atual cenário digital, que está em constante mudança”, diz Jürgen Hatheier, diretor internacional de tecnologia da Ciena.

De acordo com o estudo, 67% dos CSPs preveem que a IA seja uma força para a criação de empregos. Eles dizem que as principais áreas de especialização necessárias para o desenvolvimento e lançamento de serviços de IA estão segurança cibernética (31%), seguida de aprendizado de máquina (30%) e programação (30%).

Receita impulsionada pela IA

Globalmente, os CSPs acreditam que os setores que irão gerar mais tráfego de IA e, consequentemente, oportunidades de receitas, são serviços financeiros (46%), seguidos por mídia e entretenimento (43%) e manufatura (38%).

Os entrevistados também veem vários caminhos para gerar receita com IA: 40% acreditam que será por meio da abertura de redes para integrações de terceiros; 37% que a receita virá de serviços de segurança e privacidade; os mesmos 37% acreditam que virá de novas ofertas de produtos; 35% acreditam que será a partir da criação de pacotes de assinatura personalizados; e 34% acreditam que a receita virá da diferenciação na qualidade do serviço de conectividade.

A pesquisa também destaca o papel da nuvem no suporte e utilização da IA em redes. Para 43% dos CSPs, a implantação de nuvem privada para serviços de IA é uma melhor opção, enquanto 37% têm a preferência por data centers de provedores de nuvem pública.

Enquanto isso, apenas 21% dos entrevistados planejam adotar um modelo de nuvem híbrida.

Diferenças globais dos CSPs

A pesquisa produziu resultados por país. Os da Índia estão entre os mais confiantes (95%), enquanto os EUA estão entre os menos confiantes (55%). Houve diferenças semelhantes no otimismo em torno do impacto da IA na criação ou redução de empregos entre os CSP, com uma diferença de 50% para o México, que percebe uma maior criação de emprego; e o Japão que vê a menor (90% vs 40%).

A pesquisa também revelou a amplitude de setores que diferentes países consideram impulsionadores do crescimento do tráfego de IA, com serviços financeiros, entretenimento, manufatura, saúde e educação a ocuparem o primeiro lugar em pelo menos um mercado.

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Redação
Tags: CensuswideCienaCSPsIAinteligência artificialtelecomunicações
2 anos ago

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