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Segundo a empresa trata-se do smartphone premium mais fino do mundo atualmente com 5.2 milímetros e apenas 136 gramas!! Tive a oportunidade de usá-lo, como sempre faço em meus testes, por mais de 3 três semanas, com toda a minha carga de uso pessoal, aplicativos, dados, fotos, e-mails, mensagens instantâneas, redes sociais, etc. Eu pude, portanto, experimentá-lo de todas as suas formas e ainda usar vários de seus incríveis “snaps”.
Importante saber que a duração da bateria é bastante competente, mas há smartphones que duram mais. O próprio VIBE – modelo bem mais simples da Lenovo, testado por mim, apresentou bateria com maior autonomia. Mesmo assim 12.5 horas regime normal de uso é bem adequado. E se não for suficiente, o snap Power Pack acrescenta mais 70% de carga aproximadamente (segundo minha aferição), levando a autonomia para 21 horas!!
Seu Android é a versão mais evoluída, 6.01 (Marshmallow), sem grandes enxertos do fabricante, quase que um Android “puro”. Senti falta do conector de fone de ouvido tradicional (P2), mas um adaptador que se liga à nova e evoluída interface USB-C resolve o problema (mas cuidado para não perder o adaptador). Para ser tão fino (5.2 mm) o Moto Z abriu mão do P2.
Os snaps de acabamento (capas), caixa de som JBL, Power Pack e o surpreendente projetor são sensacionais. Não pude testar (mas testarei) o snap com câmera Hasselblad com zoom ótico 10x. Que outros úteis snaps estarão a caminho, sejam feitos pela Lenovo/Moto ou por desenvolvedores independentes?
O preço do Moto Z é de R$ 3.199, porém ele já vem com um snap de capa e um Power Pack, que têm valor aproximado de R$ 500 (preço da venda individual). É como se o Moto Z custasse cerca de R$ 2.600, um preço bastante justo por tudo que ele proporciona.
Além disso a Lenovo/Moto está oferecendo ao mercado o Moto Z em “bundles” que favorecem a aquisição do acessório preferido. Por exemplo, existe um conjunto formado pelo Moto Z mais o projetor por R$ 3.999, sendo que sozinho o projetor é vendido por R$ 1.499. De forma análoga outros “bundles” já estão no mercado ou estão por surgir.
Realmente gostei MUITO do Moto Z. Adorei a ideia dos snaps e espero que este conceito se desenvolva cada vez mais. Se você ainda não conhece o Moto Z, sugiro fortemente que o considere como opção se estiver em busca de um smartphone premium, de preço justo, que não pegue fogo nem tenha uma fruta como símbolo de status, o mundo da tecnologia é bem mais do que isso!!
Usando o Moto Z no dia a dia – o TESTE
A primeira impressão que se destaca no Moto Z é sua incrível espessura (5.2 mm) e decorrente leveza do aparelho e por isso mesmo extremamente confortável de ser utilizado. Na sua parte traseira existe a lente da câmera que se sobressai ligeiramente acima. Na parte inferior podemos ver os contatos para que um “snap” seja acrescentado magneticamente. É um visual moderno e futurista, gostei muito, até um determinado momento do teste (explicarei depois).
Tem um processador extremamente moderno, o Qualcomm SnapDragom 820, sobre o qual eu escrevi no final de 2015- “Oversátil e poderoso Snapdragon 820 – o novo motor do seu smartphone”. Acrescente os 4 GB de RAM, 64 GB de espaço para armazenamento, cartão de memória até 2 TB (!!!) e Android Marshmallow 6.01, é completamente impossível ter algum problema de usabilidade. Rápido, ágil e sempre pronto para atender às solicitações do usuário e demanda dos aplicativos.
Sua diminuta espessura custa algum preço. Assim como fez a Apple com o iPhone 7, não há mais o incrivelmente clássico conector do tipo P2 para o fone de ouvido. Assim o usuário pode ser valer de fones do tipo Bluetooth ou usar um adaptador que vem com o produto que se conecta à interface USB-C do aparelho. Aliás, acompanha o Moto Z um elegante fone de ouvidos branco, do tipo in-ear com ótima qualidade. Não usei muito o fone de ouvido (o que vem com ele ou o de minha preferência) porque sei que sou meio atrapalhado e tive bastante medo de perder este adaptador, pois se trata de um componente a mais para ficar levando de lá para cá. Perdê-lo seria fácil para mim. Isso inibiu o meu uso. Ainda gosto do conector P2…Mas como disse, é o preço que se paga por ele ser tão fino, leve e elegante.
Conhecendo e usando os snaps
Para o meu período de testes recebi alguns importantes acessórios, os quais pude usar e experimentar. A forma pela qual estes acessórios são encaixados no Moto Z é destaque. Trata-se de um excelente encaixe magnético. A simples aproximação do elemento nas proximidades do encaixe já o puxa para a posição correta. Não é necessário fazê-lo com o aparelho desligado, qualquer que seja o acessório, encaixar e desencaixar não é problema em momento algum.
