Como se portar na entrevista quando o recrutador é uma IA?

Instituições da Coreia do Sul começam a preparar estudantes e desempregados para o lidar com softwares inteligentes em processos seletivos

Publicado:

Leitura 2 minutos

Como se portar na entrevista quando o recrutador é uma IA — Foto: Shutterstock

Não é exatamente uma novidade o fato de que já existem inteligências artificiais que estão sendo treinadas para, por meio de entrevistas de vídeo, analisar uma série de fatores físicos dos candidatos e selecionar aqueles que, tendo em conta os parâmetros definidos anteriormente, têm maiores chances de fazer um ótimo trabalho. Mas agora elas começam a realmente interferir de forma direta em processos seletivos. 

Enquanto essa tendência ainda é bastante nichada no Brasil, empresas de países como a Coreia do Sul estão realizando uma adoção em massa desse tipo de tecnologia. Segundo o KERI (sigla para “Instituto de Pesquisa Econômica da Coreia”), cerca de 30 das 131 principais empresas do país já utiliza esse recurso. 

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
  • Leia na IT Trends

Transformação digital: adapte-se com estas cinco dicas

Como a cultura digital afeta sua vida profissional

Para contornar esse novo “desafio”, estão surgindo no país cursos que ensinam os candidatos a vencer os algoritmos e conquistar a chance de uma avaliação pessoal. 

Conversando com a tela 

Segundo a Reuters, que teve acesso a uma entrevistadora virtual, a ferramenta analisa expressões faciais (como medo e alegria) e escolha de palavras para medir as competências do entrevistado.

Ao longo da conversa, vão surgindo perguntas mais complicadas (que envolvam ética, por exemplo) e o computador continua a registrar como a pessoa conduz a situação. 

Por conta do uso crescente da tecnologia e o ambiente competitivo que é incentivado dentro do país, os pedidos por esse tipo de disciplina só aumentam. Atualmente, paga-se cerca de US$ 86 dólares por uma aula de três horas. 

Durante esse tempo, o “aluno” aprende como uma IA pensa e aprende a se comportar de frente para o computador, treinando as expressões faciais necessárias para passar uma imagem positiva para a software. 

Notícias relacionadas

Ver mais Seta para direita