All Rights ReservedView Non-AMP Version
Preprod IT Forum
  • Homepage
  • Notícias

Conheça os bastidores dos ataques hacktivistas

O mundo digital se tornou um espaço essencial para os indivíduos expressarem suas opiniões e promoverem suas causas. No entanto, o ativismo também se instalou no mundo dos criminosos cibernéticos e hackers, que têm suas próprias crenças e utilizam de diversos meios para defendê-las.  Trend Micro – empresa especializada na defesa de ameaças digitais e segurança na era da nuvem – levantou algumas estatísticas e métodos por trás dessas ocorrências, conhecidas como hacktivismo.

Sites de Ohio manipulados por hacktivistas

Em 2017, os sites de várias organizações locais de Ohio, nos EUA, foram hackeados e desfigurados em uma manhã de domingo. De acordo com um relatório da Cyberscoop, esse não foi um caso isolado e sites locais do governo de Maryland, Idaho, Califórnia e Nova York também foram desfigurados por hackers no passado.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Os hacktivistas violaram os sites do governador e de outras entidades locais e substituíram o conteúdo original e legítimo por uma ameaça contra a atual administração presidencial e outras mensagens violentas, acompanhadas por um logotipo do grupo de hackers Team System DZ.

Como relatado pela Cyberscoop, esse caso e muitos outros nos quais os atacantes vandalizam plataformas, são considerados “um tipo de ataque cibernético de baixo nível” e normalmente são executados por hackers menos experientes.

Como a desfiguração ocorre

Embora a desfiguração de sites por hacktivistas ocorra há anos, antes não existiam muitas pesquisas investigando os alvos, métodos e motivações por trás dessas atividades.

Os pesquisadores da Trend Micro usaram o machine learning e outras táticas para coletar, de sites ao longo de 18 anos em todo o mundo. Os resultados foram compilados no relatório A Deep Dive into Web Defacement: How Geopolitical Events Trigger Web Attacks”.

O relatório mostra uma tendência surpreendente e ascendente em relação à desfiguração de páginas da web, usando dados de fontes, incluindo sites dedicados de relatórios dos hacktivistas Zone-H, Hack-CN, Mirror Zone, Hack Mirror e MyDeface. No geral, a Trend Micro encontrou mais de 104 mil defacers, que impactaram e comprometeram mais de 9,929 milhões de domínios individuais.

A maior parte desses eventos desfigurou sites suportados pelo sistema operacional Linux, que representaram mais de 9 milhões de desfigurações. O Windows 2003 teve mais de 1,5 milhão de desfigurações, com mais de 400 mil e 338 mil ocorrendo no Windows 2000 e no Windows 2008, respectivamente. Da mesma forma, os servidores Apache foram muito afetados pelos ataques, com mais de 8 milhões de casos de desfiguração. Além disso, mais de 1,5 milhão de ataques de hacktivistas ocorreram em servidores web IIS/6.0.

Para violar as proteções do site, os hacktivistas focam em vulnerabilidades específicas para obter acesso não autorizado aos sistemas de suporte de backend. A Trend Micro descobriu que a maior parte dos hacktivistas (mais de 2 milhões) usaram as vulnerabilidades de inclusão de arquivos para habilitar a desfiguração. Outras estratégias foram:

Injeções de SQL – 1,26 milhão
Vulnerabilidades do sistema sem correção – 1,16 milhão
Roubo de senha – 1,11 milhão
Outros tipos de intrusões de servidores – 800 mil
Motivações por trás dos ataques de desfiguração

Existem vários aspectos diferentes que podem motivar os hacktivistas a desfigurar um site. Em muitos casos, um alvo é escolhido de forma específica e a desfiguração é feita sob medida para expressar um certo ponto de vista.

A pesquisa da Trend Micro descobriu que muitos episódios de desfiguração ocorreram como reações a outros eventos. Muitos casos serviram para impulsionar uma opinião do grupo de hackers, para esclarecer reivindicações e espalhar certas mensagens políticas.

Abaixo algumas das principais campanhas políticas de hacktivismo:

#OpIsrael

A #OpIsrael é uma das primeiras e mais antigas campanhas de desfiguração da web e uma das três principais campanhas anti-Israel identificadas pelos pesquisadores da Trend Micro. É um exemplo de atividade hacktivista motivada por crenças políticas e reivindicações compartilhadas. Até o momento, vários grupos diferentes de hackers participaram da #OpIsrael, com desfigurações focadas no conflito Israel-Palestina.

