Descubra as diferenças entre confiança e controle na gestão de equipes e veja como lidar com esses fatores para manter a produtividade das equipes
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Manter a produtividade em tempos de crise é um dos grandes desafios das empresas. Isso ocorre no cenário atual de pandemia em decorrência do novo coronavírus, no qual as organizações precisam compor equipes e gerenciar suas atividades a distância.
Nesse contexto, os líderes precisam ter cuidado para acompanharem as ações de seus liderados e diferenciarem controle e confiança em relação às equipes. Caso contrário, pode-se ter uma abordagem de pressão excessiva sobre os colaboradores, gerando resultados aquém dos desejados.
Para diferenciar esses dois aspectos e lidar melhor com o desafio de manter a produtividade no seu negócio enquanto se adapta à nova realidade do home office, separamos algumas informações e orientações que podem ser úteis. Quer saber quais são elas? Continue lendo e descubra!
A pandemia de coronavírus e o isolamento social geraram impactos nas operações das empresas, como a dificuldade em dar continuidade a processos, resultados e negócios em meio a tantos desafios nas vidas pessoais e profissionais dos colaboradores.
Entre eles, destaca-se a necessidade de focar nos negócios e não deixar o trabalho parar mesmo com demissões de colegas, times sendo desfeitos ou reorganizados e até mesmo o adoecimento de pessoas próximas (colegas, parentes, amigos).
Apesar de a tentativa de manter o desempenho, é comum que a produtividade diminua, ao menos até que cada colaborador esteja melhor adaptado ao trabalho remoto ou com uma jornada física flexível que segue as recomendações atuais de saúde.
Para lidar com a crise e ter maior ciência de como anda o desempenho da empresa, de suas equipes e dos colaboradores, é indicado realizar uma análise de produtividade por meio de indicadores de performance. Eles podem contribuir para a gestão de performance nesses tempos de pandemia de coronavírus.
Nesse caso, o gestor deve estabelecer métricas para metas curtas (diárias, semanais), além de usar a tecnologia para estar próximo do seu time a fim de acompanhar e fornecer suporte diante das dificuldades que a equipe venha a enfrentar.
Separamos algumas dicas de como manter a produtividade em tempos de crise. Veja quais são eles adiante!
É importante buscar uma proximidade maior, mesmo que remota, com cada membro do time. Para isso, a dica é fazer uma videoconferência com cada colaborador para entender o momento pelo qual ele passa.
Isso também permitirá compreender melhor o contexto da vida pessoal de cada profissional e dos negócios da empresa, a fim de tentar harmonizar esses aspectos para que a produtividade possa ser mantida ou, pelo menos, não caia demais.
Tente buscar meios de engajar o time em reuniões periódicas de equipe, como fomentar interações leves e descontraídas. No entanto, é importante que todas tenham pautas para que sejam produtivas.
Não se esqueça de fornecer ferramentas para sua equipe possa trabalhar bem. Nesse caso, a dica é adotar uma plataforma tecnológica para que todo o time enxergue o andamento do trabalho.
Não se esqueça de continuar investindo no desenvolvimento dos seus colaboradores. Para isso, é importante indicar cursos, fornecer treinamentos online e até mesmo fazer videoconferências para ensinar, por exemplo, o uso de algumas ferramentas de trabalho adotadas durante o isolamento social.
Para exercer uma liderança forte, o gestor pode se fazer presente e apoiar a sua equipe permitindo certa autonomia a ela. Para essa ação dar certo, ele pode estabelecer um processo em que delega, analisa (checa), orienta, corrige e, a partir daí, delega mais e mais.
Isso contribui para o desenvolvimento de confiança, além de assegurar que o trabalho seja feito mesmo quando o gestor não está junto da equipe, como no trabalho remoto. Portanto, a checagem e o interesse do líder tem que ser constante.
