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Congresso dos EUA questiona líderes de gigantes tecnológicas

Classic panoramic view of San Francisco skyline with famous Oakland Bay Bridge illuminated in beautiful golden evening light at sunset in summer, San Francisco Bay Area, California, USA

Os gigantes Amazon, Google, Apple e Facebook finalmente se tornaram grandes demais para se ignorar? Essa é uma das perguntas de que deve estar rondando os legisladores norte-americanos. Para esclarecer a questão quatro dos principais CEOs das gigantes tecnológicas foram ouvidos pelo Congresso dos EUA.

Pela primeira vez na história Jeff Bezos (Amazon), Tim Cook (Apple), Sundar Pichai (Alphabet, dona do Google) e Mark Zuckerberg (Facebook) defenderam suas marcas e foram perguntados sobre a dominação que suas empresas mantém no mercado. Confira os destaques da fala e dos questionamentos do comitê antitruste de cada um dos executivos.

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Google

Sundar Pichai, o CEO da Alphabet e principal líder do Google, teve que responder sobre vários assuntos que intrigam os legisladores norte-americanos. Dentre eles, a notícia de que a companhia estaria trabalhando em parceria com os chineses para um buscador do gigante asiático. “Não estamos trabalhando com o exército chinês”, afirmou Pichai. Além disso, o executivo comentou que o trabalho do Google AI na China é limitado a poucas pessoas “trabalhando em projetos de código aberto”.

O principal nome do Google aponta que a empresa está “profundamente comprometida” a dar suporte para os militares e o governo dos EUA e tem uma série de acordos com o Departamento de Defesa norte-americano.

O Google também é alvo de uma série de investigações antitruste em mercados diferentes, incluindo buscas online e anúncios digitais. “O Google opera em mercados globais altamente competitivos e dinâmicos, nos quais os produtos estão constatemente melhorando”, afirma Pichai.

O CEO da Alphabet citou outros tipos de busca para se defender, dizendo que hoje você pode pedir informações em outros lugares, como: Alexa, Twitter, WhatsApp e outros.

A estreia de Bezos

“Eu amo empreendedores de garagem – eu fui um deles”, comentou Bezos em sua primeira fala diante do Congresso dos EUA. “Mas, assim como o mundo precisa de empresas pequenas, ele também precisa das grandes. Há coisas que empresas pequenas não conseguem fazer. Não importa quão bom você seja como empreendedor, você não vai construir um Boeing 787 na sua garagem”, comentou o cofundador e CEO da Amazon.

Bezos também não negou as acusações do Wall Street Journal de que a empresa tenha usado dados de vendedores em seu marketplace para beneficiar seus próprios produtos. A companhia tem uma política contra esse tipo de prática, que dá uma vantagem desleal para a gigante. No entanto, Bezos afirmou que “não pode garantir que a política nunca foi violada”.

O executivo também afirma que a acusação será investigada de forma cuidadosa.

Facebook

Um pouco mais acostumado a visitar Washington DC para testemunhar diante do Congresso, Mark Zuckerberg também defendeu o tamanho do Facebook. No entanto, o CEO e cofundador da rede social também disse acreditar que há espaço para melhora.

Leia também: CEO do TikTok sobe o tom em críticas ao Facebook

“Como o Congresso e outras partes interessadas consideram como as leis antitruste apoiam a concorrência nos EUA, acredito que é importante manter os valores centrais de abertura e justiça que fizeram da economia digital norte-americana uma força de empoderamento e oportunidade aqui e ao redor do mundo”, explica Zuckerberg.

O CEO aponta que sua empresa “está progredindo”, em relação aos problemas de privacidade que já foram comentados no passado. “Melhoramos drasticamente nossa capacidade de encontrar e remover proativamente conteúdo nocivo e impedir a interferência eleitoral”, comentou o cofundador da rede social. Ainda assim, Mark Zuckerberg reconheceu que “tem mais por fazer” em sua companhia.

Nesse momento, não seria impossível que o Congresso sugira algum tipo de divisão de companhias para essas gigantes tecnológicas.

Apple

No caso da Apple, Tim Cook teve que responder às acusações de que a App Store tenha práticas que prejudiquem a concorrência e os desenvolvedores de aplicativos. O CEO da empresa do iPhone não concorda com essas acusações: “Se a Apple é um porteiro, o que nós fizemos foi abrir mais o portão”, comentou Cook. A postura defensiva foi compartilhada por todos os executivos das gigantes tecnológicas ouvidos pelo Congresso dos EUA.

A App Store nasceu como alternativa para distribuição de software, mas vem sendo criticada pelos valores que tira da arrecadação dos devs. Cook lembra que as taxas cobradas são muito menores do que os desenvolvedores teriam para distribuir softwares antes da existência da loja. Na quarta

O testemunho dos quatro CEOs marca uma investigação de mais de 13 meses do Congresso e pode dar origem a medidas antitruste. Os legisladores norte-americanos, por diversas vezes, apontam que companhias como a Amazon tem vantagens que tornam o mercado anti-competitivo.

Com informações do ZDnet.

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Redação
Tags: amazonantitrusteappleFacebookGoogle
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