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Consumerização de TI não é moda

Se você acha que a consumerização da TI corporativa é apenas conversa de especialistas com muito tempo livre, pense nisso: a Microsoft diz que o futuro de um de seus produtos, o Windows Phone 7, depende de sua capacidade de conquistar consumidores e convencê-los a levar dispositivos para as massas pela famosa porta dos fundos.

Google, Apple e muitos outros fabricantes de dispositivos e aplicativos para o consumidor estão de olho no mesmo caminho sinuoso para o mundo corporativo – e como a Microsoft, eles não estão tão acanhados como diziam. Alguns vão conseguir, outros não. Mas o movimento é irreversível.

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Já se aceita o fato de que jovens de 20 e poucos anos estão mais inclinados, do que as gerações anteriores, a baixar seus próprios aplicativos em seus dispositivos para trabalhar. Mas isso não é uma moda passageira, como levar seu cachorro ao trabalho ou jogar futebol de botão dentro do escritório. Porém, muitas áreas de TI tratam tudo isso da mesma forma.

Em uma mesa redonda da Interop, em maio, em que muito se falava sobre consumerização de TI, o colunista da InformationWeek EUA, Jonathan Feldman, conversou com um participante que perguntava: quando os CIOs vão entender? Feldman escreveu: ?Os CIOs com quem converso já entenderam, mas são derrotados por suas equipes e os membros dessas equipes ainda não entenderam. Os gestores de TI terão de tirar tempo para educar suas equipes sobre o que é a consumerização, explicar o porquê de não ser apenas uma tendência efêmera e como pode até facilitar ou melhorar a vida deles. E se fosse possível focar mais nos problemas dos negócios e em aplicativos em vez de focar tanto em infraestrutura??

A Microsoft começa a compreender. Ao posicionar a suíte Office 365, que inclui versões online e local do Office, Exchange, SharePoint e Lync, a fabricante vê como principais concorrentes o pessoal do Google e da Web 2.0, e não mais a nobreza, como a IBM.

Terry Myerson, VP de engenharia do Windows Phone, disse que ele não considera mais o BlackBerry, da RIM, que tem para suporte de segurança e gerenciamento o BlackBerry Enterprise Server (BES), o principal rival da Microsoft no mercado de smartphones corporativos. ?Eu dizia isso há alguns anos?, comentou, ?hoje não digo mais.? Myerson afirma ainda que ?pela porta da frente, a RIM tem passagem por causa do BES. Mas, em termos de unidade e influência, acredito que pela porta dos fundos [entenda: iOS e Android] se tenha mais inovação.?

A tendência da consumerização às vezes exige a separação de funcionalidades pessoais e corporativas no mesmo aplicativo ou dispositivo. ?Temos essa tremenda propriedade corporativa no Office e em todos os produtos Office?, disse Myerson, ?e estamos desenvolvendo essa propriedade incrível para consumidor com o que chamo de Xbox e todos os produtos Xbox, onde incluo músicas, vídeos e jogos. Se pudermos levar ao consumidor um telefone que tenha o melhor do Xbox e o melhor do Office, imagino que seria uma proposta incrível para todos.?

Mas não vamos confundir consumerização com TI negligente. Em uma coluna excelente para o The BrainYard, o presidente do Grupo Real Story, Tony Byrne, explica porque a ?consumerização? está no topo de sua lista Enterprise 2.0 B.S. – basicamente porque há quem defenda a tecnologia do consumidor como ?melhor? para os negócios, independentemente de sua utilidade corporativa (lembra da mania pelo Second Life há alguns anos?). ?Seus funcionários não precisam de um novo aplicativo que os represente em avatares 3-D?, escreveu Byrne. ?O que eles precisam é de uma interface móvel agradável em seus espaços de trabalho diários. Produtividade é o novo sexy.?

*Rob Preston, VP e editor-chefe da InformationWeek EUA

(Tradução: Rheni Victorio)

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Redação
15 anos ago

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