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Computação espacial e IA são destaques em lista de tendências da Deloitte

Imagem: Shutterstock

A inteligência artificial (IA) é o novo pilar das inovações tecnológicas, com integração crescente em outras tendências tecnológicas e aplicações corporativas. A computação espacial é a mais curiosa delas, com a tecnologia está sendo usada em projetos e cenários tridimensionais. É o que diz a Deloitte, que publicou recentemente a 16ª edição de um estudo anual – Tech Trends 2025 – com insights e percepções para apoiar organizações em seus investimentos digitais.

De acordo com o documento, a IA é uma infraestrutura essencial e já opera silenciosamente em diversos serviços essenciais, incluindo otimização de tráfego em cidades, atendimento de saúde e no setor educacional. “A inteligência artificial está se tornando tão indispensável quanto a eletricidade ou a internet. Atua como uma infraestrutura invisível, que impulsiona inovação, eficiência e competitividade em todos os setores”, resume Rodrigo Moreira de Oliveira, sócio de da Deloitte.

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As seis tendências e seu impacto nas empresas brasileiras são as seguintes:

  1. Computação espacial em destaque

A computação espacial é a área da ciência da computação que permite a interação com dados e processos em ambientes tridimensionais, criando possibilidades para simulações avançadas e experiências mais imersivas. Quando combinada com IA, tem o potencial de antecipar e atender necessidades dos usuários, impactando setores como saúde, manufatura e entretenimento.

No Brasil, segundo estudos do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Computação Quântica (INCT-IQ), a computação espacial pode impulsionar setores como agricultura de precisão, indústria 4.0 e cidades inteligentes. Setores como arquitetura e design e aeronáutica já empregam visualizações e gêmeos digitais em processos produtivos.

  1. Futuro da IA

Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) continuam a evoluir, mas as empresas também têm investido nos modelos menores (SLMs) pela eficiência e acessibilidade. No comércio brasileiro, LLMs são utilizadas na implementação de chatbots para atendimento ao cliente, respondendo perguntas de maneira personalizada e reduzindo a carga de trabalho das equipes de suporte.

Leia mais: Para 99% dos líderes de TI, automação com IA esbarra em falta de integração de dados

A Deloitte cita o BNDES Garagem, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que apoia startups brasileiras no desenvolvimento de soluções de IA. O projeto incentiva o uso de SLMs para personalização de serviços e automação de processos, impulsionando a adoção dessas tecnologias.

Além disso, a IA baseada em agentes está emergindo como uma tendência que permite a automação de tarefas específicas com maior autonomia, diz o relatório. No setor financeiro, esses sistemas estão sendo aplicados em análise de crédito e detecção de fraudes. Na saúde, a IA é utilizada para diagnósticos médicos e personalização de tratamentos.

  1. Hardware retoma o protagonismo

A demanda por IA fez com que os chips especializados se tornem peças fundamentais para processar dados de maneira eficiente. Computadores pessoais e objetos conectados (IoT) estão sendo equipados com esses chips para processamento local, reduzindo custos com nuvem e melhorando a privacidade dos dados.

Há também um movimento crescente no setor tecnológico para o desenvolvimento e adoção de hardware especializado, impulsionado por empresas que investem em centros de dados equipados com chips otimizados para o processamento de IA.

  1. IA potencializa a TI

O avanço da IA está criando um paradigma, no qual o setor de TI se torna mais estratégico e menos dependente de processos tradicionais, viabilizando a automação de tarefas repetitivas e a inclusão de desenvolvedores. Segundo o estudo State of Gen AI, também da Deloitte, 67% das lideranças de grandes empresas e indústrias no Brasil tem expectativa de aumento nos investimentos em inteligência artificial até a metade de 2025.

O estudo também revela que soluções baseadas em IA para automatizar atividades como atendimento ao cliente e gestão de infraestrutura estão sendo cada vez mais adotadas no mercado brasileiro. Essa mudança permite que as equipes se concentrem em tarefas mais estratégicas, diz a consultoria.

  1. Cibersegurança desafiada pela era quântica

O avanço da computação quântica vulnerabiliza os modelos tradicionais de criptografia, diz o relatório. Isso significa que as empresas precisarão revisar e atualizar práticas de segurança para proteger os dados. No mercado brasileiro, a cibersegurança tem se tornado uma prioridade, com empresas acelerando a digitalização e a migração para a nuvem, ao mesmo tempo em que investem em novos produtos e serviços para fortalecer a resiliência contra-ataques cibernéticos.

A adoção de criptografia avançada também está crescendo para proteger transações no comércio eletrônico, garantindo a segurança das informações sensíveis e reduzindo o risco de interceptação por agentes mal-intencionados.

  1. Modernização de sistemas e processos

A integração da IA nos sistemas empresariais está tornando os processos mais eficientes e automatizados, mas também mais complexos, exigindo maior expertise para implementação e gestão. A aplicação em operações de TI, como o AIOps, tem permitido que as equipes de tecnologia gerenciem ambientes de trabalho complexos.

Segundo o IDC, 80% das organizações estimam ter até mil aplicativos em seu portfólio, o que torna a gestão da tecnologia mais desafiadora. A solução AIOps está ajudando a otimizar a gestão dos sistemas e a reduzir a ocorrência de falhas, diz a Deloitte.

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Redação
Tags: computação espacialcomputação quânticadeloitteIA
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