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Como Alan Turing contribuiu (e muito) para a inteligência analítica

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Ao longo da história, algumas personalidades foram importantes para a concepção que possuímos de tecnologia nos dias atuais. Entre elas, é praticamente impossível não citar o impacto que o britânico Alan Turing, famoso criptógrafo e matemático, exerceu sobre o uso de dados com a finalidade de corresponder a demandas urgentes. Hoje, reconhecido mundialmente como o “pai da computação”, Turing ficou extremamente marcado pela criação de uma ferramenta denominada bomba eletromecânica, utilizada pelos ingleses para decifrar o “Enigma”, código empregado pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Sua trajetória sempre foi marcada por iniciativas que visavam, acima de qualquer coisa, a inovação em sua mais pura matéria. Afinal, estamos falando do início do século XX, em tempos extremamente caóticos no que diz respeito à instabilidade sociopolítica europeia. Alan Turing foi um grande cientista da computação, e sua relação com os dados refletem em uma noção de inteligência analítica que tem sido trabalhada no meio empresarial. O Business Intelligence (BI), por sua vez, pode ser uma das representações à aplicação prática dessas ideias, com o objetivo de conceder uma abordagem interpretativa às informações reunidas.

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O princípio de análise de dados proposto por Turing

Em seus serviços prestados à inteligência britânica, após ser convocado em 1939, Alan Turing fez parte de uma equipe organizada para identificar pontos de vulnerabilidade por meio de soluções pouco usuais – na prática, traduzir mensagens codificadas entre os nazistas. O objetivo era encontrar algo que pudesse beneficiar os Aliados, grupo de países que travaram a guerra frente à Alemanha.

Com todas as dificuldades técnicas de uma época pouco amadurecida em termos tecnológicos, o matemático foi capaz de estruturar a famosa Máquina de Turing, cuja proposta resumia-se em coletar símbolos de forma automática, com regras específicas para armazenar informações. Nasceu, então, o princípio do que viria a se tornar o computador como conhecemos em 2021. Não por acaso, os métodos utilizados pelo britânico pavimentaram um caminho de avanço tecnológico sem precedentes, especialmente se pensarmos na dimensão de seus feitos em um momento crucial para o futuro de todos no âmbito mundial.

Em 2014, sua história foi representada com sucesso no longa-metragem Jogo da Imitação, com o ator inglês Benedict Cumberbatch no papel principal. A trama traz questões pessoais que constroem uma visão bastante intimista sobre a personalidade histórica de Turing. Uma ótima pedida para quem deseja se aprofundar em sua trajetória e conhecer outras nuances. 

A verdade é que os modelos teóricos de Alan Turing serviram como base para estudos enriquecedores no campo da computação, com sistemas de programação replicados em inúmeros formatos digitais. Além disso, os testes de Turing, processos que buscavam distinguir a inteligência artificial à inteligência humana, são aplicados atualmente por dispositivos a fim de oferecer mais segurança ao usuário.

Épocas diferentes, conceitos similares: quais são os reflexos para o BI?

Tratar o tamanho da relevância de Alan Turing para a inovação em suas mais diversas faces é, sem dúvidas, uma missão bastante complexa. Nesse artigo, opto por adotar uma abordagem centralizada nos dados, considerando a habilidade do criptógrafo em conceder uma nova significância a esses materiais, o que nos leva a uma ponte direta com o Business Intelligence.

As empresas, de modo geral, lidam com um fluxo de informações que só tende a crescer, expondo a necessidade de se contar com meios de se interpretar os dados, para que melhores decisões sejam tomadas, com mais embasamento e tranquilidade. Dentro de um contexto mercadológico exigente, que não aceita ações equivocadas ou que questionem a integridade do negócio, sustentar uma cultura orientada à inteligência analítica pode ser um grande diferencial competitivo.

Para encerrar, com todas as proporções resguardadas, quanto às dificuldades e as circunstâncias que cercavam o “pai da computação”, relembrar suas conquistas é sempre um movimento bem-vindo para os que se beneficiam com a tecnologia e suas vertentes. Hoje, se as organizações do Brasil e do mundo estão preparadas para potencializar seus resultados e almejar horizontes promissores, por meio do uso inteligente dos dados, muito se deve à persistência de Alan Turing e sua genialidade.

*Guilherme Tavares é CEO do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) do Grupo Toccato, especialista em Gestão Empresarial, com pós-graduação em Marketing e Geoprocessamento e graduação em Publicidade e Propaganda.

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Rafael Romer
Tags: Alan TuringGrupo Toccatointeligência analítica
5 anos ago

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