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Com computação baseada em memória, HPE mira universo de dados

Um projeto em desenvolvimento há pelo menos cinco anos, o The Machine atingiu talvez seu principal momento com a prova de conceito apresentada pela HPE durante o Discover Europe 2016, evento da empresa para clientes e parceiros, em Londres. A iniciativa, que aposta na computação baseada em memória como arquitetura que deve direcionar o futuro computacional, deve ter entre seus principais feitos entregar novos e diferentes insights em torno de big data, algo, segundo a companhia, impossível com as arquiteturas atuais. 

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O grande pulo do gato da arquitetura computacional baseada em memória do The Machine, como observou Andrew Wheeler, vice-presidente do HPE Labs, está na escala e também na quantidade de processos que pode ser conectada à plataforma, diferente, inclusive, das plataformas in-memory existentes atualmente no mercado, como a Hana, da SAP. Outro ponto importante compartilhado por executivos da fabricante, que demonstra a escalabilidade da solução em desenvolvimento, está no fato de rodar a plataforma de big data Hadoop em memória e eles já avaliam essa possibilidade.  

Para o CTO da HPE, Mark Potter, quando se pensa em um mundo com 20, 30 bilhões de dispositivos gerando informações e tudo acontecendo em diferentes elementos computaçionais, se entende a necessidade de uma nova arquitetura. “Operamos atualmente em uma arquitetura que não atende a esse novo mundo. Fundamentos que nos ajudaram a chegar onde estamos começam a falhar nas entregas”, avaliou o executivo ao defender o projeto. 

“Com isso em mente, começamos a desenhar no HPE Labs esse novo sistema computacional. Em vez da CPU no centro do universo, um componente isolado, porque não colocar o dado no centro de tudo? Algoritmos no centro da arquitetura? E nós conseguimos bons avanços em nossa plataforma de computação baseada em memória. Isso deve ajudar a definir a arquitetura computacional dos próximos anos.”

Embora os avanços da HPE sejam de fato importantes, a companhia reconhece, no entanto, que ainda existe muito a ser feito, já que todo o ecossistema de TI terá de se adaptar a essa nova arquitetura, esse novo jeito de fazer computação. Questionado sobre o assunto, Wheeler disse, por exemplo, que o conceito vem sendo trabalhado no mercado, até por outras empresas, e que as aplicações terão de ser adaptadas para essa realidade. Mas, ao mesmo tempo, provocou dizendo que, seguir no modelo e formato atuais, não significa atender ao novo mundo e tampouco satisfazer as necessidades das grandes corporações, especialmente quando se pensa em análise em tempo real. 

A prova de conceito apresentada pela HPE com o The Machine passou pelos seguintes pontos: nódulos computacionais acessando um pool compartilhado de memória; um sistema operacional otimizado baseado em Linux rodando em um SoC personalizado; links de comunicação fotônica e novas ferramentas de programação de software desenhadas para tirar vantagem da memória persistente. 

Olhando para o futuro e até para os produtos que serão comercializados a partir do conceito, a HPE tem um roadmap que vai até 2020, incluindo: Memória não-volátil (NVM, da sigla em inglês), que deve estar pronta para comercialização entre 2018/19, a ideia aqui é ter o desempenho da DRAM com capacidade e persistência do storage tradicional; Fabric (incluindo fotônicos), neste caso, alguns produtos como o Synergy já tiram vantagens e deve ter componentes disponíveis no próximo ano, mas em 2018/19 a companhia prevê integrar a tecnologia fotônica em outras linhas como o portfólio de storage; Segurança. 

Neste tópico específico a companhia conseguiu no protótipo demonstrar a segurança entre memórias interconectadas em linha com a visão de segurança embarcada por meio de software e hardware. Com isso, a fabricante já prevê novas funcionalidades de segurança em hardware já no próximo ano, além de novas ferramentas ao longo dos próximos três anos.

Num mundo em que o hardware é cada vez mais commodity e barato, o projeto da HPE mostra um visão muito clara da fabricante em buscar diferenciar-se da concorrência, ao desenvolver uma arquitetura diferente e aderente a um mundo obcecado pelas coisas em tempo real. Durante a apresentação das especificações e vantagens técnicas do que foi atingido com o The Machine, Kirk Bresniker, um dos engenheiros do projeto, ressaltou a possibilidade de alterar frameworks existentes e desenvolver algoritmos até 300 vezes mais rápidos, podendo, de repente, repensar o sistema financeiro. Mas uma frase colocada como citação na apresentação do engenheiro chamou a atenção e pode resumir um pouco da percepção do que estar por vir a partir de projetos como o The Machine: “o fim da era do hardware barato”.

*O jornalista viajou a Londres a convite da HPE

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Published by
Redação
Tags: big data;computação em memóriaHadoopHPEThe Machine
10 anos ago

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