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Confesso que tinha visto um ou outro comentário ou review que dizia esperar ser
o P7 mais rápido. Não compartilho dessa opinião. Para o meu modelo de uso
(deixando muita coisa aberta) ele foi perfeito. Importante, não sou um jogador
contumaz no smartphone, bom deixar isto claro.
Vou dar um exemplo. Todo smartphone Android tem em seus inúmeros menus e
sub-menus algumas funções para gerenciamento de energia que inclusive mostram
os programas abertos (que estão consumindo recursos), mas nem sempre é fácil
achar o local para ver isso. O P7 tem um sistema de alerta em sua área de
notificações que já leva diretamente para a tela que permite avaliar e
eventualmente fechar os programas não desejados neste momento.
Na parte direita da mesma tela aparecem os programas que estão gastando mais
bateria. Neste caso, notadamente o Foursquare. Você pode concordar com a
sugestão que o P7 dá (visando economia) e fechar todos os que ele indica (no
caso 4 aplicativos) ou escolher aqueles que quer fechar. E isso faz bastante
diferença em alguns casos. Eu uso bastante este recurso com outro propósito. Não
gosto de receber recados de WhatsApp e Facebook enquanto estou dirigindo ou
mesmo enquanto desejo ter mais concentração (enquanto escrevo este texto por
exemplo). Assim administro de forma muito direta e rápida o que pode ou não
pode gerar alertas e me interromper e ainda cuido com muito carinho da bateria
(objeto de discussão mais adiante).
Mas ter uma versão do Android bem customizada tem uma contrapartida. Quando há
uma mudança de versão (como a que ocorreu recentemente com o lançamento da
versão 5.0 – Lollipop) o usuário obrigatoriamente precisa esperar que o
fabricante disponibilize a atualização específica para aquele aparelho.
Uso de rede de dados, WiFi e GPS
A conectividade 4G não é exatamente um diferencial, pois muitos aparelhos já têm.
Mas passei por um susto com o uso do 4G. Experimentei grande instabilidade,
queda de sinal, queda para HSPA+ ou 3G (e mesmo 2G) algumas vezes, mesmo sem
estar em movimento, dentro de um lugar com nível de sinal supostamente
conhecido, estável e de boa qualidade (já testado com outros smartphones).
Suspeitei de alguma fragilidade do 4G do P7. Nada disso, fora um alarme falso.
Outras pessoas que estavam junto comigo nestas ocasiões, com smartphones de
outros fabricantes, mas com chip da VIVO tiveram os mesmos problemas. De início
eu estava sozinho, mas com a presença delas ficou claro que o 4G do P7 é
“redondo”. Quando obtive sinal 4G estável conseguia taxas de download e upload
de 15 Mbps e 10 Mbps respectivamente (limitado pela operadora).
Sem surpresas com o WiFi, bom desempenho. Pelo uso do padrão 802.11n obtive
taxas de download de bastante robustas. Apenas senti falta do WiFi banda “a” de
5 Ghz que já está presente em alguns smartphones (conexões ainda mais
robustas). Quem sabe em uma futura versão do hardware…
Como uso bastante a função de GPS (Waze e Nike+ – corridas) algo capturou minha
atenção. Já testei outros smartphones que no uso de GPS quando perdiam o sinal
(em um túnel ou uma garagem) demoraram um bocado para retomá-lo. Outro caso é
transitar com o carro por entre ruas com muitos prédios, situação essa na qual
perda de sinal de GPS é razoavelmente comum. Isso nunca aconteceu com o P7 em
meu teste. No uso do Waze sempre o sinal do GPS era recuperado muito rapidamente!
Um dos motivos para isso é o fato dele usar uma tecnologia de GPS chamada A-GPS
Glonass. Trata-se de um sistema que usa ao mesmo tempo os famosos satélites em
órbita da terra para obter a localização, mas também se vale das antenas das operadoras
e do sinal de dados para complementar e obter ajuda na busca da posição dos
satélites, bem como a localização.