Snap Capa de Estilo: eu achei o máximo o design moderno e diferente da parte traseira do Moto Z, a sua lente da câmera levemente elevada, aqueles elementos metálicos do encaixe dos snaps à mostra, etc. Mas depois de algum tempo algo aconteceu. E passei a achar aquela aparência meio minimalista. Quase poderia dizer “tosca”, mas seria um exagero. Nessa hora eu passei a utilizar um “Style Shell”, uma capa que veio com o aparelho (faz parte do kit básico), preta, com aparência de couro, e dessa forma eu “vesti” o Moto Z o qual passou a ficar para mim mais elegante. Há um acréscimo de peso e espessura, mas totalmente desprezível.
Na primeira foto deste texto pode ser visto o Moto Z em seu estado natural, sem a capa. Na foto abaixo se vê o aparelho com a capa preta com aparência de couro preto que falei. Na próxima foto, a título de exemplo mostro algumas capas existentes como branca, aparência de madeira, vermelha, etc. Custam individualmente R$ 99.
Tem bateria própria que garante uma hora sem que a bateria do Moto Z comece a ser drenada pelo projetor. Tem o ajuste do “efeito trapézio” de forma automática, arrumando a distorção de paralaxe que acontece ao projetar de forma inclinada a imagem. Apenas o foco que deve ser ajustado manualmente por meio de um botão circular no topo do surpreendente projetor. Tem base de apoio para ajustar a projeção e ângulo. Na foto abaixo mostro um exemplo de uso em meu escritório. Se comprado separadamente tem preço de R$ 1499.
Em alguns dias eu saía de casa já com ele montado no Moto Z e dessa forma nunca cheguei em casa de volta com menos de 45% da carga original (2650 mAh) do Moto Z, após extinguir a carga do Power Pack, que gasta primeiro quando ele está conectado. Aliás, isso é muito bom, pois ao acabar sua carga o Power Pack pode ser retirado e tornar o Moto Z mais leve e mais fino de novo. Cada um escolhe sua forma de uso. Já tê-lo conectado desde o começo do dia ou apenas agregá-lo ao Moto Z quando a carga original estiver bem no final. Achei fantástico! Se comprado separadamente tem preço de R$ 399.
Um aplicativo que uso muito é o WAZE, navegador GPS para ajudar a andar pelo trânsito caótico de nossas cidades. É sabido que ele é o maior devorador de carga de baterias que existe. É o meu teste extremo. O Moto Z se usado 100% do tempo com o Waze teria autonomia média de 5 horas e 25 minutos. Falando de outra forma, cada 1% da carga da bateria é drenada em 3 minutos e 16 segundos. Em termos de comparação, Asus Zenfone 2 esgota sua bateria com WAZE em 4 horas e 6 minutos. O Moto Z teve um desempenho adequado relativo ao seu esbelto design. Estou curioso para testar o seu irmão menor, o Moto Z Play, que embora menos sofisticado, tem bateria de 3510 mAh e promete bater o recorde do Lenovo VIBE, com 7 horas de autonomia no Waze!!
Introduzi mais um teste que implica em deixar a tela ligada permanentemente e reproduzindo em loop um vídeo no Youtube até que se esgote a energia. Este teste estressa a bateria por causa da tela acesa 100% do tempo e também processamento para exibir o vídeo. Nesta situação o Moto Z foi capaz de permanecer mais de 8 horas em regime constante de uso.
O Moto Z tem formas para reduzir o consumo, desde o modo “econômico”, reduz vibrações, sincroniza dados com menos frequência, etc. Também permite gerenciar os aplicativos que ficam ativos em segundo plano (muitos smartphones não têm este recurso) para limitar o consumo somente àqueles que nos são mais importantes. Levando em conta as características de peso e espessura, o Moto Z teve um desempenho muito bom ao lidar com a sua bateria.
Carregamento do Moto Z e autonomia com o Power Pack
O carregamento rápido é destaque do Moto Z. Com o aparelho completamente sem carga (0%) e desligado pude levá-lo aos 100% de carga em 1 hora e 6 minutos. Isso significa, segundo os números (do meu teste), que se carregado por apenas 20 minutos ele pode receber um pouco mais de 30% de carga e com isso ser usado (no meu padrão de uso) por quase 4 horas (3h 47m). Muito bom!!
O Power Pack foi usado para carregar a bateria do Moto Z em 3 situações distintas. Com o Moto Z desligado, uso moderado e uso intenso (no trânsito com o Waze). Em cada uma dessas situações a bateria recebeu 68%, 54% e 43% de carga respectivamente. Destaco que em todas as situações o volume de carga é o mesmo, a diferença é que com uso mais intenso o que sobra no final de carga é menor.