Um dos primeiros exemplos de desfiguração como parte dessa campanha ocorreu em 2012, quando o conteúdo regular do site myisrael.us foi removido e substituído por uma mensagem política que incluía a frase “Liberdade para a Palestina” ao lado de um vídeo condenando a Guerra de Gaza.

Desde então, a campanha realiza uma desfiguração anual em larga escala de vários sites todo dia 7 de abril, que coincide com o Dia da Memória do Holocausto. Até o momento, mais de 300 defacers vandalizaram mais de 5.400 domínios.

A desfiguração de sites nas mãos de hacktivistas afetou agências governamentais, organizações privadas e outras entidades.

#OpFrance

Hacktivistas respondem ao ataque do Charlie Hebdo
Várias campanhas de desfiguração de hacktivistas ocorreram logo após o ataque contra o Charlie Hebdo, em janeiro de 2015, girando em torno da polêmica revista francesa que publicava charges satíricas sobre o Islã e o profeta Maomé.

Campanhas incluindo a #OpFrance foram criadas em resposta ao ataque, bem como subcampanhas como #OpCharlie, #OpCharlieHebdo e #AntiCharlieHebdo. A maior parte da atividade que ocorreu em conexão com essas campanhas aconteceu diretamente após o ataque, atingindo um pico em 11 de janeiro de 2015. No entanto, as desfigurações associadas ao ataque da Charlie Hebdo ocorreram até setembro de 2016.

O vandalismo digital é apoiado por diversos grupos de hackers da Síria, Marrocos, Bangladesh, Indonésia e outros lugares, e focado em sites franceses que pareciam ser simpáticos à revista. As desfigurações incluíram mensagens pró-muçulmanas e pró-islâmicas.

Protegendo sites da internet contra a desfiguração realizada por hacktivistas

Embora muitos eventos de desfiguração surjam como respostas a eventos específicos, toda organização deve garantir que seu site esteja protegido contra esse tipo de acesso não autorizado. A desfiguração tem várias consequências, especialmente quando clientes e parceiros – atuais e potenciais – não conseguem acessar os portais, recursos e informações que o site normalmente oferece.

3 práticas recomendadas de segurança

Sempre aplique as correções nos sistemas

Quaisquer vulnerabilidades conhecidas podem ser usadas para violar e atacar o site. A correção virtual é fundamental e uma solução como o Deep Security da Trend Micro, que protege o servidor web, é uma forma eficaz de gerenciar e manter correções e atualizações.

Use senhas fortes

As senhas padrão devem ser substituídas por credenciais mais robustas, que incluam uma combinação de números, letras e caracteres especiais e que não possam ser facilmente adivinhadas.

Use a segurança no nível do aplicativo da web

Isso inclui firewalls de aplicativos da web para monitorar atividades e proteger contra tráfegos que possam ameaçar o desempenho e a usabilidade do site.

Next Qual o futuro da virtualização de servidores? »
Previous « Com engenharia social em criptomoedas criminosos lucram US$ 10 milhões
Leave a Comment
Share
Published by
Redação
Tags: Hacktivistas
8 anos ago

    Related Post

  • Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais
  • Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati
  • CBYK nomeia Maurício Matsuda como novo CEO

Recent Posts

  • Notícias

83% dos CIOs já adiaram projetos estratégicos por restrições de orçamento

A pressão por controle de custos vem alterando a dinâmica das áreas de tecnologia nas…

7 dias ago
  • Estudos

Fintechs brasileiras captam US$ 2,77 bi em 2025 e entram em nova fase de maturidade

O mercado brasileiro de fintechs passou por uma transformação no perfil dos investimentos em 2025.…

7 dias ago
  • Notícias

Sioux aposta em IA e dados para nova fase de experiências digitais e expande atuação para a Europa

O avanço da inteligência artificial e o uso estratégico de dados vêm transformando a forma…

7 dias ago
  • Artigos

Qual é o risco do desenvolvimento de software com IA?

Por Ramon Ribeiro Quase metade do código produzido por assistentes de inteligência artificial contém vulnerabilidades…

7 dias ago
  • Notícias

Se o Brasil não organizar seus dados culturais, outro fará isso por nós, alerta Jorge Brivilati

Peça a um modelo de inteligência artificial que gere a imagem de uma cidade, sem…

1 semana ago
  • Notícias

Novos executivos da semana: Uncover, Tech for Humans, Diebold Nixdorf, Unico e mais

O IT Forum apresenta, semanalmente, os novos executivos e os principais anúncios de contratações, promoções e mudanças…

1 semana ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L