Fotografia – selfies e acabamentos
diferenciados
A câmera impressiona não só pela resolução (13 MP), mas pela sensibilidade de
sua lente. Poderia ser extenso nestes comentários. Mas como dizem, uma imagem
vale por mil palavras, certo? A foto que está abaixo e que pode ser ampliada ao
clicar sobre ela, foi tirada em uma exposição na Escola Panamericana de Artes,
em um ambiente fechado (sem luz natural). Havia apenas algumas luminárias no teto e sem flash.
A foto foi reduzida para 2.3 MP (2048×1150) apenas para poder ser viável de ser
carregada no site. Vejam a riqueza de detalhes, as cores registradas no painel
(centro da foto – local que era o foco de minha atenção), as cores nos lados…
Obviamente as pessoas nas laterais da foto não estão focadas, afinal, ambiente
interno, pouca luz… Ainda assim esta foto é emblemática para mim, pois se
neste ambiente “difícil”, se o P7 fez isso, o que ele não faz em ambientes
externos e bem iluminados!? Fotos lindíssimas (mais adiante vou mostra um
selfie em ambiente externo).
Falando em panorâmico não resisti à tentação e fiz uma foto assim lá no lago do
Parque do Ibirapuera. Como tudo no P7 o procedimento é muito intuitivo e bem
ilustrado nas suas telas. A foto abaixo acabou ficando com 21 MP (10432×2048) a
qual reduzi para 2048×402 para ser exibida aqui no site. O processo consiste em
juntar automaticamente várias fotos conforme se vai movendo a câmera. Pode ser constatado
abaixo, emendas perfeitas e resultado muito bonito!!
Se você que está lendo refletir por um momento, compare como você usava um
smartphone há 5 anos e como usa hoje em dia. COM CERTEZA estamos muito mais
conectados, usamos muito mais aplicativos e manipulamos o aparelho por um tempo
incrivelmente maior!! Conheço pessoas que sequer usam notebooks ou computadores
de mesa e resolvem todas as suas necessidades no smartphone. É um perfil de uso
bem intenso!
Por isso a queixosa afirmação que se faz (citada acima) é totalmente infundada.
Ainda mais no caso do P7, um aparelho de apenas 6.8 mm de espessura!!! Na
prática o que tem acontecido é redução da espessura (tendo como decorrência baterias
mais finas), redução do peso e uso muito mais intenso. O único fator favorável
é a recente maior adoção de smartphones maiores (5 e 6 polegadas) que ainda
permite crescer um pouco a bateria. Mas no final, de fato, o que evoluiu muito
foi a gestão de energia e bateria destes dispositivos. É impressionante e
obviamente o P7 está entre estes casos. Foi o que descobri neste teste.
Sendo bem direto, olhe a tabela abaixo e vamos discuti-la em seguida:
Caso desligasse tudo, este novo cenário seria um total exercício de ficção, sem
serventia alguma para mim. Não me importo que o fabricante analise este caso
para que ela tenha conhecimento do uso “base mínimo” de energia de seu aparelho
(que segundo as especificações é de 442 horas em standby). Mas para mim o
cenário mais otimista inclui aplicativos carregados, bem como 4G e WiFi ligados,
mas não manipulado. E nesta situação o P7 alcançou 98 horas de autonomia.
Por fim o estudo que mais tem serventia para o usuário comum, aquele que deve
estar lendo este texto agora, o que chamei de “Típico”. Neste cenário só ficou
fora o uso do Waze. Todo o resto foi usado. Todos os aplicativos, telefone,
Facebook, WhatsApp, navegação pela Internet, leitura e resposta de e-mails,
etc. Porém aconselho olhar este número com EXTREMA
CAUTELA. Este é o uso típico do
Flavio Xandó, que não deve ser idêntico ao do João, da Isabel, do Pedro, da
Maria, da Claudia ou do José.
