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Mas o que importa é o FOCUS 2015, suas novidades. Afinal mesmo eu que procuro me
manter informado, fui surpreendido com uma série de anúncios e informações, as
quais quero dividir com os leitores. Este texto está dividido em 2 partes
diferentes. A primeira contém minhas impressões sobre o congresso FOCUS 15. A segunda
parte, que será publicada em alguns dias, contém duas entrevistas que fiz com
executivos da Intel Security, Vicent Weafer
(Sr. Vice President – Head of McAfee Labs) e Lisa Matherly (VP, WW Partner Programs,
Marketing & Operations). Estas ótimas entrevistas, informativas e até
reveladoras estarão na parte 2 desta matéria em alguns dias. Já está feito o
convite…
Direto do FOCUS 2015 – novidades – foco
na segurança!!
Ocorreu uma mudança do paradigma de sistemas de segurança. Antes as pessoas e
empresas se sentiam protegidas usando diversas camadas de defesa como em um
castelo medieval. Havia o fosso que era um primeiro obstáculo. Depois as grandes
muralhas. As torres de observação, uma segunda muralha. Sentinelas prontos para
atacar e repelir invasores. Os bens mais valiosos trancados em um cofre no alto
de uma torre com guardas na porta… Essencialmente
um sistema de firewall, antivírus, IPS, etc. têm essa característica, blindar o
meio interno das ameaças que vem de fora.
Isso é comparável ao modelo de segurança que existe em um grande aeroporto.
Tente imaginar a quantidade de pontos de checagem, portas de acesso,
integridade de dados, quem vem da cidade, quem chega pelo ar, o tráfego nas vias
próximas, o tráfego aéreo na região… Isso impõe necessidades que vão além. É
um desafio dentre outros muitos desafios!!
Outra preocupação, há algum tempo se intensificaram os ataques personalizados e
persistentes. São iniciativas direcionadas a obter uma informação específica
que pode ser desde dados pessoais para alguém se beneficiar com a identidade de
outrem como acesso a e-mails visando espionagem industrial/gerencial, projetos,
orçamentos, planos estratégicos… Estes ataques personalizados e persistentes
podem durar dias, semanas, meses… até que o invasor logre êxito em seu
objetivo. Por muitas vezes são utilizados mecanismos extremamente sutis e
discretos. É algo com que realmente se deve preocupar.
A Intel Security desenvolveu um conjunto de soluções integradas que visam
endereçar este tipo de situação. O desafio é obter extrema agilidade no
processo por meio de um ciclo infinito que consiste em PROTEGER, DETECTAR e
CORRIGIR, de forma contínua, incansável e o mais automática possível.
Um anúncio importante que aconteceu no FOCUS 15 foi a chegada do novo produto
de segurança de endpoints, ou seja, as estações de trabalho e dispositivos
móveis da empresa. O ENDPOINT é a evolução dos antigos antivírus, porém mais
sofisticado, mais amplos e são gerenciados, ou seja, todo evento de segurança
em cada dispositivo é acompanhado e ações podem ser tomadas partindo do
administrador (ou por meio de resposta automática definida). Foi anunciada a
versão 10.x que entre outras características apresenta:
A propósito, em uma das demonstrações o Endpoint foi capaz de analisar,
detectar e isolar um documento do tipo PDF que estava infectado com um malware.
Você sabia que o tão usado arquivo PDF pode conter ameaças? Achou que estava
imune? Os arquivos do Office com textos do Word ou planilhas do Excel tiveram
seus dias de ameaças (vírus de macro). Este tipo de ameaça praticamente não
existe mais. Mas nada impede que haja uma nova leva até mais sofisticada desse
tipo de malware.
Além disso, mesmo que autorizado, por exemplo o Dropbox, pode não estar de
acordo com normas rígidas de segurança aplicadas na empresa no aspecto
criptografia. Pude ver uma demonstração na qual o compartilhamento de arquivo
via Dropbox fora bloqueado, mas o serviço BOX SYNC fora autorizado (por estar
aderente a padrões mais rígidos de segurança).
O Endpoint consegue interceptar a ação de gravar no disco virtual da nuvem,
autorizar ou não baseado em perfil de acesso e ainda obriga o usuário
documentar o propósito daquela cópia, que certamente ficará associado com seu
nome, data, hora e motivo. Ou seja, não sai dado da empresa sem que tenha sido
autorizado e fica tudo documentado. Veja isso na tela abaixo.
