É preciso mais proteção as informações pessoais de cada cidadão

Na era digital, os usuários devem ser mais criteriosos com o compartilhamento das suas informações

Publicado:

Leitura 3 minutos

coluna 26.03
coluna 26.03 — Foto: Shutterstock

Quem nunca ouviu ou conheceu alguém que já foi vitima algum crime cibernético? O roubo de dados de pessoas e empresas na internet é um dos crimes que mais cresce em todo o mundo.

As empresas querem cada dia mais entender o consumidor e utilizam cada vez mais a internet. Ao responder uma mera pesquisa é possível estar dando arma para o inimigo. Mas você se preocupa com isso? Não, mas deveria.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Somente no último ano, os chamados “ataques cibernéticos” aumentaram 62%. Esse tipo de crime, cibercrimes, envolve desde a revelação indevida de informação e disseminação de vírus para coletar e-mails, até questões mais complexas, como fraudes bancárias, violação de propriedade, e espionagem.

É importante , sempre, realizar uma busca, saber se há algum dado público sobre você divulgado. Nossos dados são muito importantes. Sabe-se que no Brasil, o custo médio causado por essas violações aumentou para US$ 1,24 milhões e inclui a interrupção de negócios, perda de receita, danos ao equipamento, honorários advocatícios, despesas com relações públicas e análise forense, entre outras coisas.

No Brasil, há insuficiência de leis para punição de infrações virtuais. Precisamos cobrar do setor público mais segurança para a informação de dados pessoais. Temos que colocar em pauta a questão da informação. A mídia vem noticiando vazamentos, informações que demostram que os  sistemas governamentais estão comprometidos, com isso, cresce o risco de você ser uma vítima de uma fraude financeira.

Tem que haver a preocupação, primeiro de cuidar dos seus dados ,cuidar do seu nome, zelar pelo seu nome e segundo a cobrança das autoridades públicas, para que criem projetos de lei e projetos técnicos que combatam essa epidemia de “excesso de petróleo que há no Brasil”- Quando falamos de excesso de petróleo no Brasil, é um excesso de dados . Em um país onde um Presidente da República despacha, via whatsapp, dentro de um hospital, identificando-o. Onde áudio de um Presidente da República vaza. Imagina o que pode acontecer com você se não houver uma cobrança necessária para que isso não aconteça.

Criamos a lei de proteção de dados, criamos a lei que faz essa proteção, mas as empresas já se adaptaram a isso? A esfera pública se adaptou a isso? Não adianta criarmos leis e não ter a adaptação em torno disso.. É preciso que aja uma adaptação sistêmica do setor público e das empresas em torno disso senão nada vai mudar.

Sobre o Autor

Daniel Nascimento é um empresário, consultor de segurança digital e ex-hacker, tendo sido já considerado um dos maiores hackers do Brasil. Tem sua vida biografada no livro DN PONTOCOM. CEO e fundador da empresa DNPontocom.

Ver publicações deste autor

Colunas relacionadas