A comunicação e o engajamento da equipe contribuem na construção de uma relação de confiança entre líder e liderados, o que, por consequência, impacta positivamente na produtividade do time. Vale destacar que a boa comunicação é um diferencial, pois quando é transparente, clara e acertada, ela traz o engajamento. Metas claras e factíveis também.
Quando o time planeja a meta em conjunto com o líder, o chamado “senso de dono” se faz mais presente entre os integrantes da equipe. Então, há maior chance de termos maior engajamento dos membros em busca de cumprir o planejado, afinal, esse objetivo passa a ser de todos, não só do líder.
A consistência dessas ações diárias de construção de meta e de esforço para o seu alcance gera a confiança. Lembrando que confiança é construída dia a dia. Para tanto, busque soluções que facilitem o contato, como ferramentas de videoconferência, redes sociais, mensageiros instantâneos etc. Vale até telefonar para seus liderados a fim de manter uma comunicação eficiente com eles.
Outro ponto importante é entender que controle e confiança são opostos. O controle pode se fazer necessário quando o profissional está sendo treinado, porém, conforme ele desenvolve conhecimento e habilidade, é indicado que o líder “vá soltando” mais o colaborador. Em outras palavras, que ofereça maior autonomia a ele.
Dessa forma, o controle direto é substituído por uma espécie de coaching ou acompanhamento mais espaçado, até que o gestor chegue em uma função de suporte sob demanda. Lembrando que controlar não significa que o líder não confia no profissional, mas que ele não tem segurança de deixá-lo inteiramente responsável por uma atividade específica.
Aliás, acontece geralmente de o líder controlar a realização de uma atividade, porém confiar outras inteiramente aos cuidados do liderado. Isso é importante também porque o processo de aprendizado do colaborador é constante.
Por outro lado, exercer um controle contínuo inclusive quando o liderado tem competência para exercer funções e realizar atividades com maior autonomia pode gerar uma pressão desnecessária sobre ele. Isso pode impactar os seus resultados.
Como visto, delegar atividades e responsabilidades contribui para a construção de confiança entre líder e liderados. Isso, por sua vez, ajuda a garantir a produtividade da equipe.
Outro ponto importante para a construção da confiança é ouvir o time, de modo a escutar e executar ideias vindas de seus integrantes, isto é, dos colaboradores. Contudo, pelo lado do líder pode haver dificuldade em confiar mais em seus liderados e, em contrapartida, receber a confiança deles.
Para que o gestor possa ter mais confiança em sua equipe é essencial escolher as pessoas certas para compô-la. Cada integrante do time tem que querer que o negócio dê certo e querer muito. O colaborador que tem atitude faz o líder adquirir confiança.
Em contrapartida, para receber a confiança dos seus liderados, o líder precisa estar junto do time e se importar genuinamente com cada um de seus integrantes. Nesse caso, é importante ele cumprir horários, compromissos e os combinados com seus liderados.
Em uma relação assim, ambos os lados podem sair ganhando. No entanto, se o gestor tem um time que precisa ser controlado de maneira constante, ele deve avaliar se está com as pessoas certas. Antes disso, é preciso aprender a lidar com os desafios de seus liderados.
Aliás, para lidar melhor com o colaborador que está com dificuldades de confiança e produtividade nesses tempos de crise, é fundamental o diálogo. Nesse caso, o líder tem a responsabilidade de planejar e agendar horários para conversas difíceis que devem ser feitas de maneira individual.
Nessas conversas, ele tem que ir preparado com fatos e dados e ainda dar espaço para que o colaborador fale e explique os seus pontos de dificuldade. Desse modo, cria-se o ambiente propício para feedback, para combinar como o trabalho será feito e quais serão os targets a serem atingidos a partir da conversa.
Vale ressaltar que proximidade gera confiança, a qual deve ser mútua. Em um ambiente de confiança, o trabalho flui com mais facilidade, sem entraves, o que ajuda a manter a produtividade em tempos de crise.
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* Carolina Cabral é gerente sênior de recrutamento da Robert Half