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Tanto isso é verdade que em meus dois notebooks eu tenho SSDs de 500 GB para
conter o sistema operacional, programas e arquivos de trabalho imediato, aqueles
que estou mexendo toda hora e preciso grande agilidade. Mas hoje em dia, com a
imensa digitalização, transformação que aconteceu no mundo, 500 GB de espaço é
algo irrisório, é um espaço exíguo frente a quantidade de fotos, vídeos,
músicas e documentos complexos com muitas imagens e gráficos. Não dá mesmo!!
Por isso as pessoas e empresa hoje em dia usam soluções de armazenamento em
rede (NAS). Eu mesmo uso vários!! Vejam a foto abaixo:
Mas não pense você que tudo são flores. Meu NAS mais antigo, o QNAP teve pane
de discos algumas vezes. O Iomega IX2 (atualmente Lenovo IX2) também. Como em
ambos eu uso HDs espelhados, a pane de um HD não faz perder todos os dados. Mas
em uma ocasião eu tive IMENSO prejuízo. O IX2 teve um HD que “morreu” e ele
permaneceu com apenas um HD por um tempo. Não é que algumas semanas depois,
antes de eu comprar um HD novo para repor, pifou o segundo HD!!!!!! Perdi
TUDO!!! Algumas pastas eu tinha gravadas no WD MY CLOUD, graças a Deus o mais
importante. Mas vejam, qual lição se aprende aqui? Mesmo eu, que sou uma pessoa
razoavelmente informada em tecnologia tive perda de dados!! HD que apresenta
defeito deve ser substituído imediatamente!! Fiar-se apenas na “cópia espelho”
que ainda funciona é arriscado demais!!
Ao longo dos anos devo ter substituído nestes dispositivos (no QNAP e no IX2)
uns 4 ou 5 HDs, talvez mais. E eu sempre me perguntei, será que não tem um
jeito desses HDs durarem mais?? Permitindo-me ser um pouquinho técnico por
alguns segundos, estes HDs têm um parâmetro chamado MTBF (tempo médio entre
falhas) que costumava ser da ordem de 150 mil horas (ou mais), que em tese
garantiria o funcionamento sem falhas por mais de 20 anos!! Mas porque então em
6 ou 7 anos eu precisei trocar 4 ou 5 HDs??
Por isso mesmo os fabricantes de HDs desenvolveram HDs que são adequados a este
tipo de demanda. Eu cito os NAS que eu tenho, mas há computadores domésticos
que por comodidade de seu dono também ficam 100% do tempo ligados. Nestas
situações o HD certo deve ser utilizado!! Também em pequenos escritórios ou
empresas, os servidores de arquivos.
A Western Digital me forneceu para testes duas unidades de seu modelo WD RED de 5
Terabytes, denominado NAS READY. Por tudo que contei ficou evidente que eu
tinha um ambiente mais do que apropriado para testá-los. Já tinha sofrido com perda
de HDs e até mesmo por imprudência de minha parte, perda de dados!
Muito resumidamente tentei explicar que HDs não são todos iguais. Isso foi
assim tempos atrás, mas hoje em dia fica claro que cada aplicação demanda
características diferentes.
Mas voltemos ao WD RED , o NAS Ready que recebi para testes. O destino do par
recebido era certo, o NAS IX2 que continha 2 HDs de 3 TB do tipo comum (não vou
citar o fabricante, mas não eram da WD). Mas antes eu quis conferir o WD RED em
um ambiente mais controlado, ou seja, plugado diretamente em computador
desktop. Isso me permitiria saber sua velocidade em diferentes situações. Seguem
abaixo, para os mais detalhistas algumas telas com estes testes e suas
considerações.
Porque isso me impressionou? Tenho um SSD da Intel de primeira ou segunda geração
de alguns anos atrás, cuja taxa de transferência era (constante) perto de 220
MB/s. Isso na época era incrivelmente rápido, pois nessa ocasião um bom HD convencional
obtinha 60 ou 70 MB/s, quase um quarto da velocidade!
