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Como conquistar o interesse e ter sucesso em um hackathon?

Antes que você se pergunte “o que é um hackathon?” eu explico. O termo vem da combinação de duas palavras:

> Hacker: que na verdade não tem nada a ver com alguém que se utiliza de vulnerabilidades de programas e sistemas operacionais para invadir computadores, roubar senhas ou coisas do tipo, mas tem sim a ver com uma programação exploratória e divertida. E quando esses programadores se juntam em algum lugar para virar a noite programando (às vezes dias), aí entra o segundo termo:

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> Marathon: jornada longa ou maratona na busca por um objetivo (sem maiores explicações aqui).

Resumindo: “Hackathons são eventos onde programadores se encontram para uma maratona de programação colaborativa”. Melhorou? Um hackathon pode durar um dia, um final de semana, ou até combinar desafios ou competições e durarem meses. O ambiente é sempre descontraído, o público, jovem, e a comida, a que puder ser saboreada ao mesmo tempo em que se programa sobre o teclado.

Temos visto que além de funcionar bem em ambientes como o Vale do Silício na Califórnia nos Estados Unidos, esse tipo de evento vem acontecendo com alguma frequência aqui no Brasil também.

Então, por que fazer um hackathon? É possível dizer que existem pelo menos três principais motivos:

1. Inovação e teste de produtos e conceitos

Muitas empresas buscam obter feedback e otimizar seus produtos ou mesmo testar a viabilidade de novos conceitos. Elas incentivam a experiência e interagem com os desenvolvedores enquanto eles integram e usam os produtos.

2. Fortalecimento de marca (branding)

Sim, algumas empresas investem muitos recursos nesse tipo de evento e, com certeza, não é sem motivo. Muitas delas querem, principalmente, ampliar seu “share of mind”, tornando sua marca ou produto mais conhecido (especialmente entre os desenvolvedores) e aguçar a percepção de valor dos mesmos. O objetivo é que os desenvolvedores se lembrem dessas marcas, queiram trabalhar com elas desenvolvendo aplicativos e usando suas APIs e associem tal marca a uma experiência única e, porque não, sensacional!

3. Atração e recrutamento de talentos (os melhores, por favor)

Recrutar os melhores talentos é um desafio e tanto. Quando o assunto envolve tecnologia, análise de currículos recheados de siglas e entrevistas passam longe de ser suficientes para descobrir se a aposta em determinado candidato é certeira. Bom, e por que não fazer um teste “on the fly” com ele e verificar se, no final do processo, ele conseguiu efetivamente entregar resultados surpreendentes?

Além de ser comum em eventos como Campus Party (a Ford fez uma competição de apps na edição desse ano em São Paulo), grandes marcas brasileiras e internacionais como Itaú, Rede Globo, Mercado Livre, Mastercard e Visa vêm realizando hackathons. Além de empresas, esse tipo de evento+competição tem sido muito comum também com órgãos governamentais e entidades como a Secretaria de Transporte de São Paulo (SPTrans), a ONG Transparência Brasil, a Câmara dos Deputados, a Prefeitura de Belo Horizonte, FIESP, entre diversas outras.

Um hackathon precisa ser bem planejado para atingir seus objetivos. A atratividade e a divulgação do evento são partes fundamentais para que seja um sucesso. Alguns elementos que contribuem para a atratividade do evento:

Propósito: “eleições mais transparentes” foi o lema do hackathon da Transparência Brasil. Cidades, ONGs e órgãos de governo têm usado esse mote para atrair participantes;

Premiações: em dinheiro (a Mastercard ofereceu US$100 mil em sua competição) ou a oportunidade de passar uma semana no Vale do Silício;

Desafio e oportunidade de crescimento: robótica, bitcoin, internet das coisas, mobilidade – saber mais sobre assuntos de vanguarda é um excelente motivador para o público técnico;

Networking: a presença de pessoas de renome no meio geek;

Ambiente: a Casa do Big Brother (usada pela Rede Globo) ou o headquarter do Google (usada pela Transparência Brasil);

O sucesso do hackathon dependerá, é claro, dos objetivos traçados durante o seu planejamento. Casa cheia, novas ideias ainda não exploradas, apps sensacionais criados, cobertura de mídia espontânea, desenvolvedores top contratados são exemplos de objetivos de hackathons.

Entretanto, independente do seu intuito, é importante se preparar bem e se atentar para alguns elementos que podem comprometer o seu sucesso:

Você deve planejar a participação de desenvolvedores seniores e/ou pessoas de produtos da sua empresa para orientar as equipes e retirar as pedras no meio do caminho;

Os dados a serem usados pelos aplicativos devem estar disponíveis de forma simples. Expor APIs de maneira gerenciada é a melhor forma de dar voz aos dados;

Óbvio: conexão rápida com a internet.

Inovação, branding ou recrutamento: com o planejamento adequado o seu hackathon pode ser um marco transformador para a sua empresa.

*Kleber Bacili é CEO da Sensedia.

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itmidia
Tags: Desenvolvimento/Programaçãoinovação
10 anos ago

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