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Poderia os londrinos soar o alarme de bombeiros por meio do Twitter? O Corpo de Bombeiros de Londres (Inglaterra) anunciou esta semana que está explorando o microblog como meio de monitoramento para ajudar o serviço a identificar e responder mais rapidamente às emergências.
“Com mais de um bilhão de pessoas usando o Facebook e meio bilhão usando o Twitter, é bastante claro que as mídias sociais estão aqui para ficar”, disse Rita Dexter, vice-comissária da London Fire Brigade, em comunicado. “O Corpo de Bombeiros de Londres é o maior serviço contra o fogo do país, e achamos que é importante olhar para formas de melhorar a maneira como nos comunicamos com o público e como eles podem entrar em contato com a gente.”
Para ser claro, ela disse que quem quiser denunciar um incêndio ainda deve discar o famoso “999” da Grã-Bretanha, que é o número para serviços de emergência. Mas com cerca de um em cada cinco adultos no Reino Unido sendo dono de um smartphone, e com o número de assinaturas fixas – da BT e outras empresas de telecomunicações – em declínio, os dispositivos móveis cada vez mais oferecem um canal de comunicação que pode ser aproveitado por prestadores de serviços de emergência.
Assim, o monitoramento via Twitter está previsto para ser incluído na quinta versão do Plano de Segurança de Londres (LSP5), desenvolvido pelo departamento de Autoridade de Incêndio e Emergência da capital inglesa, que, em linhas gerais, desenhará como os serviços de resgate serão entregues na cidade nos próximos anos. O plano estará aberto para comentários do público em janeiro de 2013.
De acordo com a Brigada de Incêndios de Londres, o LSP5 requer que o serviço seja revisto para o uso de mídias sociais – não apenas como uma ferramenta de comunicação, mas para permitir que as pessoas denunciem situações de emergência, e para desencadear uma resposta dos serviços de emergência. A ideia está entrelaçada também com o governo do Reino Unido, bem como o Serviço de Polícia Metropolitana e do Serviço de Ambulâncias de Londres.
Em 2010, o Corpo de Bombeiros de Londres começou a tuitar em tempo real informações sobre incidentes a que estava respondendo. Um tuite típico : “Estamos atendendo a uma casa em chamas na Hurst Road, em Sidcup. Parte do primeiro andar está em chamas. Quatro carros de bombeiros e 20 bombeiros estão no local”. Também em 2010, o serviço começou a usar o Facebook para fornecer informações de segurança contra incêndio. A London Fire Brigade disse que agora possui o segundo maior grupo de seguidores em mídias sociais entre as organizações do setor público local ou regional da Grã-Bretanha.
Alterações no modo como as pessoas podem contatar os serviços de emergência também estão em andamento nos Estados Unidos. Julius Genachowski, chairman da Comissão Federal de Comunicações (FCC), anunciou este mês que as quatro maiores operadoras do país concordaram em apoiar a iniciativa de SMS para o número 911. AT&T, Sprint, T-Mobile e Verizon prometeram fazer grandes implementações de recursos de texto para o 911 a partir de 2013, e também obter cobertura nacional até 15 de maio de 2014. Nos bastidores, as operadoras estão trabalhando com os centros de atendimento locais do 911 – conhecidos como pontos de atendimento público de segurança – para garantir que eles possam receber as mensagens.
A FCC disse que a implantação completa eventualmente fornecerá suporte para mensagens de texto para o 911 para 90% dos assinantes de telefonia móvel do país ? valor alto em relação aos 98% atingidos pelo método convencional via telefone. A Comissão observou, também, que a capacidade de enviar um texto para o 911 seria uma alternativa valiosa para pessoas com deficiência auditiva ou da fala.
Afora isso, o anúncio da FCC afirma que “a mensagem de texto para o 911 será um complemento, não um substituto para as chamadas de voz, e os consumidores devem sempre fazer uma chamada de voz para o 911 em caso de emergência, se puderem.”
Será que os serviços de emergência via Twitter e SMS vão dar certo? Rita Dexter, do corpo de bombeiros de Londres, deu sua opinião através de exemplo. “Quando foi criado, em 1935, as pessoas diziam que discar 999 para denunciar situações de emergência nunca iria funcionar. Hoje, a BT processa mais de 30 milhões de chamadas de emergência a cada ano. Está na hora de procurar novas formas para denunciar situações de emergência, de forma rápida e eficiente, e as mídias sociais podem dar a resposta no futuro.”
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