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Como empoderar mulheres para se tornarem líderes nas organizações?

O que as mulheres consideram como uma carreira de sucesso? Um estudo realizado pela Robert Walters feito com cerca de 500 mulheres que trabalham em diferentes setores buscou avaliar os pontos que as profissionais consideram como diferencial nas corporações. A pesquisa se propôs a rever a eficácia das estratégias para capacitar e promover mulheres no local de trabalho, examinando pontos como trabalho flexível, orientação e liderança.

“As empresas que não conseguem entender as diferentes motivações que levam as mulheres a mudar de emprego correm o risco de perder na guerra por talentos, pois os empregadores que têm uma estratégia para atender às diferentes necessidades e exigências das mulheres garantirão os melhores talentos” comenta Kevin Gibson, CEO Latam da Robert Walters.

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Segundo o levantamento, para 86% das mulheres, políticas de diversidade de gênero são importantes. No entanto, 4 em cada 10 acreditam que seu empregador não possui políticas claras de diversidade de gênero. Neste contexto, as empresas enfrentam dois desafios principais: o primeiro, desenvolver uma estratégia eficaz para garantir a diversidade em seus negócios e o segundo, comunicar essas estratégias a seus funcionários e possíveis funcionários.

Das mulheres entrevistadas, muitas acharam que as estratégias que focam no indivíduo, e não no gênero, são mais benéficas, com 80% indicando que programas de mentoria personalizados são importantes, em comparação com a metade que favorece grupos de redes específicas de gênero.

Como atrair (e reter) mulheres para posições de liderança

Vinte e seis por cento das mulheres mencionaram que um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é a principal razão pela qual elas mudariam de emprego. No entanto, um trabalho gratificante, um bom equilíbrio entre vida pessoal e profissional e um salário competitivo são fatores importantes para as mulheres ouvidas, com 97% classificando esses fatores tão importantes quanto a satisfação no trabalho.

Uma grande maioria (91%) ainda mencionou que um local de trabalho colaborativo e ético é importante. Sororidade corporativa é também fundamental, segundo a consultoria que ressalta que a cultura do trabalho tem um impacto profundo na capacidade das empresas de reter mulheres em suas empresas.

“Mas mais importante, é garantir o apoio à sua equipe feminina. 44% das mulheres pesquisadas mencionaram que trocariam de emprego por uma empresa com uma melhor política de maternidade”, diz o relatório.

Como fica a representatividade na liderança?

Segundo a Robert Walters, maioria das entrevistadas acredita que a principal causa de disparidade de gênero na liderança é a preferência dos gerentes seniores em promover homens sobre mulheres.

Enquanto as mulheres nos níveis inferiores estão menos convencidas disso, a percepção permanece forte em todos os níveis da hierarquia. No geral, 77% das entrevistadas acreditam que as mulheres estão sub-representadas na liderança empresarial.

Dentre os motivos que fazem as mulheres pensarem que estão sub-representadas em cargos de gerência, estão a dificuldade em retornar ao trabalho depois de ter um filho, gestores que promovem homens antes de mulheres e uma cultura no local de trabalho que não incentiva a vida, diversidade, inclusão e igualdade.

Desenvolvendo mulheres em futuras líderes

À medida em que as estratégias de gestão de talentos se concentram cada vez mais na compreensão do indivíduo, as empresas têm a oportunidade de criar estratégias que não apenas desenvolvem líderes do futuro, mas também melhoram a diversidade de gênero na liderança. Na pesquisa, nove em cada dez mulheres dizem que um caminho claro para o desenvolvimento na carreira é importante.

“Quando pedimos às mulheres que identificassem o fator mais importante para ajudá-las a ter sucesso, 35% mencionaram que ter um mentor ou patrocinador, uma quarta mencionou que programas de treinamento personalizados seriam mais benéficos para alcançar seus objetivos profissionais”, concluiu o estudo.

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Redação
Tags: carreira
6 anos ago

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