Eu falei que o WD RED é adequado para uso em NAS, mas não fui muito claro
quanto aos motivos. Engenharia! Apenas e “tão somente isso”. Partindo da
premissa que será um HD que permanecerá ligado 24 horas pode dia, de forma
ininterrupta, precisa ter refrigeração, sistema de troca de calor, materiais,
circuito, otimizações do movimento da cabeça de leitura e gravação adequados a
este modelo de uso. Há sistema de estabilização de trilhas, balanceamento 3D
ativo e sistema de compensação de vibração. A especificação de MTBF (tempo
médio entre falhas) do WD RED é de 1 milhão de horas. Isso significa 114
anos!!! Se os HDs comuns que ofereciam 25 anos de tempo entre falhas, davam
defeito em 3 ou 4 anos (quando usados 24 horas por dia), o WD RED, mesmo que
não chegue a 114 anos, se falhasse em 14 anos, este HD já terá sido trocado por
um novo de 500 Terabyte ou 1 Exabyte nesta ocasião!
Abaixo mostro algumas fotos do processo de montagem dos dois WD RED no meu NAS
Iomega IX2.
Também efetuei as medidas de velocidade e taxa de transferência. Por trabalhar
via rede, obtive perto de 70 MB/s. Porque a diferença de 200 MB/s quando
conectado direto em um computador desktop e apenas 70 MB/s quando acessado via
NAS? É uma limitação do Iomega IX2, pois trata-se de um NAS que já tem 4 (ou mais)
anos e mesmo usando rede Gigabit não extrai toda a velocidade (comprovada) do
WD RED. Além disso, por se conectar via rede Gigabit, ainda haveria um limite
físico de 100 a 110 MB/s, que é a velocidade máxima de transmissão no meio
físico Ethernet (nesta rede).
Isso significa que o WD RED está pronto para ser usado em sistemas de Storage,
NAS ou mais sofisticados, pois tem sobra de performance para isso. O próprio
NAS WD MY CLOUD, que é mais moderno, mas com apenas um HD, entrega perto de 100
MB/s, velocidade nominal da rede.
A propósito eu adoraria poder testar e usar uma versão do WD MY CLOUD com 2 HDs
para extrair o máximo do HD WD RED. Alguns tipos de NAS dispõem de 2 conexões
de rede, de tal forma que convenientemente configuradas poderiam dobrar a
velocidade e assim aproveitar o potencial de 200 MB/s do WD RED. Isso sem
contar sistemas de Storage mais sofisticados, com dezenas de HDs e que se
comunicam via fibre-channel ou mesmo rede de 10 Gbps ou 50 Gbps e assim, com a
simultaneidade de acesso aproveitar toda a velocidade do WD RED. Alguns destes sistemas
mais sofisticados misturam SSDs e HDs convencionais para terem melhor custo
benefício.
A despeito da “velocidade limitada” (pelo NAS), para este tipo de uso (mesmo
filmes em 1080p) o uso é fluente. E eu sei que no dia que eu investir e comprar
um Storage mais moderno, que por exemplo, tenha dupla conexão de rede, seja
este ano, ano que vem ou em muitos anos os WD RED estarão firmes, fortes e
aptos para seguirem funcionando.
A série RED custa mais que HDs convencionais, a versão de 2 TB acabo de achar
por R$ 680, a de 3 TB R$ 850 e 4 TB por R$ 1220 em um site de comércio eletrônico.
Mas vale bem a seguinte comparação. Se você pegar o seu Ford Fiesta, retirar os
bancos traseiros, vai ser capaz de carregar 600 Kg de blocos de concreto neste
espaço. Uma vez, duas vezes, três vezes… Mas depois de um tempo a suspensão
vai estar destruída, o motor com os pistões deformados, os amortecedores sem
fluido algum, pneus ovalados… Teria sido diferente se tivesse usado uma Ford
Ranger (capacidade de 1450 Kg). O que quero dizer é, conseguir fazer algo com um
recurso que não foi feito para aquela função pode até ser possível, mas apenas por
algum tempo antes que não dê mais conta. HD convencional é para uso
convencional enquanto regime constante, 24×7, para ser instalado em NAS ou
servidores de arquivos, tem que ser do tipo certo. Estou agora sossegado com o
meu NAS, espero que pelos próximos 114 anos sem falhas!!!!