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Com novo comando, Softline busca ampliar negócios com base em serviços

Há pouco mais de um mês, a Softline mudou seu comando no Brasil. Quem assumiu a operação foi Eduardo Borba, que deixou a Sonda IT em dezembro de 2017 depois de dez anos de casa. Após um longo processo seletivo, Borba conquistou a alta liderança da empresa russa, fundada em 1993, e seus primeiros dias têm sido satisfatórios.

“Conversei com muitos interlocutores da companhia para identificar se havia alinhamento. Falamos muito sobre a necessidade de transformar o posicionamento da organização e isso só funciona se for por meio de um time. Por isso, tantas conversas”, revelou em entrevista ao IT Forum 365.

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Sair da uma empresa chilena para uma russa foi uma mudança importante, comentou. “O que me atraiu foi a possibilidade de impor ritmo de transformação e o posicionamento de apoio é bem interessante. Minha inquietude é ter visão de construção, posicionar novas ofertas. A Softline é uma empresa muito aberta e adaptável”, reforçou.

Hora da virada

Segundo o executivo, a Softline sempre teve forte atuação na revenda de produtos Microsoft no Brasil. Assim, grande parte da receita da empresa está baseada nessa vertente por aqui.

Na Rússia, no entanto, a companhia tem atuação bastante diversificada quando o assunto são parceiros e a ideia da chegada de Borba é justamente trazer essa cultura para cá. “A aposta não é só ampliar atuação em outras empresas, como também apostar em serviços de valor agregado, em que tenho bastante experiência”, comentou ele.

Os primeiros dias dessa nova Sofltine já tem gerado resultados. A Oracle, por exemplo, passou a integrar a lista de parceiros. “Vamos incluir outros fabricantes”, adiantou Borba.

Mudanças internas

Para promover a virada proposta, Borba tem implementado algumas mudanças internas. A força de vendas, por exemplo, está passando por uma série de treinamentos, que deverá durar o ano todo, para que o time entenda os problemas de negócios dos clientes e assim possa ajudar de forma mais assertiva e com olhar totalmente voltado para consultoria.

Outra frente é a redefinição do portfólio, fundamental para que se tenha assertividade na proposição de valor. “A ideia é ter um acompanhamento mais humano e deixar o ‘tecniquês’ de lado. Precisamos entender a dor do cliente”, revelou.

Adaptabilidade é, sem dúvida, a palavra da vez. “Tenho de estar ligado ao dinamismo. Não é que eu não tenha de ter processos, mas eu não tenho de me apaixonar pelos processos. Tenho de ter desapego por eles. Isso é fundamental.”

IoT na linha de frente

Borba revela que internet das coisas (IoT) é uma das frentes que a Softline tem mais força na América Latina. Além de IoT, Borba elencou dois temas prioritários para a empresa nos próximos meses: cibersegurança e cloud computing. “Estamos bem posicionados em IoT. Já temos inclusive cases na região, sendo o da MCS Kollmorgen, um dos mais emblemáticos”, contou.

A MCS Kollmorgen tem como principal atividade desenvolver controladores para máquinas industriais. Porém, sem tecnologia, o processo de manutenção dessas máquinas é bastante complicado e caro. Um profissional precisa estar junto da máquina e rodar um diagnóstico e só depois realizar a manutenção de fato. Enquanto isso, a fábrica tem uma máquina parada, o que gera estresse e perda na produção.

Assim, a empresa precisava automatizar esse processo. Foi quando chegou a IoT, que possibilitou economizar tempo e locomoção dos técnicos de manutenção e tornar o trabalho mais ágil e eficiente, tanto para a Kollmorgen quanto para os clientes.

Desafios

Para os próximos meses, Borba tem uma série de desafios. Entre eles, o reforço da marca em solo nacional, especialmente na oferta de serviços. Além disso, o executivo tem como meta dobrar o faturamento da empresa em dois anos. Em 2017, contou, a companhia encerrou seu ano fiscal, que terminou em abril de 2017, com US$ 74 milhões.

Os negócios por aqui são promissores, apontou, e as apostas da corporação são altas. “Todos os negócios fora da Rússia, Brasil e Índia estão em fase de ascensão”, destacou.

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Redação
Tags: Eduardo Borbainternet das coisasMCS KollmorgenSoftline
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