Mas foi descoberto um novo tipo de ameaça que, sem ser técnico para não
aborrecer os leitores, explora por exemplo, uma vulnerabilidade chamada
RowHammer e que permite que um malware se aloje no firmware, BIOS ou mesmo no
Hypervisor de um sistema de virtualização de computadores. Estes locais são
normalmente isolados do sistema operacional e, portanto, praticamente não
detectáveis! A raiz para resolver este problema é realizar uma atualização da
BIOS ou firmware do equipamento para eliminar esta vulnerabilidade.
Está bastante claro que não apenas a quantidade de ameaças cresceu
incrivelmente como os tipos e variedades dos ataques. Ainda mais claro que
vivemos hoje em um mundo no qual o conceito do “castelo medieval” não é mais
eficiente para se proteger contra todos os tipos de incidentes, invasões, perda
de dados, espionagem, roubo de identidade, escravização de computadores, vírus,
ataque de negação de serviço, sequestro de informações com cobrança de resgate
(denominado de Ramsomware),
ataque contra BIOS e firmware, etc. Mas a defesa contra todos estes tipos
conhecidos de ameaças e principalmente contra as desconhecidas necessita de uma
arquitetura mais robusta e com alto nível de integração.
O DXL oferece uma camada padronizada de integração e comunicação para uso por
todos os produtos, seja qual for a arquitetura proprietária subjacente. Ele
simplifica drasticamente as integrações, exigindo que se realize a configuração
apenas uma vez, ao mesmo tempo que incentiva a participação aberta dos
fornecedores. Com esse aumento de velocidade, agilidade e expansibilidade, é
fortalecida a base da detecção e da resposta a ameaças no cenário de TI.
Previsões da evolução das ameaças para 2016
Uma pesquisa feita pela Intel Security, visando prever o comportamento deste
cenário aponta que o ataque do tipo Ramsomware tende a crescer
bastante em 2016. Também se prevê ataques aos dispositivos “vestíveis” (os
wearables) como relógios inteligentes. Tendem a ser alvo dos ciber-criminosos
uma vez que estes contêm muitos dados pessoais de seus proprietários e são
relativamente inseguros podendo ser porta de ataque para os smartphones com os
quais eles se conectam. Automóveis estão cada dia mais conectados e por isso
também poderão ser alvo invasão com consequência extremamente danosas.
Outro aspecto a ser considerado é o grande crescimento dos dispositivos
conectados em 2016, ainda mais intenso nos próximos 5 anos. Estamos
engatinhando na tecnologia da Internet das Coisas (IoT), já começando a das os
primeiros passos. Mas em 2020 são esperados mais de 200 bilhões de elementos
conectados em todos os lugares. Isso tudo aumenta muito a superfície teórica de
ataque se não houver medidas defensivas adequadas.
Conclusão
Temas e subtemas relacionados à segurança crescem da mesma forma
exponencial que observamos o aumento das ameaças e quase que na mesma proporção
das “coisas” conectadas até 2020. Foi um longo caminho desde aquela remota época
na qual o perigo vinha apenas em disquetes de origem não comprovada e eram
apenas algumas dezenas de vírus conhecidos. Mesmo assim naquela época o que se
pretendia era chamar a atenção, causar algum pequeno dano ou espanto (como
agiam os vírus da época). Hoje em dia tudo mudou. Mudou muito!!
Não é mais possível colocar mais e mais “trancas” na porta, bem como construir
muros de proteção encastelando-se e ficar de fato seguro. Situações extremas
exigem medidas extremas. E é assim que toda a indústria de segurança vem
reagindo. No congresso FOCUS 15 eu percebi claramente que tive contato com uma
diminuta parte desse imenso cenário. Mas também ficou claro para mim que a
muito competente McAfee, de tantos anos na vanguarda e entre os líderes do
segmento, ao ser incorporada pela Intel também já vem sofrendo suas
transformações. A Intel tradicionalmente prevê o futuro e sempre acerta. Vide a
“Lei de Moore”. Isso porque com uma pujança incrível ela faz acontecer aquilo
que ela previu.
Senti este mesmo dinamismo na Intel Security que aprimorou a McAfee e com toda
a capacidade e inteligência combinadas de ambas as empresas, traz para o
mercado uma consistente e muito bem arquitetada plataforma e família de
sistemas de segurança. UFA!! Ainda bem, pois os próximos anos não serão fáceis,
ameaças crescentes, cuidados devem ser multiplicados. A indústria de segurança
é forte, competente com seus vários players, reforçada ainda mais por tudo isso
que vi no FOCUS 15 mostrado pela McAfee, ou melhor, Intel Security!!