Cada um tem um modelo de uso e não posso ter a pretensão de achar que todos
usam da mesma forma que eu uso. Escrevi em outubro de 2014 uma avaliação do
smartphone Asus Zenfone 5 entitulada “Desvendando a autonomia da bateria do Asus Zenfone 5” e semanas atrás um enfurecido
leitor deixou um comentário dizendo que no caso dele, a bateria estava durando menos do que eu
indiquei no meu texto, mas como ele tinha comprado o Zenfone após ler meu teste,
ele queria que eu reembolsasse o seu gasto com o aparelho por não ser o que ele
esperava. Pode!??
A despeito disso, vamos ver recursos interessantíssimos do P7 para ajudar ainda
mais nesta árdua tarefa de bem usar a energia.
Surpresa!! O fator sol e calor na
duração da bateria!!
Se de imediato tivesse me lembrado das lições de química de tantos anos atrás
teria percebido que a bateria realiza reações químicas o tempo todo (no
uso e na recarga). Isso faz MUITA DIFERENÇA, pois luz e calor são catalizadores
de reações em muitos casos!! Como sou dependente do WAZE para ajudar a
minimizar meu tempo de deslocamento no caótico trânsito de São Paulo eu me
rendi aos carregadores veiculares e prendo o smartphone no vidro usando um
daqueles suportes em forma de pinça que agarram o aparelho.
Algo me chamou a atenção. Algumas vezes, apesar de ligado no carregador
veicular o P7 perdia carga em vez de ganhar carga (??!!??). Algumas vezes
perdia até que bem rápido, quase como se não estivesse sendo carregado. No P7 usando
o WAZE, sem o carregador veicular o P7 perde 1% de sua carga em pouco mais de 2
minutos. Com o carregador conectado ele perdia 1% em 4 ou 5 minutos. Em outras vezes
ganhava carga a uma razão bem lenta, 1% a cada 10 minutos ou mais. Porque isso??
A quantidade de aplicativos carregados junto com o Waze também consumindo
energia explica parte dessa discrepância. Mas tive o cuidado de encerrar os
aplicativos usando o gerenciador do P7. A resposta veio em um dia bem chuvoso,
frio e escuro. Na mesma condição o P7 ganhava carga com certa agilidade em vez
de perder. Ao segurar o aparelho vi que estava relativamente frio, bem diferente
das outras vezes que ele estava muito quente (fruto da exposição solar e uso
intenso).
Resumindo, o fator sol e calor afetam MUITO o comportamento da bateria a ponto
do P7 chegar a perder carga mesmo conectado ao carregador veicular. Vou mais
longe. A pequena diferença a seu favor que o Asus Zenfone 5 teve no caso de uso
do Waze nos testes em relação ao P7 pode ser explicada em parte por sua tampa
traseira branca. Como sabemos a cor preta absorve MUITO mais calor. Isso me faz
pensar que eu deveria comprar um P7 branco e não este lindíssimo P7 preto,
black piano, um smartphone de smoking como falei antes. Em termos de eficiência
energética, ao menos no uso em automóveis, seria possivelmente um pouquinho
melhor!! E cá entre nós, o branco é também muito bonito!
Conclusão
A duração da bateria é bastante adequada do modelo de uso normal e fica um
tempo enorme em standby. Mas para quem usa muito o smartphone como GPS,
notadamente com o Waze, recomendo o uso de carregador veicular para que não fique
sem carga no resto do dia. As funções de gerenciamento de energia do P7 são
bastante versáteis e poderosas, permitindo fechar aplicativos “gastões” e até
mesmo usá-lo emergencialmente em modo ultra econômico no qual comunicação
acontece apenas quando a tela está ligada.
Seu preço de lançamento em novembro foi de R$ 1499, mas é possível encontrá-lo
hoje por R$ 1275 sendo o preço mais comum de R$ 1349. Por isso ele se situa um
pouco acima do patamar dos smartphones de 5 polegadas que custam menos de mil
reais e muito mais em conta do que os ótimos, mas caros aparelhos de R$ 2000 ou
mais. Considero uma ótima compra com custo benefício diferenciado! Agora só me
resta fazer backup das minhas fotos, pegar meu chip e embalar o P7 para a
devolução amanhã, um momento nada feliz!