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Na era da disrupção digital, o termo “modelo de negócios” ganhou muita relevância e constantemente é citado por vários autores que exploram o conceito de diferentes formas, o que gera muita confusão sobre o termo.
Por causa de sua popularização, surgiram diversas propostas de como construir modelos de negócios, uns com mais, outros com menos amplitude, podendo ser detalhados e abranger vários componentes. Não existe um framework universal, que utilize uma linguagem comum a todos para entender o que é um modelo de negócios, cada um dá enfoque ao que julga ser importante para determinada abordagem.
Em linhas gerais, o modelo de negócio trata a composição e a comunicação da estratégia de desenvolvimento de negócios e todas as propostas para simplificá-las são válidas e adequadas, dependendo do que se está tentando representar.
Essa multiplicidade de fatores complicam o entendimento e a compreensão de modelos de negócios. A verdade é que cada um aborda de uma forma: empreendedorismo, estratégia, inovação, negócios digitais, etc.
Em minhas aulas eu adoto a seguinte definição para modelo de negócios:
O modelo de negócios é a visão totalizante de como um negócio cria valor, entrega-o ao mercado e, em troca, captura valor e o monetiza.
Ou seja, é a “lógica da empresa”. É como a empresa se organiza e opera, como ela agrega valor aos clientes e como ela captura valor para as partes interessadas e que deve estar alinhado aos objetivos estratégicos definidos pela empresa.
Dessa definição chegamos a quatro dimensões básicas que qualquer modelo de negócios deve comunicar:
Podemos fazer a relação entre o Business Model Canvas com todos os seus nove elementos com os quatro componentes descritos acima que precisam ser desenvolvidos e analisados para um modelo de negócios.

