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Como a Kimberly Clark promove a cultura de agilidade para levar inovação

Divulgação/Kimberly Clark

A operação brasileira da Kimberly Clark, gigante de bens de consumo, tem vivido uma intensa transformação digital desde 2018 em busca de mais eficiência e inovação. À frente dessa jornada, Silvio Veloso, Diretor de Transformação Digital, vê o tema como transversal à toda companhia. Não dá para inovar sendo uma ilha ou um departamento apenas.

Segundo o executivo, o capítulo da transformação digital na Kimberly Clark é amplo e olhado por “lentes diferentes”, explica ao falar sobre as perspectivas e necessidades de consumidores, clientes e colaboradores. Mas antes de avançar os projetos de digitalização, foi preciso dar um passo atrás. “Primeira coisa que vimos foi que nossa jornada de transformação digital estava bastante fragmentada”, conta ele em entrevista ao IT Forum. “E tomamos a decisão de unificar essa agenda para ter mais foco. Talvez fazer menos coisas, mas coisas mais robustas”, acrescenta. Um framework de transformação digital foi, então, criado para agrupar iniciativas que buscam renovar constantemente a companhia.

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Veloso conta que há cinco pilares fundamentais que compõem o framework dessa jornada. O primeiro se refere à mudança de pensamento, ou mindset, fundamental para o pontapé inicial. “Se a gente não traz para dentro da organização a realidade do mundo lá fora, não conseguimos nos adequar”, reforça o executivo.

O segundo pilar diz respeito à alfabetização de competências digitais de colaboradores. A agilidade é outro ponto fundamental. “Como se adequar mais rápido para lidar com o dinamismo do mercado digital e do consumidor mais exigente e querendo mais conveniência?”, questiona o executivo. A inovação aberta também compõe as estratégias da companhia. “Olhar para fora, entender que nós não vamos encontrar aqui dentro todas as respostas”, indica ao dar como exemplo parcerias com o ecossistema de startups brasileiro. A liderança completa o grande projeto de transformação digital. “Como preparamos os nossos líderes para esse novo paradigma de organização”, indica Veloso.

Receita de agilidade

Sustentar uma operação complexa capilarizada pelo País e ainda atender clientes com ambições e ansiedades digitais demanda novas formas de abordagem para resolução de problemas de negócio. “Assim como o movimento ágil vem se desenvolvendo no mercado como um todo, aqui não é diferente”, conta Veloso. “Vimos que em departamentos, precisávamos de uma abordagem mais rápida para entender melhor o feedback do cliente e consumidor”, complementa.

Veloso explica que a Kimberly Clark contou com o apoio de uma consultoria para aplicar o modelo ágil. “Desenvolvemos um grupo de embaixadores de agilidade”, destaca. Cada um dos 25 embaixadores selecionados assumiu um projeto específico com respectivos pares da diretoria da empresa. “Dividimos esses colaboradores em cinco grupos e entregamos um desafio de negócio para cada um deles. Eles passaram por uma jornada de quatro meses de aprendizado em metodologias ágeis. No final, entregaram uma proposta de produto para cada desafio de negócio e cada um desses grupos tinha um sponsor diretor. Esse é o marco fundamental da cultura de agilidade. Foi aí que começou todo o movimento”, lembra Veloso. Essa revisão foi o gatilho para multiplicar a cultura de agilidade para mais colaboradores e redefinir o modus operandi da organização como um todo.

“O grande poder disso é que você facilita a interação”, ressalta Veloso. “Derrubar certas barreiras que no dia a dia acontecem quando você reúne todos os colaboradores com background distintos em um mesmo ambiente com a liberdade de tomada de decisão e autonomia para isso. Isso é muito poderoso e traz, de fato, a velocidade para a tomada de decisão que a gente quer ver dentro do negócio”, sinaliza.

Assista a entrevista completa no nosso canal no YouTube ou no link abaixo:

 

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Published by
Redação
Tags: cultura ágilmetodologias ágeistransformação digital
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