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Como o Samsung Galaxy Note II me conquistou

O sistema operacional do Google, o Android,  pareceu tão promissor quando surgiu em cena no final de 2009, não por ser um telefone projetado para desenvolvedores de software, mas sim para usuários. Apesar de não ter comprado logo de início ? eu ainda estava preso por contrato ao meu telefone antigo por alguns meses ? adquiri o Droid X logo após seu lançamento, em junho de 2010.

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Ainda assim, essa aquisição não terminou bem. O que de início parecia uma melhoria ao meu antigo telefone Windows, logo se tornou uma desilusão, conforme a capacidade de frustração com o Droid parecia não ter limites. O auge do meu desapontamento foi enquanto cobria o evento Interop. Lá é necessário passar 16 horas de seu dia em centros de convenções, onde a cobertura de celular e o sinal Wi-Fi muitas vezes não é dos melhores, e essa situação pareceu colocar os circuitos do aparelho em pane. O telefone era o meu apoio, mas desde o lançamento a bateria era ineficaz, forçando-me a buscar uma tomada para carregamento a todo momento para que ele durasse mais algumas horas.

Ah, cheguei a falar que a coisa era lenta? O Android nessa época passava pelo mesmo problema que todo usuário do Windows teme: quanto mais você usa, mas lento ele fica. Em suma: não via a hora de me livrar da coisa e finalmente encarar a realidade de que a Apple tinha smartphones adequados.

Após um ano de alegrias com o iPhone e em meio a um burburinho de novos lançamentos de smartphones, a operadora norte-americana AT&T graciosamente ofereceu a oportunidade de avaliação para os melhores telefones Windows e Android para um relatório que será lançado pela InformationWeek EUA. Do lado Android, quis algum lançamento que executasse o novo 4.1 do Google, conhecido como Jelly Bean. Apesar de o Galaxy S III ser de longe o campeão de vendas da plataforma, devido a peculiaridades (ou negligência, mesmo) na maneira que as operadoras escolhem a atualização de seus dispositivos, ele não era o primeiro da fila para o novo SO; o primeiro da fila foi o Galaxy Note II.

O Note tem o nome de um telefone, já que você pode fazer chamadas de voz, mas seu tamanho ocupa um espaço desconfortável entre o fino iPhone e o minitablet Kindle Fire. Enquanto o seguramos de encontro à orelha (para aqueles que ainda não usam fones de ouvido Bluetooth) ele não parece tão absurdo quanto tirar uma foto com seu iPad, com seu comprimento de seis polegadas beirando o ridículo. A Samsung demonstrou muita inteligência em fazer de LeBron (jogador de basquete) o garoto propaganda do Note; seu tamanho definitivamente parece mais razoável nas mãos dele do que, digamos, nas da atriz Scarlett Johansson.

Mas se o Note aumenta os limites das proporções de um smartphone, o faz de forma elegante. As curvas suaves do dispositivo, a superfície lisa e sua espessura (ele é quase tão fino quando o iPhone 4S) formam um pacote interessante. A primeira coisa que nota-se é sua tela de 5,5 polegadas, Super Amoled, full 720p (1280×720; 25% mais pixels do que o iPhone 5), enquadrada por uma moldura leve; é como segurara um HDTV em suas mãos. Mas o Note II tem muito cérebro por trás de sua beleza.

O smartphone é um dos primeiro com CPU quad-core, uma variante projetada pela Samsung do ARM A9, que tem 1.6GHz, versus o chip dual core da Apple, que com o iPhone 5 tem 1.3GHz. O resultado é um dispositivo que em meus testes foi melhor do que o iPhone 5 em muitos aspectos, incluindo o teste de sistema compreensivo Geekbench 2 (uma das referência para comparação de aparelhos com plataformas diferentes), quando foi quase 13% mais rápido.

O restante do dispositivo está  par com os smartphones de ponta (câmera de 8 MP, dados celulares LTE, dual-band wi-fi, Bluetooth 4, NFC) com algumas exceções. A Samsung é uma das últimas fabricantes de telefone a oferecer uma bateria removível e expansão de memória por meio de uma entrada microSD. Para vender seu lado tablet, o Note também tem uma caneta incorporada, a S Pen, que funciona bem para aplicativos para anotações manuscritas e desenhos simples.

Mas o hardware é apenas a metade da história. No modo clássico do Google, ou seja, metódico e ainda assim rápido no lançamento de ciclos que gradualmente se livram das falhas e problemas de desempenho enquanto adicionam recursos e mais aplicativos nativos, o Android se transformou de um SO aproveitável que apenas um desenvolvedor conseguia amar para uma alternativa potencial do iOS, igualando-se em muitos aspectos. Mais notável é a capacidade de resposta do Android, o resultado tangível do Project Butter, do Google, que está pareado com o que o iOS sempre entregou.

Ainda assim, o Android supera o iPhone em inúmeras áreas, principalmente na pesquisa por voz, que achei mais rápida e precisa do que a Siri, e interface flexível e personalizável com widgets na tela de entrada, barra de notificação sofistica e um sistema de arquivos que é possível acessar por meio de excelentes utilitário terceirizados, como o Astro. Os usuários corporativos também gostam do fato de o Android agora ter uma VPN viável, o que corrige problemas que atormentaram particularmente os usuários PPTP.

Aplicativos

Outra área na qual o Android fez um enorme progresso foi na seleção e distribuição de aplicativos, em grande parte graças à Play Store muito bem implementada pelo Google. Os últimos números indicam que a Play Store tem quase o mesmo número de aplicativos do que a App Store, da Apple, que é mais antiga e mais bem-estabelecida. Mas os números não contam a história toda. Há alguns anos, a maioria da parcela Android era um completo desperdício de espaço de disco. Mas com o aumento das vendas de aparelhos com o sistema  (agora conta com mais de 70% do mercado mundial), os profissionais estão entrando para servir um mercado faminto por software de qualidade. Além de um seleção completa de aplicativos do Google (incluindo o Maps), que sem surpresas são melhores integrados no SO do que seus pares do iOS, a maioria dos grandes sucessos da plataforma da Apple, como o Dropbox, Evernote, Flipboard, IMO, Instapaper, LasPass, Pinterest, Skype e Zite também fizeram a transição. Para aqueles que ainda não fizeram, como o iPhoto, há sempre um alternativa tão boa quanto, como, no caso, o PicSay.

O Android talvez tenha estabelecido seu quinhão com os novos compradores de smartphone ao dar uma alternativa mais barato para o iPhone, mas a Samsung (agora junto com o sucesso do Google, o Nexus 4) está provando que a Apple não pode simplesmente ter como certo seu domínio no topo. Aqui quem fala é um usuário de iPhone que está triste com o dia que terá que devolver seu Note II que lhe foi emprestado.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão:  Adriele Marchesini

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Editorial IT Forum 365
14 anos ago

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