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Conheça o impacto da Web 2.0 nas empresas

Se há pouco mais de um ano, as corporações se perguntavam como lidariam com ferramentas de Web 2.0 – conceito que prevê a interação no ambiente de internet -, hoje a maior parte das empresas já tem algum tipo de atividade ou estuda a implementação de soluções colaborativas, com ou sem a benção da área de TI.

As pessoas aprenderam que é mais eficiente, por exemplo, compartilhar informações em redes sociais corporativas do que enviar documentos por e-mail para grandes grupos de pessoas. E iniciativas como essa fizeram crescer o conceito de Enterprise 2.0 (Empresa 2.0, em português). Este último termo foi criado por Andrew McAfee, professor associado em gestão de tecnologia  e operações da Harvard Business School, uma das mais conceituadas universidades de administração de empresas do mundo.

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Em entrevista exclusiva à CIO, McAfee fez uma análise de como as empresas têm lidado com o conceito de colaboração e de que forma a TI deve acompanhar as novas demandas das organizações pela Web 2.0.

CIO – Há bem pouco tempo, dizia-se que o conceito de Web 2.0 era algo ainda pouco difundido nas organizações. Você acha que isso já mudou?

Andrew McAfee – Quando eu falo com grandes corporações é muito raro descobrir alguma delas que não tenha projetos que podemos classificar como de Enterprise 2.0. E quando digo isso me refiro a tudo, desde o conceito de uma rede social interna até iniciativas colaborativas que abranjam diversos públicos. Aliás, é realmente difícil encontrar alguma companhia que não saiba o que significa Web 2.0 ou que até conheça o termo mas não esteja fazendo nada para se adaptar a ele.

Agora, existe uma barreira menor. Além disso, eu vejo muito mais engajamento das pessoas com esse tipo de atividade. Tenho a forte impressão que o uso das ferramentas de Enterprise 2.0 voltadas a negócios tende a sofrer uma aceleração em curto prazo.

E acredito que não se trata de um fenômeno restrito às companhias que trabalham com alta tecnologia ou uma coisa de profissionais da Geração Y (que nasceram a partir da década de 80). Isso tem acontecido em diferentes perfis de empresas, indústrias e setores da economia.

CIO – Recentemente, o Facebook redesenhou todo o site, com o intuito de criar páginas que ofereçam informações em tempo real, de acordo com o perfil do usuários. Você enxerga que as ferramentas para categorizar as informações tendem a ser a próxima evolução do modelo de Enterprise 2.0?

McAfee – Existe um movimento no sentido de classificar e separar melhor as informações que hoje estão nesses ambientes de Web 2.0. E a disseminação dos aplicativos para facilitar isso é uma realidade.

Da mesma forma que os consumidores, os funcionários e todos os envolvidos em uma determinada cadeia de valor querem fazer suas próprias escolhas nos ambientes colaborativos. Hoje as pessoas querem usar a tecnologia da forma que faz mais sentido para elas. E se a área de TI não fornecer os recursos necessários, eles vão buscar isso na internet.
 
CIO – Os CIOs dizem o tempo todo que estão preocupados com a disseminação da Web 2.0 nos ambientes corporativos, por conta das questões de segurança. Qual sua visão sobre o assunto?

McAfee – Essa preocupação faz muito sentido. Eu ouço histórias horríveis todo o tempo em relação a problemas com segurança e compliance (obediência às leis).
Mas, na minha visão, isso acontece por falta de transparência. Afinal, as pessoas sabem como devem fazer seu trabalho, mas não recebem informações das empresas a respeito de como elas devem lidar com as novas tecnologias no ambiente corporativo.

De forma geral, os profissionais têm noção das coisas que os levariam à demissão. Antes da existência da Enterprise 2.0 estava claro o que qualquer pessoas que trabalhasse em um banco de investimentos poderia ou não falar e para quem. Então, a ideia que isso mudou por conta da Web 2.0 e os profissionais estão ficando um pouco malucos graças ao Twitter, blogs e redes sociais não faz qualquer sentido para mim.

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Redação
17 anos ago

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