Fazendo apenas uma simples extrapolação matemática, aquela autonomia média de 12 horas e 30 minutos que eu obtive é estendida para um pouco mais de 21 horas!! Na prática, o Moto Z com o Power Pack permite que a pessoa use todo o dia e ainda sobre muita carga útil. Ou seria suficiente para 2 dias de uso em regime moderado de uso. Aí sim!! Com 21 horas não vai faltar carga para ninguém!! Acessório que considero imprescindível para quem usa muito o smartphone!! A boa notícia é em seu kit básico o snap Power Pak está incluído!
Câmera fotográfica – um assunto à parte
Não só da qualidade da foto que é composta uma boa câmera. Também das boas ideias e de uma interface inteligente. A câmera do Moto Z pode ser acionada por meio de um giro duplo e rápido do smartphone. Bastante prático. E seus menus de configuração são ricos em opções e ajustes para os usuários mais sofisticados. E quem só quer tirar boas fotos não terá decepção com os ajustes automáticos. Pelo contrário.
Gostei muito do modo “câmera lenta” de filmagem que na hora de rever o filme já permite cortar a parte da cena que se deseja. Algo bastante pertinente para quem registrou alguns momentos em câmera lenta.
Vídeos podem ser capturados em 4K a 30 fps, FullHD a 30 ou 60 fps e HD ou VGA (640×480) a 30 quadros por segundo. A qualidade dos vídeos obtidos foi ótima! Totalmente compatível com a expectativa, mesmo em situações de pouca luz.
Câmera – riqueza de detalhes em fotos próximas: a foto abaixo capturei em algum canto da USP, durante minha caminhada e corrida. Achei lindas as cores e a riqueza de detalhes. À esquerda a foto original e à direita um detalhe ampliado.
Câmera – foto interna:
esta foto do café com leite e pão na chapa nem foi tirada pensando no teste. Mas capturada dentro de uma padaria, com luz não tão favorável, ficou tão interessante (e apetitosa) que resolvi dividir com os leitores.






CONCLUSÃO e informações complementares
Trata-se de um smartphone premium com algo mais. O conceito dos snaps é algo que tem tudo para dar certo! A Lenovo/Moto se compromete a manter a compatibilidade dos snaps adquiridos para a próxima versão a ser lançada. Quem achava que ideias novas, até geniais só vinham em smartphones de grife baseada em fruta, estavam redondamente enganados. Tem um processador extremamente evoluído (SnapDragon 820), 64 GB de armazenamento, 4 GB de memória RAM, cartão de memória até 2 TB (!!!!), uma câmera acima de todas as expectativas e um design inovador!!
Importante saber que a duração da bateria é bastante competente, mas há smartphones que duram mais. O próprio VIBE – modelo bem mais simples da Lenovo, testado por mim, apresentou bateria com maior autonomia. Mesmo assim 12.5 horas regime normal de uso é bem adequado. E se não for suficiente, o snap Power Pack acrescenta mais 70% de carga aproximadamente (segundo minha aferição), levando a autonomia para 21 horas!!
Seu Android é a versão mais evoluída, 6.01 (Marshmallow), sem grandes enxertos do fabricante, quase que um Android “puro”. Senti falta do conector de fone de ouvido tradicional (P2), mas um adaptador que se liga à nova e evoluída interface USB-C resolve o problema (mas cuidado para não perder adaptador). Para ser tão fino (5.2 mm) o Moto Z abriu mão do P2.
Os snaps de acabamento (capas), caixa de som JBL, Power Pack e o surpreendente projetor são sensacionais. Não pude testar (mas testarei) o snap com câmera Hasselblad com zoom ótico 10x. E que outros úteis snaps estarão a caminho, sejam feitos pela Lenovo/Moto ou por desenvolvedores independentes?
O preço do Moto Z é de R$ 3.199, porém ele já vem com um snap de capa e Power Pack, que têm valor aproximado de R$ 500 (preço da venda individual). É como se o Moto Z custasse cerca de R$ 2.600, um preço bastante justo por tudo que ele proporciona.
Além disso a Lenovo/Moto está oferecendo ao mercado o Moto Z em “bundles” que favorecem a aquisição do acessório preferido. Por exemplo, existe um conjunto formado pelo Moto Z mais o projetor por R$ 3.999, sendo que sozinho o projetor é vendido por R$ 1.499. De forma análoga outros “bundles” já estão no mercado ou estão por surgir.
Realmente gostei MUITO do Moto Z. Adorei a ideia dos snaps e espero que este conceito se desenvolva cada vez mais. Se você ainda não conhece o Moto Z, sugiro fortemente que o considere como opção se estiver em busca de um smartphone premium, de preço justo, cuja bateria não pegue fogo nem tenha uma fruta como símbolo de status, afinal o mundo da tecnologia é bem mais do que isso!!