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O mega acordo de telecomunicações anunciado, na última quarta-feira, -e que envolve a soma de US$ 10 bilhões – transforma a nova empresa (ainda sem nome definido) na maior operadora de telefonia celular da América do Sul, representando de 60% do mercado nacional nas áreas onde atuam.
A consolidação da nova empresa só acontecerá após o aval da Anatel. Uma das preocupações para a autorização do negócio é a exigência do cumprimento das metas de antecipação da telefonia fixa, até o final deste ano, estabelecidas anteriormente com a entidade. Batista, no entanto, se diz tranquilo em relação aos prazos definidos.
Já Francisco Murteira Nabo, presidente da Portugal Telecom, não acredita que a antecipação das metas de qualidade da operadora fixa seja empecilho ao negócio, justificando tratar-se de um segmento diferente de atuação, a telefonia celular. Se tudo correr dentro dos prazos previstos, a joint-venture estará estabelecida a partir de janeiro de 2002.
O executivo informou, ainda, que a nova empresa vai conversar com todos os órgãos reguladores da Anatel para se antecipar às exigências e já adaptá-las ao novo modelo de atuação no mercado local.
A receita anual da PT Telecom é de US$ 5 bilhões, dos quais 16% gerados no Brasil (leia-se Telesp Celular), sendo a maior operação da empresa portuguesa fora do país de origem. A meta, segundo Murteira Nabo, é que o mercado brasileiro represente um terço do faturamento da corporação.
Os principais executivos da Telefônica e da Portugal Telecom estão no Brasil, desde ontem, para tratar de detalhes da joint-venture, que abrange cerca de 9,3 milhões de clientes, o equivalente a cerca de 41% do mercado total de celulares do país.
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